Obrigada pela noite
Tem mais valor o pensar uma noite inteira para dar uma palavra no alvorecer do que dormir, e acordar sem meditar. Em algumas situações o peso de uma palavra é tão grande que pode significar o início ou o fim de uma vida.
Ainda que a noite seja escura e não tenha o brilho do luar
Lembre-se que;
Mesmo no escuro se levantar a cabeça e olhar
Poderás ver, ao longe,
O brilho das estrelas dizendo que mesmo em meio a escuridão
Uma pequena luz pode brilhar.
Para o homem bom, a noite é o seu momento de descanso, mas para o mau é o seu instrumento de destruição.
-Engraçado eu cheguei em casa à noite planejando fazer o de sempre.Escrever no meu diário,mas percebi que escreveria coisas que eu provavelmente deveria está contando a você...
- O que escreveria ?
-Eu escreveria...Querido diário,hoje, percebi que posso desistir.Não se arrisque.Fique no status,sem drama,agora não é a hora,mesmo que minhas razões não sejam razões e sim desculpas.Eu só me escondo da verdade.E a verdade é...Estou com medo Stefan,tenho medo que se me permitir ser feliz por um momento o mundo vai desabar e não sei se vou sobreviver.
-Quer saber do que me arrependo ?
Eu conheci uma garota,nós conversamos,foi épico,então o sol saiu e a realidade disse que tudo isso é realidade.Bem aqui.
Eu estava deitada olhando para o céu,
na noite iluminada pelas estrelas.
Tentando alcançá-las,
minha mão encheu-se de pontinhos brilhantes
e quando eles escapuliram da minha mão,
uma imensidão de brilhos caiu sobre os meus olhos...
e então eu percebi que o amor existe.
Um presente do céu
Já era noite quando Filipa resolveu sair para caminhar, perto do rio. Mas ainda era cedo; eram seis horas. Ou dezoito, se você ligar para isso. Ela ouvia as músicas que tocavam dentro de sua cabeça, quando começou a chover.
Chovia forte, e as pessoas corriam para chegar em casa a tempo de não se encharcar. Filipa não conseguia nem ao menos imaginar o porquê disso, já que ela mesma não gostava de perder uma boa chuva.
Ela achava que a chuva lavava sua alma, e que levava embora o que ela já não quisesse mais. Toda vez que a chuva vinha, a menina lhe pedia que levasse embora todas as suas dores, mas que deixasse as suas lembranças. E a chuva atendia o pedido. Ao menos, na maioria das vezes.
Nesse dia, Filipa pediu e implorou - em vão - que a chuva lhe lavasse a alma mais uma vez. Mas a lavadora de almas não lhe concedeu o pedido. A sensação dessa vez foi diferente.
Antes, ela se sentia limpa. E leve.
Agora, antes de qualquer coisa, ela estava bem. A chuva não a limpou, mas trouxe para ela borboletas. Borboletas que voavam de um lado a outro no seu estômago, e que a deixava com vontade de gritar. De gritar as músicas que escutava, de gritar o que sentia,de gritar qualquer coisa, de gritar palavras que fizessem - ou não - sentido. E ao invés de fazer isso, Filipa correu. Correu mais do que podia. Correu até não aguentar mais. E quando parou, era como se ela tivesse gritado tudo aquilo que não gritou. Era como se ela tivesse colocado para fora tudo o que sempre quis, e não colocou antes.
Foi esse o presente da chuva. Fazer Filipa perceber que podia se sentir limpa sem a ajuda de ninguém, ou de alguma coisa. Ela realmente podia fazer isso sozinha.
E então, Filipa se sentou na beira do rio.
E riu. Sozinha. Riu até a barriga doer.
E agradeceu com as mais bonitas palavras o presente que tinha recebido.
E em resposta, enfim, a chuva cessou.
Amarelo no céu
Chegou-se a noite. Mas não era uma noite como todas as outras – escura e iluminada pelos apartamentos de luzes ligadas. Era uma noite diferente. Filipa tinha colocado os pés em casa, e acabado de chegar de mais um dia normal. Resolveu ir até a sua janela preferida, e sentou-se por lá, para observar o céu.
