Óbvio
[Lábio a Lábio]
desregrada,
descolada do óbvio,
ecoando berros silenciosos,
neste emputecimento coletivo.
Lá vem Ela,
diluída,
marinada em revolta,
Ela vem (des)gostosa.
espremeu mazelas,
tirou delas o caldo
de tua força motriz,
vistosa.
Gladiadora dos Afagos,
fez geleia do real,
realeza do pântano,
viscosa.
Incrível
a constatação,
o mundo não vale Ela.
quando mergulho de encontro
neste todo desconfigurado,
a conexão desagradável
é precisamente o que nos conecta.
Persisto,
só pra sentir o cheiro dela,
teu odor sério, sincero
severo adocicado,
saborear teu gosto,
lábio a lábio.
é incrível,
como diante de uma paixão,
nosso mundo brilhante, se esmigalha.
Somos fruto do pouco provável,
Nós descendemos do imprevisível,
então, não se comova,
Você está condenada,
a ser irresistível.
Ela vem Lá,
desconstruída,
embebida em revolta,
Lá vem Ela.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Amo a temática, a poesia retratada em pintura onde o óbvio não é objetivo, a metáfora como impressão digital por cerdas distintas, expressivas e profundas, que convidam a comunicação com a alma pelo cristal de nossos olhos
O homem solteiro de valor é pouco óbvio aos olhos do mundo atual, ser solteiro não é estar livre para qualquer uma, mas pronto para uma única mulher.
"Carma é escolha, e cada escolha
traz suas devidas consequências".
(O óbvio também precisa ser dito.)
☆Haredita 14.08.2004
Decifre-me, então…
Mas não com pressa, nem com olhos apressados de quem só deseja o óbvio.
Há em mim caminhos que não se mostram à primeira vista, e talvez seja justamente aí que mora o que te inquieta.
Você me chamou de linda e misteriosa…
mas mistério não se revela a quem apenas observa
se entrega a quem ousa sentir.
Descubra-me nos detalhes que não anuncio.
No silêncio entre uma palavra e outra.
No jeito que recuo… não por falta,
mas por querer ser encontrada com intenção.
Há partes de mim que não se explicam
se percebem.
E outras que só existem quando alguém tem coragem de permanecer.
Se quiser me decifrar, venha sem atalhos.
Sem fórmulas prontas.
Sem medo de se perder um pouco no caminho.
Porque eu não sou um enigma para ser resolvido…
sou uma experiência para ser vivida.
E talvez, no fim,
você descubra que o mistério não está só em mim
mas no que eu desperto em você.
O Apito, a Matemática e o Óbvio
Em Natividade, vive-se um tempo curioso: discute-se muito, posta-se muito, argumenta-se muito — mas o trânsito continua falando a língua bruta da imprudência.
Em tempos de abusos no volante, não é o grito que organiza.
Não é a live que corrige.
Não é o discurso inflamado que reduz colisões.
As armas mais poderosas continuam sendo as mais simples:
o apito e a vigilância institucional.
O apito não é autoritarismo — é sinal.
A vigilância não é perseguição — é presença do Estado.
A matemática é elementar, quase primária:
Ausência de fiscalização + sensação de impunidade = abuso.
Presença constante + regra aplicada = redução do excesso.
Não requer hermenêutica. Não exige tese de doutorado. Não depende de narrativa ideológica.
É conta de soma.
Quando não há quem observe, alguns avançam o sinal.
Quando não há quem registre, alguns estacionam sobre a faixa.
Quando não há consequência, multiplica-se o descuido.
E a cidade paga em risco o preço da omissão.
Enquanto isso, ali perto, em Porciúncula, formam-se agentes, treinam-se procedimentos, aguarda-se homologação. Pode parecer burocrático. Mas é método. E método é a base da ordem.
Em Natividade, o debate muitas vezes se perde entre versões e justificativas. Porém, a rua não entende versões — entende presença. A rua não interpreta intenções — reage a ações.
O apito não é barulho.
É lembrança de limite.
A vigilância institucional não é espetáculo.
É aviso silencioso de que alguém está cuidando.
E quando o poder público hesita em assumir esse papel, a equação se resolve sozinha — e nunca a favor da coletividade.
No fim, a matemática do trânsito é cruelmente simples:
Onde o Estado não ocupa, o abuso ocupa.
Onde a regra não se impõe, o improviso reina.
Não é questão de opinião.
É questão de soma.
"Fotografar é, antes de tudo, saber olhar, saber enxergar e saber clicar! Isso tudo é óbvio, mas tente dizer que não é verdade, tente!"
Frase Minha 0391, Criada no Ano 2009
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Muitos só dão valor ao que têm (ou tinham) quando ficam sem. Tão obvio quanto verdadeiro e atinge todos!"
Frase Minha 0508, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Mas é óbvio que eu acredito em sorte. Em azar, também! Ambos têm ocorrido desde o surgimento do Planeta!"
Frase Minha 0611, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
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"Estou na Internet para me mostrar, mas é óbvio e admito publicamente. Muitos disfarçam ou negam categoricamente, mas não enganam ninguém!"
0838 | Criado por Mim | Em 2015
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
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"Quando eu digo 'alguns' não estou me referindo a 'todos'. Sim, isso é óbvio, mas nunca parece óbvio para 'alguns'!"
Texto Meu 1105
🪶
1610
"O Fanatismo de Fé de Alguns é tão obvio e tão notorio mas, mesmo assim tentam negar o inegável. Se assumirem, tudo fica esclarecido e facilitado, Uai!"
0038 " 'Com um limão' há quem diga 'que faz uma limonada', o que é óbvio. Mas, se o interese é por uma laranjada, só mesmo 'milagre' ou alguém sem conversa fiada!"
0324 "Tão obvio e eu sempre repito, mas alguns ainda não seguem: Telefone celular tem que ser igual calcinha e cueca (em uso). Tem que estar no corpo, nunca largado por aí!"
0558 "Machado, em algum momento em vida (é óbvio), teria dito: 'Lágrimas não são desculpa!'. Então, digo Eu: Gritos não são solução... Portanto, vá gritar pra lá, bem pra lá!"
O que é circunstancial vale no momento eterno. O que é óbvio depende do momento em que se apresenta. É preciso atenção para os limites: o momento em que os movimentos se entrecruzam.
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