Óbvio
olhe para o céu,
proucure nas estrelas, o anjo mais belo e mais brilhante.
Encontrastes?
É obvio que não.
Pois o anjo esá acabando de ler está mensagem
As coisas só acontecem no tempo em que permitirmos elas acontecerem. Pensamento obvio, mas todos uma hora se esquecem dele.
''O obvio nao é o bastante...
Se apaixonar pelo lindo e facil,
paixao platonica pode ate ser dos dois lados.
Mas se interessar sem porque por alguem...
É ai que mora o perigo,
quando vc tem explicação do tipo :
porque ele é bonito ou porque é inteligente.
Tudo faz sentido,
mas e quando você nao tem explicação?
Quando o outro mexe com vc sem falar nem fazer nada?
É asssim que a gente surta.
É por isso que estou tomando calmantes ultimamente.
Porque chorei anos por quem nao vai voltar
pensei q nunca mais ia me encontrar
de novo interessada em alguem
e um dia vi um gordinho cheio de si e me desconcertei toda.
Passei meses fingindo que num era comigo
ate nao aguentar mais e parar de nadar contra.
Mas talves alguma curva no caminho tenha pegado ele tambem
e ele agora nao sabe em que momento optou por alguem que ele nao tinha sonhado.
Mas segundo teorias ''malvadas diga-se de passagem'':
No final a gente nao termina com quem a gente ama e sim com quem a gente convive bem .
Acho que a palavra ama ai ja ta meio gasta .
Amar nao é o bastante, amor a gente tem sempre.
O que faz a gente ver o outro como perfeito
é um certo estado de loucura que se abate sobre a gente quando na presença dele.''
E aprendi o que é óbvio para uma criança. Que a vida é simplesmente uma coleção de pequenas vidas, cada uma vivida um dia de cada vez. Que cada dia devia ser passado a procurar beleza nas flores e na poesia e a falar com os animais. Que um dia gasto a sonhar acordado, com pores-do-sol e brisas frescas não se pode melhorar. Mas, acima de tudo, aprendi que a vida consiste em sentar-se em bancos junto a regatos antigos com a minha mão no joelho dela, e às vezes, nos dias bons, a ficar apaixonado.
"Foram ignoradas placas de aviso advertência perigo. Foi qd pôde descobrir o óbvio: a vida se vive vivendo e é justo aí q reside a alegria."
• O Paradoxo Elementar
Não está no óbvio a verdade. O aparente sempre se mostra concreto, mas padece de constância, padece de bases que fundamentem sua própria aparência. Logo, aquele que se apega ao aparente, ao sólido, ao permanente, ao palpável, ao literal, ao racional, ao complexo, ao marcado, ao soberbo, ao justificado, ao confiável; este caminha cego rumo ao precipício de sua própria ilusão.
A solidez fascina o ego, e aquele que alimenta o fascínio do pequeno eu, se preenche do ilusionismo do mundo, da sociedade e do moral coletivo. As respostas para as perguntas mais profundas não existem nas formas que se lhe atribuem. As respostas não são respostas, são sensações que se fundem ao caráter do Ser.
Logo, não há respostas, há experiências, uma vez que não havendo separação entre a pergunta e a resposta, não pode haver de fato nenhuma das duas. A resposta está na pergunta e a pergunta é a resposta.
Quem disso se dá conta, começa a entender a natureza do universo, mesmo que ainda por detrás da barreira físico-mental. Vê ele então que o Um inevitavelmente comporta os vários; e que os vários é que transformam o Um. O corpo é um, mas as células são várias. A humanidade é uma, mas os homens são vários. A galáxia é uma, mas as estrelas e os planetas são vários.
O paradoxo elementar é a natureza da Criação. Nada que é grande realmente o é. Nada que é pequeno realmente o é. Nada que é quente realmente o é. O finito se encontra no infinito; e o infinito transpassa o finito.
Deste modo, quem busca sua emancipação compreende que o ego é um produto do Eu Profundo, sendo um canal do que transcende através do limitado. Não há então de se negá-lo devido a suas tolices e confusões, todavia viver sob seu poder é diminuir-se.
Aquele que vive pelo ego, não viverá para sempre, não transcenderá a morte, não sublimará a matéria. Far-se-á refém das ilusões de um mundo adoentado.
Quem se engrandece por meio do ego na verdade está se encolhendo rumo ao seu próprio desaparecimento no limitado. O caminho para a liberdade é estar no próprio centro, silencioso, amoroso, desprendido e liberto da necessidade de segurança.
