Obrigada pela noite

Cerca de 25056 frases e pensamentos: Obrigada pela noite

⁠Um dia que sai outro que entra, a noite chega, algumas madrugadas, do verão à primavera com sol, chuva e vento, não esqueço de você!!!

Inserida por giuliocesare

⁠Olhando para o firmamento à noite, muitos procuram identificar e eleger uma estrelinha como morada de um ente amado que partiu. Assim, estrelinhas passam a sorrir, algumas latem e outras miam. Sim, se existiu amor, os pets estão por lá.

Inserida por giuliocesare

⁠De repente, as flores floresceram no outono, a noite passa a ter Sol, a vida volta a sorrir e seus sonhos, entram em cena na Broadway.

Inserida por giuliocesare

⁠Toda noite significa um recomeço. Todo despertar é uma nova oportunidade. Viva o hoje.

Inserida por Pensamentosempre

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Um copo de gim.
Noite fria; solidão;
um corpo vazio.

Inserida por demetriosena

VÍCIO DE CRUZ

Demétrio Sena, Magé - RJ.

É preciso que os dias venham novos,
cada noite nos guarde pra manhã,
que o afã não desgaste a nossa fé
no futuro, no sonho e nas pessoas...
Precisamos nascer da morte lenta
sempre atenta pro tempo que nos resta,
pra que a vida não perca o seu sentido
nem a fresta que filtra sua luz...
Tudo é velho pros olhos que têm sépia;
temos vício de cruz e o mundo pesa
sobre os ombros de quem brinca de Cristo...
Só se pode viver eternamente
quando a nossa coragem eterniza
um olhar, uma brisa, um bom momento...

Inserida por demetriosena

BEIJO

Pra pedir um simples beijo,
noite afora sem dormir,
caminhei de bar em bar...
Satisfaça o meu desejo.
Você sabe que pedir
é melhor do que roubar.

Inserida por demetriosena

TEMPESTADE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Gráficos luzentes.
Radiografia do céu
em noite alagada.

Inserida por demetriosena

A LIÇÃO DA NOITE

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Só se culpe do mal que vier a fazer;
pelas perdas e os danos que fujam do acaso;
não por dar ao desejo esse leve prazer
feito flor que respeita os limites do vaso...

Um amor proibido mede alcance, prazo,
onde quem o cultiva tem pleno poder;
sabe quando é manhã ou já se fez ocaso;
seu efeito está pronto a pôr tudo a perder...

Não se culpe de amar a quem não deveria;
sentimento e sentidos terão harmonia
se você platoniza e tão só insinua...

É preciso aprender a lição de rotina,
quando a noite se forma e borda na cortina
o romance platônico entre sol e lua...

Inserida por demetriosena

⁠MADRIGAL DE CANSAÇO

Demétrio Sena - Magé

Quero em cada noite nua,
pôr meus versos num alforje
que minh'alma leva em mim...
Fugir pro Mundo da Rua,
depois pra Lua São Jorge
Quadra Neutra, Lote Fim...
... ... ...
Respeite autorias. Isso é lei

Inserida por demetriosena

⁠NOITE FOGOSA

Demétrio Sena - Magé

Numa noite fogosa, de sons indecentes,
os meus eixos e sulcos numa contorção,
minha pele sentia o roçar de seus dentes
e mostrava mais pontos pra sua incursão...
Foi um sonho banhado pela sua língua
passeando em meu corpo inquieto e fremente;
provocando a carência de quem morre à míngua,
com saliva melosa e seu hálito quente...
Nossas carnes expostas ao denso braseiro;
nossos corpos grelhados, também de fumeiro
se comeram com fome de bando feroz...
Sua flor lambuzada pela seiva densa
finalmente se abriu e minha recompensa
escorreu como rio; jorrou feito foz...
... ... ...
#respeiteautorias Isso é lei

Inserida por demetriosena

⁠NOITE ADENTRO

Demétrio Sena - Magé

Só queria dormir irreversivelmente;
mergulhar em um sonho do qual nunca volte;
minha mente romper a imensidão do breu
e deixar as verdades perdidas aqui...
Outro plano me chama desde não sei quando,
quero ir noite adentro, seja noite ou dia,
pra romper o silêncio que revolve a vida;
estender a poesia pelo chão do vento...
Eu desejo voar indefinidamente,
minhas asas abertas me deixarem ir,
finalmente sorrir sem as cáries da mágoa...
Novos rumos acenam para meu cansaço,
meus remorsos e minhas desidratações;
pras versões do Saara que se alastra em mim...

