Obscuro
Cada ano que passa o mundo se torna mais sombrio e obscuro, então torne-se a luz que ilumina a escuridão, e transformará o inferno em paraíso.
sentir pulsar
entre o claro e o escuro,
é claro que o ritmo permanece:
descompassado, obscuro
(à espera de cura)
Saudade nuvens, desanimo, obscuro, cara fechada, coração apertado, olhos carregados para chover lágrimas e resistindo até o relâmpago de um olhar de saudade faz chorar.
Saudade perfume, o seu perfume divino ao ser lembrado em qualquer momento se torna saudade e dor.
Saudade estrada, a cada caminhada dada pelos caminhos que lembram você se tornaram saudade.ALI.H.H
(Chiaroscuro)
"Qualquer coisa de obscuro permanece"
Na poesia torpe que escreve a tristura
Na sombra de uma lágrima rude e dura
No opaco que uma desventura refece
“Aranha absurda que uma teia tece”
Que fia a desilusão de uma amargura
Em uma trama duma ressentida figura
Com a sensação em sua amorfa messe
"Mas, vinda dos vestígios da distância"
Essa saudade que o peito muito sente
Suspira forte, vestígios de importância
"Remiu-se o pecador impenitente"
Dessa dor que na alma é constância
Indigente, “chiaroscuro”, persistente...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
09 outubro, 2022, 15’11” – Araguari, MG
parceria com Fernando Pessoa
Ausência de Luz -
Caroço d'Alma,
duro, rijo, obscuro ...
O que dentro é Centro,
veneno, puro ...
Inconsciente em permanência,
incapaz de ser doado,
sem Vida nem ardência,
num corpo, fechado ...
Coração parado, louco de dor,
sem forma, banal,
intenso, breve, incolor,
preso, ao leito, afinal ...
Um peso, imenso, aninhado,
ao peito - sem jeito - sem jeito!
E a noite vem!
Lua pura, densa, escura,
luar d'Agosto, lâmina quente
em fogo posto!
E quem ousou este destino?!
Quem o fez, tão triste,
tão sensível?! ...
Sonhos presos, pousados,
na teia dos sentidos.
Só não entendo o que há em mim
de tão achado, tão perdido
e impossível ...
Escolher a autoaceitação não é tarefa fácil, pois não fomos educadas/os para lidar com o obscuro que habita em nós...
No obscuro emaranhado da minha mente, vejo portas que deveria estar abertas e se encontram fechadas, vejo magoas ressentidas e não superadas, pessoas tristes por muito e as vezes por nada, como uma luz que poderia estar acessa mais hoje se encontra apagada.
Por que em um dia somos pessoas que conhecemos até o obscuro de nossas almas, e no outro temos que fingir que nem nos conhecemos?
Amor Obscuro
Somos osso e carne,
Espinha e cartilagem,
Cobertos por desespero
Somos eu e você
Contra o mundo inteiro!
Fomos feito sem motivo próprio,
E separados por um imenso céu azul;
Eu fiz de tudo pra vencer a morte
Para está ao seu lado,
Até o fim de tudo.
Vinhemos do Sul, mas também do Norte,
Pertencemos as trevas, mas também a luz,
Somos anjos caídos sem muita sorte,
Vagando por essa terrível humanidade
Que nosso amor nos conduz!!
O lado obscuro da loucura é um labirinto sem saída, onde os pensamentos se tornam monstros vorazes que devoram a sanidade.
No labirinto de Dédalo, obscuro e vasto,
Onde sombras dançam, um destino gasto,
Um intricado enigma, um desafio aterrador,
Nenhum ousaria entrar, seja herói ou explorador.
Suas paredes sinuosas, como serpentes entrelaçadas,
Um labirinto infindável, cercado de ossadas,
Emaranhado de caminhos, onde todos se oponham,
Onde os passos ecoam, e as almas se acanham.
O engenho de Dédalo, um feito sem igual,
Criado para aprisionar o Minotauro bestial,
Mas também uma provação para Teseu, o corajoso,
Em sua busca por triunfar sobre o monstro impetuoso.
Oh, labirinto de Dédalo, mistério e maravilha,
Nas profundezas escuras, o herói enfrenta a trilha,
Onde cada esquina guarda um segredo solitário,
Em busca de um rumo, como uma carta sem destinatário.
Mas, finalmente, a astúcia e a coragem prevalecem,
E o labirinto é desvendado, os caminhos agora conhecem,
Dédalo e Ícaro, em suas formas aladas, saem pela entrada,
Deixando para trás a história do labirinto, eternamente lembrada.
Fundo tão escuro
Obscuro está essa noite
Tão obvio e reluzente
O brilho que escondes
O olhar das estrelas contentes
Um futuro baseado em imaginações
Que em seus ouvidos ecoam as belas canções
Um abismo que lhe foi concedido
Por um ser que não sabia seu destino
Na escuridão davasta existência
Encontrada seras a luz do luar
Um dia que querias saber de amar
Saberás o fardo que terás que carregar
E um amor que te deixara sua primeira dor
Em uma terra que habita flor
Habitarás seu grande amor
Uma terra florescida
Com uma nova semente renascida
Flores bem vividas
Lindas e reluzentes
Farão sentido a sua vida
Tempo no tempo fará sentido com o tempo a aprendizagem que se aprende com o tempo se dá valor ao tempo da paz que o tempo lhe oferece e o conhecimento que o tempo tem pra ter tempo de seu próprio tempo.
Nosso arroubo obscuro age de maneira sutil, nos controlando e levando a desejos torpes e fúteis. Este é o retrato numa sociedade adoecida pelo desamparo Indubitavelmente encarceramento da psique.
em um trago pra morte vejo no espelho um sorriso obscuro.
Com lagrimas nos olhos, pensando nos segundos
segundos para finalmente dormir, não quero morrer...
apenas dormir. Fechar os olhos e ter a falsa sensação de sorrir em um sonho completamente fictício.
PERDIDA
Ednaide Gomes e Ricardo Pinheiro
Num caminho obscuro,
Confundi o mundo,
Embora o meu eu,
Clama pelo seu,
Se entregar seria justo,
Abandonar é ser fatal,
Por que afinal?
Padrão vira razão,
Onde há maioria?
A verdade grita,
Mas que verdade?
A que eu defendo?
Ou a que ofende?
Meu coração senti,
Solidão pavor...
Diga-me incerteza,
De-me a certeza,
Do que é certo,
Do que é errado.
Por onde começar?
Como me encontrar?
Caminhos vazios,
Ruas desertas,
Triste detalhes,
De um sim de um não,
Escuridão.
Tento fugir,
Não consigo... Medo,
De enfrentar o que almejo,
Desejo de um beijo...
Caminhos incertos,
Sem inicio sem fim,
Quero me entregar,
Te buscar, me achar,
Parar de chorar.
Um sorriso a brotar,
Desejos e amor,
Torna-se confuso,
O meu temor...
Do meu interior,
Quem eu sou?
Enquanto você sorria por aí, eu apenas fiquei aqui sentado esperando o lado obscuro que existe dentro de mim vir me fazer companhia como de costume.