Logo, quem permanece discreto em sua verdade está, de fato, se engrandecendo rumo ao ilimitado. Este sublimará ao infinito, e o egoico se destruirá no finito.
Precisamos nos lembrar do que já foi bom. Senão, nunca saberemos reconhecer o que é bom, nem que esteja na cara.
Em algum dia de setembro as 19h19 numa estação de trem, um homem com 43 anos, cabelos grisalhos, feição calma, sereno, estava sentado, ao seu redor milhares de pessoas cansadas com fones de ouvido e um celular na mão. Aquele homem era diferente. Logo um jovem se aproximou, cabisbaixo, perdido, viu o homem olhar as pessoas e o ambiente e em segundos fez o mesmo, o homem então disse:
- Deliberei sobre o óbvio, concluir que nem tudo é tão óbvio assim...
O jovem virou-se para o homem e não disse nada, apenas continuou dando-lhe atenção, e o homem continuou
- ... quando se é criança se pergunta o óbvio o tempo todo, e isso de fato é bom, mas os adultos sem tempo para “besteiras” lhes dão respostas simplórias que assassinam a curiosidade das crianças.
- Quais respostas senhor? – Indagou o jovem
- Não perca tempo com isso menino, “Sempre foi assim”
Diz o homem com uma voz debochada.
- Tem alguma solução? Mais uma vez indagou o jovem
- Sim, o óbvio tem que ser perguntado, analisado, não que cheguemos há uma conclusão, mas ao fazer isso, podemos transcender o simplório, ultrapassar a barreira imposta por aqueles adultos “sem tempo”, e cultivarmos a criança curiosa que um dia existiu nesse corpo.
- Você acredita que perguntando sobre tudo o tempo todo pode fazer com que alguém ultrapasse alguma barreira? Retrucou o Jovem
- Eu acredito que: Não é necessário saber onde está para ir há algum lugar, mas se você sabe pra onde ir, primeiro tem que se achar.
- Mas isso é óbvio!! – Novamente retrucou o jovem
O homem se levantou e disse:
- Então...
- Sempre podemos encontrar tempo para envelhecer.
- Ser é ser percebido.
- A verdade é o grito de todos, mas o jogo dos poucos.
- Poucos pensam, mas todos julgam.
- Nada é mais óbvio que a existência de Deus.
- A verdade está nos lábios de todos, mas no coração de poucos.
(1685 - 1753)
Me esforço
Refaço a cada instante uma lista
Com motivos que tenho pra me afastar,
Mas você nem lê e me ganha rindo.
É óbvio se eu pudesse escolher quem eu gosto, não seria você.
É mais fácil pular do oitavo andar e cair sorrindo.
Pode até parecer óbvio, mas morar num cemitério me faz pensar na morte. Aqui há uma ordem que não existe na vida real, e acho isso estranhamente reconfortante. Talvez essa seja a beleza da morte. Nada mais é complicado. Tudo é fechado e definitivo.
Quando falo de amor, é você que vem à mente
Com seus olhos brilhantes e sorriso cativante
Quando penso em um beijo bom, é só de você que lembro
Com seus lábios macios e carinho sem igual
Quando cito poesias e versos do grande Fernando Pessoa
Sinto a chama ardente do amor que nos envolve
E imagino nós contracenando as histórias de Shakespeare
Como Romeu e Julieta, em um amor que nunca morre
Você é minha musa, a inspiração do meu poema
A estrela que brilha forte na noite escura
O amor que me completa e me faz sentir inteiro
E quando falo de amor, é de você que eu falo, sempre e sempre.
Palavras nao são suficientes
Se eu tivesse uma óptima voz cantaria
Rimaria tudo oque a minha certeza diz que te encantaria
Não, não tem nada haver com cliché de frases sentimentais
É tão forte o sentimento que acarreto por você
Que ja disse uma vês e só ficou assim
No disse e nao disse
Mas me lembro que deixaste claro que eu iria me machucar se continuar a alimentar isso
E por isso que decidi manter só pra mim
É difícil semear sementes sem ter a certeza que, dara frutos
Eu estou amando voce em silêncio
Querendo você em silêncio
Fingir que não há nada quando te vejo agir na normalidade
Aprendi que nunca é demais arriscar
E eu arrisquei quando disse que queria você, é uma pena que, não seja recíproco
[v] O POETA DO ÓBVIO ROMÂNTICO ANÓNIMO
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