Inserida por demetriosena

A graça e a desgraça de estar vivo e poder celebrar ou não, são exatamente as mesmas. Na noite, algumas pessoas olham para o céu e veem a escuridão, outros veem estrelas.

Inserida por flaviolopev

Capítulo XVII — Dá-me uma única lágrima, Camille.
Do Livro: Lírios Do Abismo De Monfort.

A noite parecia suspensa entre dois silêncios. Nenhum vento movia as cortinas, e ainda assim, o ar tremia. Camille estava ali — imóvel, quase transparente — como se sua presença fosse apenas a lembrança de uma presença. A chama da lamparina vacilava, e por um instante, pareceu reconhecer nela o contorno de uma alma que não pertencia mais ao tempo.

Ele, sentado diante do piano, não ousava tocar. As teclas, brancas como neve antiga, guardavam o eco de músicas que só o coração poderia ouvir.
— Dá-me uma única lágrima, Camille… murmurou ele, num tom que não era pedido, mas prece.

Camille ergueu o olhar.
Nos olhos dela havia o oceano e o abismo, a ternura e a dor do mundo.
Uma única lágrima formou-se, hesitante, e deslizou por sua face como se o próprio destino a tivesse esculpido.

Ao cair, não se ouviu som. Apenas um perfume leve se espalhou pelo ar — o perfume da saudade que cura. E, no instante em que a gota tocou o solo, uma brisa varreu o quarto, soprando pelas janelas abertas.

Tudo o que era sombra pareceu recolher-se.
E ele, que antes chorava em silêncio, sentiu a dor dissolver-se em luz.

Camille aproximou-se. Sua voz era quase um sussurro que o coração entendia antes do ouvido:
— As lágrimas, meu amado, são sementes de eternidade. Elas não caem: renascem. Cada dor que se oferece em amor torna-se bálsamo para o mundo.

Então, desapareceu lentamente, como se se recolhesse ao próprio firmamento.
Mas o perfume ficou.
E, sobre o piano, onde antes havia apenas o vazio, repousava agora uma única gota cristalina, cintilando à luz da madrugada a lágrima de Camille guardando em si o mistério de quem chorou pelo amor e curou pela alma.

“Há dores que não se apagam; transmutam-se em luz, e nessa claridade silenciosa, os espíritos se reconhecem.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

“Se a tua última vela arder apenas por um fio de paz e fé, ainda assim, nenhuma noite será capaz de sufocar-lhe o brilho; pois mesmo a menor centelha, quando nasce da alma, desafia o escuro do mundo.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

A Lótus que Veio da Noite de Paris.

O século XIV envolvia Paris em névoas frias e sinos distantes. Naquele cenário de becos estreitos, enfermidades que ceifavam esperanças e uma cidade dividida por crenças e paixões, dois jovens encontraram um ao outro como quem encontra uma estrela caída em plena terra. Éloise, com olhos de alvorada cansada, e Mathieu, aprendiz de iluminador de manuscritos, descobriram-se destinados desde o primeiro toque das mãos.

Amavam-se com o ardor silencioso dos que sabem que cada instante é ouro. Lutaram contra a miséria, contra as dores físicas que o tempo lhes impunha, contra a indiferença dos que zombavam de sonhos simples: casar-se, formar uma família, colher o pão que o próprio trabalho oferecesse. Foram ternos um com o outro até nas febres, na fome, nos invernos impiedosos da alma.

Quando a Noite de São Bartolomeu cobriu Paris com o sangue dos inocentes, eles fugiram por ruelas que pareciam gritar, protegendo um ao outro como se fossem muralhas vivas. Mas o destino, numa dessas esquinas onde a história decide seu rumo, tomou-lhes a carne. Caíram abraçados, misturando as últimas palavras numa promessa: “Se eu partir, te buscarei. Se te perder, te encontrarei.”

