Óbvio
não existe palavras para poder dizer o óbvio e o que lutamos pela vida a fora, o acaso existe para isso, quando as palavras não se expressam, naturalmente as pessoas envergam umas nas outras, se beijam, se agarram, fazem tudo aquilo sem solidão e sem medo do horror, é o que chamam de paixão ou enfeitam chamando de amor...
MANTENHA-SE FIRME
Mantenha-se firme e busque enxergar além do óbvio, porque nada acontece por acaso.
E talvez seja esse o segredo: não conquistar a complexidade, mas reaprender a escutar o óbvio, a habitar o claro, a deixar-se tocar pelo simples. Pois é aí, no chão limpo da simplicidade, que repousa a grandeza que tanto buscamos.
"Na sociedade de hoje, somos aplaudidos no palco por dizer o óbvio; e embora o óbvio precise ser dito, é triste que ainda precise. Se o simples precisa ser lembrado, somos realmente livres?"
Gente burra existe. E isso é óbvio!
A verdade não precisa de aplausos nem de multidões para existir; ela só precisa resistir à prova da razão. E é justamente isso que diferencia o crente do pensador: um busca consolo em sua necessidade de pertencimento ignorando evid cias e os fatos, o outro busca a coerência baseando-se nos fatos e nas evidências.
Sou um observador, e é óbvio que percebo as pessoas que vivem de aparências.
Procuro compreender o motivo pelo qual alguém cria uma realidade irreal — algo que chamo de pleonasmopsicótico (adjetivo criado por mim) —, pois o indivíduo passa a viver na ilusão de que seu modo de ser ou de viver trará benefícios reais para si.
E, nesse engano, acredita que todos ao redor são incapazes de perceber que aquela performance é falsa — uma simples ilusão que sustenta o próprio vazio.
Quando abrimos os olhos além do óbvio, percebemos que a vida sussurra milagres em cada detalhe.
A forma como escolhemos enxergar o mundo determina o brilho dos nossos dias.
Podemos viver na escassez do ceticismo ou na abundância do encantamento.
E, quando escolhemos o encantamento, tudo ao redor passa a ter um propósito mais profundo.
Onde o Óbvio Não Mora
Entre o que faço
e o que calo,
há sempre uma pergunta
que ninguém ousa fazer.
Desconfio do óbvio,
prefiro o intervalo,
o silêncio que antecede o toque,
a conversa que não pede pressa.
Coleciono instantes
em versos, em imagens,
na pele da estrada
e no vinho que demora na boca.
Se vier, venha curioso.
Algumas respostas
só se revelam
à beira do mar
ou no sussurro certo
em outra língua.
Silenciar, nem sempre é concordar. As vezes, é apenas uma maneira de evitar confrontar, quem o obvio não quer enxergar.
O homem solteiro de valor é pouco óbvio aos olhos do mundo atual, ser solteiro não é estar livre para qualquer uma, mas pronto para uma única mulher.
- Relacionados
- Ofender
- Olhar Além do Óbvio