Ela nem sequer precisou olhar muito. O motivo daquela noite estar tão diferente – e linda -, foi o primeiro brilho amarelo que bateu nos seus olhos. Esse brilho iluminou o rosto de Filipa como um sorriso, daqueles que aquecem. Tentou adivinhar o que seria aquele pedaço tão lindo de céu.
Ela simplesmente não conseguia pensar. Estava encantada com tanto brilho de uma só vez; ainda mais um brilho daqueles, que mais parecia pular, de tanta luz que irradiava.
Olhou, olhou, olhou. Filipa passou quase que uma noite inteira só observando aquele feixe de luz. O que de tão especial havia nele, afinal? Nem ela sabia. A única coisa que sabia era que, fosse o que fosse, aquela luz amarela era completamente diferente. Ao menos, diferente das outras que estavam espalhadas pelo pano preto do céu. Essa era maior.
E olhando, lembrou-se da vida. Das pessoas. Das risadas. Dos olhares. Das palavras. Das conversas. Dos sorrisos. Principalmente, dos sorrisos.
Sorriu. E a luz a iluminou mais uma vez – e mais forte. Parecia um sol, de tanto calor que trazia às bochechas, já rosadas, de Filipa. Resolveu então, não pensar em mais nada. Só no amarelo que via no céu.
E só depois de mais um tempo olhando - e com um espaço vazio na mente –, Filipa descobriu do que se tratava aquele feixe amarelo. Era uma lua. E que lua.
Amarela e enorme; era rodeada por pequenas brechas, também amarelas. Essas do lado, eram as estrelas. E brilhavam tanto como a velha lua.
Filipa então resolveu que a lua daquele dia guardaria todas as suas palavras – ditas e não ditas - e principalmente, suas lembranças. E decidiu que cada raio de lua e luz de estrela, seria para lembrá-la daquela noite especial. E que assim, ela também lembraria de cada lembrança guardada.
E deu um nome para a lua, que junto, carregava as estrelas, como se tudo fosse uma coisa só. Filipa chamou aquilo tudo de “amarelo no céu”, para se lembrar da luz amarela que só viu uma vez na noite, e que mesmo na noite, mais parecia um sol.
Pela manhã, me vês caminhar pelas ruas, alegre e desajeitado. Pela noite, não me encontras, pois estou escondido dos olhares que me buscam.
Depois de alguns meses encontrei meu casaco, que você usou naquela noite, e foi impressionante a velocidade que fui transportado para junto de ti no momento em que senti seu perfume.
Que o céu azul divinal
Resplandeça sobre a noite fria e injusta,
Que tem assolado meu sono
Que tem me tirado a paz...
A paz que tenho gritado com voz firme em terra morta.
Que os lençóis brancos e voadores dos meus sonhos,
Não fiquem encardidos com a poeira.
A poeira do esquecimento, da solidão
Que tenta a todo instante
Mofar minhas certezas e me tirar a direção.
Que o fundo musical dos meus sentidos
Não fique em silêncio...
Que os desígnios do meu coração
Não sejam só emoção,
Mas temperados com pitadas de razão.
Quando meus olhos chorarem
Escorrendo pelos caminhos da minha vida...
E desaguando no mar da minha boca...
O paladar seja sal, visceral
Não quero inferno astral, nem inglória.
Quero vendaval...
Vendaval de amor, mas com pitadas de força.
Para enfrentar a vida e suas feridas.
Pois quero ainda que sofrida...
Flores em todas as estações.
E que os meus ouvidos não desanimem e atentos fiquem...
Para ouvir ao longe a musica tocada por sião,
Que me sustenta a alma...
Que me trás calma,
Me encanta...
E põe freios na agitação do meu coração.
“O dia passo á lembrar o teu beijo,
À noite a lembrar do teu cheiro,
E cada instante que fecho os olhos em todos eles te vejo!”
" Por mais que você se esqueça que eu existo (..)
Por mais que a noite, você me deixa sentada no chão do quarto esperando por uma chamada sua (..)
Por mais que você se esqueça que existe uma pessoa que te ama tanto ao ponto de perdoar todos os seus 'Por Mais'
eu vou continuar dizendo sempre, enquanto o sentimento existir dentro de mim, que EU AMO VOCÊ "