No mundo das almas, despertaram separados pela espessa névoa que antecede o esquecimento. Procuraram-se, chamaram-se, vagaram por décadas que pareciam séculos. Enfrentaram regiões sombrias onde o eco da dor faz tremer até os espíritos valentes. Passaram pelos domínios de Hades, atravessaram o torpor quase fatal do Lete, onde memórias se desmancham como tinta na água. Viram, com os próprios olhos do espírito, os abismos semelhantes aos descritos por Dante Alighieri, onde almas perdidas repetem dores que não compreendem.

Eloise e Mathieu resistiram.

Chamaram um ao outro com a força de um amor que se lembrava mesmo quando a memória tentava se desfazer. Desafiaram os ventos que queriam dispersá-los. Até que, numa região de luz tênue, avistaram-se. Não correram: flutuaram um para o outro, como se a eternidade inteira os puxasse para o reencontro. Tocaram-se e o toque incendiou universos.

Naquele instante, compreenderam que jamais suportariam outra separação. O amor que possuíam não desejava apenas viver; desejava ser.

Decidiram, então, um gesto extremo e sublime: renascer não como dois, mas como um só ser, impossível de ser fragmentado pelas sombras, pelos séculos, pelos mundos.

E reencarnaram.

Transformaram-se numa única flor de lótus de luz, pulsante e pura, flutuando eternamente nas mãos seguras de Buda, como símbolo do amor que atravessou mundos, mortes, infernos e esquecimentos e venceu.

Ficaram assim, unidos para sempre, não como corpos, mas como essência; não como promessa, mas como eternidade. Porque um amor que desafia tantos véus não precisa mais temer o tempo, a morte ou o destino.

O amor de Éloise e Mathieu não apenas sobreviveu ao aço e ao fogo das mortes da Noite de São Bartolomeu; elevou-se acima de todas as geografias da dor e se tornou luz permanente. No gesto de reencarnar como uma única flor, compreenderam que a verdadeira vitória sobre o sofrimento é transformar-se no que nenhuma força pode destruir. Tornaram-se imortais não por fugirem da morte, mas por transmutarem o próprio sentido de existir.

E hoje, na lótus de luz que repousa nas mãos de Buda, vivem o triunfo silencioso que só o amor absoluto conhece.
Marcelo Caetano Monteiro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Livro:
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo X
RÉQUIEM AO SOL, PROMESSA À NOITE.

Vultos dançam nas bordas das sombras, evocando os espectros de reminiscências sepultadas sob o lodo da ausência.
São murmúrios de passos nunca dados —
rastros de uma presença que, mesmo morta, ainda transborda ruína no porão da consciência.

Eis que o sol, alquebrado em seu estertor, entoa um réquiem à lua —
Não com voz, mas com luz exangue,
como se os próprios astros sepultassem o dia em silêncio.
Talvez seja nos delírios oníricos que a existência se insinua,
ou, quem sabe, nos pesadelos que anunciam dilúvios e ruínas.

O vazio que habita estas paredes não é silêncio,
é gestação de mundos que jamais nascerão.
E mesmo assim, o oco permanece grávido.
As sementes são escassas,
mas algumas ainda dormitam sob o limo do esquecimento.

Foi então que a aparição retornou —
Camille Monfort.

Não atravessou o espaço como os vivos o fazem.
Não caminhava.
Movia-se com a gravidade de uma lembrança que nunca soube morrer.
Deslizava como as brumas que sangram das frestas de um túmulo mal selado.
A atmosfera, diante dela, contraía-se em silêncio espectral.
Era presença e lamento.
Era epitáfio em forma de mulher.

Ela se postou diante do espelho esquecido — aquele onde os reflexos recusam habitar.
Ali, não havia imagem, apenas a insinuação de uma ausência.
O espelho a temia.
E a noite, também.

— Chamaste-me do subterrâneo da memória?
A interrogação ecoou como um sussurro no interior de uma cripta.
Não foi voz — foi sintoma.

Tentou-se responder, mas as palavras, apodrecidas no palato, desmancharam-se antes de nascer.
Falar diante dela era transgredir o sagrado do silêncio.

Camille aproximou-se da madeira corrompida que geme sob os pés dos esquecidos.

— O receio ainda te habita?, murmurou ela,
como quem não pergunta, mas sentencia.

Negar foi instintivo.
Mas naquele instante, não se sabia o que era instinto ou delírio.

— Talvez a noite seja apenas o útero de realidades não encarnadas, continuou.
— E o pranto, uma liturgia mal compreendida pelos vivos.
Mas há aqueles que compreendem… os que redigem livros com a pena embebida em saudade e treva.

Ela então se inclinou sobre a alma que não ousava respirar e, com voz de sopro ancestral, murmurou:

"Os vivos sonham. Mas as sombras se lembram."

Um toque — e a razão sucumbiu.

Desconhece-se o que sucedeu.
Se foi sono ou êxtase.
Morte breve ou vida suspensa.
Apenas silêncio… e a certeza de que algo se foi,
ou veio para ficar.

Sobre o assoalho enegrecido, repousava uma rosa — não vermelha, não branca — mas negra como a ausência de retorno.
Ao lado, uma página molhada pela umidade de um mundo interior que nunca secou.

Em tinta densa, o nome que jamais deveria ser esquecido:

Camille Monfort.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Quadrilha a noite inteira
Barracas no salão
A Fogueira já tá acesa
É o junho de São João

É na sola da bota
É no som do baião
Os pares dançando
Quero ver tremer o chão

Vestidos de chita
Chapéu de palha na mão
Os casais arretados
Formaram um quadrilhão

Moça bonita
Do laço de fita
Cabelo trançado
Alma de caipira

Humilde rapaz
Do bigode riscado
Estampa xadrez
É bom de bailado

Pamonha, canjica e quentão
Bate forte o tambor
Nessa festa, a alegria é o refrão
No arraiá, celebra-se o amor

A dança que meu boi balança
O reisado não pode faltar
A peneira peneirando
O chapadão já vai entrar

Pipoca amanteigada
O milho já tá cozido
O mingau quentinho
Uma tapioca no capricho

Forró assobiado
Luar do Sertão
No jeito nordestino
Por aqui é só diversão

Inserida por lirioreluzente

“Quando o Mármore Respira”
- Camille Marie Monfort.
A noite se desdobrou sobre o cemitério como um véu de penumbra.
As árvores — velhas sentinelas balançavam suas copas como se quisessem abençoar ou advertir o homem que caminhava sem rumo.
Joseph trazia nas mãos um círio aceso. A chama, tímida, tremia — como se reconhecesse o frio que saía das tumbas.
Parou diante da lápide de Camille.
O nome dela — Camille Marie Monfort parecia gravado não em pedra, mas em sua própria consciência.
Sentou-se. O vento lhe tocou o rosto como um hálito que vem de dentro da terra.
— Camille… — murmurou — se foste tu quem morreu, por que sou eu quem não vive?
O círio oscilou.
Um perfume leve, impossível de identificar, espalhou-se no ar.
Não era de flor era de lembrança.
Então ele ouviu ou julgou ouvir uma voz.
Suave, distante, atravessando o tempo:
“Joseph… tu não me mataste. Apenas esqueceste que o amor, quando não cabe na terra, precisa aprender a ser silêncio.”
Joseph estremeceu. As lágrimas, frias, desciam como se fossem do túmulo para os seus olhos.
A voz continuou, agora mais perto:
“Foste tu quem me libertou do peso do corpo, mas foste também quem me prendeu ao eco do teu arrependimento. Não chores por mim — chora por ti, que ainda não sabes morrer o suficiente para me encontrar.”
Ele caiu de joelhos, com o círio apagando-se entre os dedos.
O vento cessou.
Por um instante, o cemitério inteiro pareceu respirar.

Camille estava ali não como lembrança, mas como presença.
O ar se tornou denso, quase luminoso.
E Joseph, tomado de uma febre serena, sentiu que a fronteira entre o delírio e o mediúnico se desfazia.
— Camille… és tu?
— Sou o que resta de ti, Joseph.
O homem sorriu, num gesto de quem reconhece a própria condenação.
E o silêncio os envolveu não como fim, mas como pacto.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Sonhei contigo esta noite
E desta vez tu estavas nu
Usavas calça e camiseta
Mas aos meus olhos
Estavas despido
Mesmo no escuro
Pude ver tua alma.

Inserida por Ladyadyforever