O Valor do ser Humano Rubem Alves
Existem pessoas que me amam, como talvez pessoas que me odeiam. Mas o que realmente importa, é que tanto com o amor de algumas ou quem sabe o ódio de outras, ambas me proporcionam crescimento como ser humano. Há pessoas que querem ser bonitas para chamar atenção, outras desejam a inteligência para serem admiradas. Mas há algumas que procuram conhecer, entender, cultivar a alma e os sentimentos bons. Essas vão longe, porque além de belas e inteligentes, realmente se tornam seres humanos. Tem muito ser humano que não sabe ser humano. Afinal, a felicidade real é uma casa que se constrói por dentro, na própria alma.
A vida segue, lenta e breve. O amor, inconstante, mantém-se inerte à dor. Perceba: És humano! Suporta a saudade em tua alma. Cala-te em tua profunda solidão. Se contradizes, é porque vives".
É viável compreender que toda ação e/ou decisão humana tem uma forte influência social, quer seja para mostrar o certo e aceitável ou para torna-se um rebelde que se vira contra o sistema. Somos seres sociais, cujo a esfera transcende a biológica, contudo, não a supera.
As vezes fico vendo tanta estupides
tanta ignoracia violencia
Falta de amor ao proximo
Ai fico a me perguntar
se realmente o ser humano
Tem a voz de deus"
Soneto da Vida
Os dias passam, as noites vão
A vida apenas segue seu curso,
Enquanto fazemos nada senão
Conservar nosso velho discurso
De que tem mais valor o papel
Que as pessoas nossas irmãs,
Que mais vale poluir o céu
E espalhar nossas filosofias vãs
E na solidão deste mundo comunicativo
Morremos passando a vida na internet;
A vida vive nas notícias da manchete
E quando me perguntarem do que vivo,
Poderei dizer que reparei nas cores,
Que vivi, que um dia cheirei as flores
Sentimento Bruto
Foi me arrancado sem opção de escolha os sentimentos.
Foi embora a alegria, a satisfação, o amor incondicional, o prazer e no lugar foram plantados a tristeza, a indignação, melancolia, esquecimento... Eis que agora me sinto a flutuar inerte, vagando neste universo consciente e letárgico.
Onde estou? Já não cabe a mim essa resposta; vivo ou morto?
Talvez eu seja ,mais um "insignificante" número, um mecanismo sem nome em meio a multidão.
Talvez eu seja alguém vivendo este momento e sentindo uma dor aguda e finita. Percebo que a dor maior é a de quem fica. O corpo padece e se desintegra, tornando-se nada. A alma continua presa em sua minimalidade e uma vez ferida pode até curar-se mas a cicatriz permanece.
Vivendo estes últimos instantes como uma contagem regressiva, vejo a vida passar diante dos meus olhos assim como os olhares das pessoas que se aglomeram á minha volta...
Finitude
Que a cada dia eu tenha um objetivo e um motivo pra lutar.
Que eu agradeça sempre antes de deitar.
Que a tristeza e as desilusões não me façam perder a ternura.
Que eu entenda que nem tudo o que quero é viável.
Que não se vive sem uma pitada de dor.
Que a finitude seja por mim respeitada.
Que algumas saudades não significam nada.
Que passo rapidamente de decapitador e decapitado.
Que quanto mais ofereço mais sou recompensado.
Que sou humano, mas nem sempre sou errado.
Entre outras coisas um gestor deve gostar e entender de gente. Isso mesmo, da figura humana. Métodos e processos bem elaborados são de fundamental importância para o aumento da produtividade, mas em ambas as extremidades haverá uma pessoa para torná-los eficazes. O gestor que não cuida do seu "material humana" e não o faz sentir-se o elemento mais importante dessa cadeia, não conseguirá explorar todo o potencial que esse colaborador tem para oferecer.
Avalie sua habilidade humana...
O 1° passo, gestor, é compreender que não somos Deus, e que a empresa não é o paraíso.
O que define uma pessoa não é sua escrita, nem se pode defini-la pelas suas vestimentas e muito menos pelo que dizes, a pessoas se mostra como ela é nos seus atos e costumes.
Aonde está o erro de todos? É que ainda não transcendemos de oblonga. Muitos vão dizer que estou generalizando, mas não estou, estou referindo a todos os seres dessa Planeta.
Você encontrou obstáculos? Desafios? Acha que é humanamente impossível? Pois eu lhe digo: humanamente impossível é viver como estamos vivendo.
Diz o Sábio que na antiguidade, em um povoado distante, as pessoas haviam se tornado frias, egoístas e pouco solidárias.
Reclamavam da frieza uns dos outros, mas não se permitiam mudar. Uma criança muito sensível, ao ver o que se passava, dirigiu-se aos céus e clamou uma ação do Divino, pedindo que lhe mandasse um sinal a fim de mudar o pensamento das pessoas do povoado, e após sua reflexão, adormeceu.
No dia seguinte, fora acordado pela sua família, pedindo que levantasse logo, pois algo muito estranho acontecia... Sua mãe lhe disse que o Divino lançara sua fúria sobre o povo, e que algo gélido, branco e intenso cobria as pastagens e deixava as pessoas com tanto frio a ponto de quase congelarem.
Vendo suas lavouras e animais sendo cobertos pela neve, as pessoas não tiveram escolha senão ajudar umas as outras para que pudessem salvar o máximo de animais e alimentos que conseguissem, e assim o fizeram. Porém, a noite chegou, e com ela, a neve mais e mais forte, tornava a situação calamitosa.
Vendo toda a situação e o frio a castigar a todos, o menino então sugeriu que em vez de cada família ficar em sua morada, poderiam todos ficar juntos, assim, o calor humano os ajudaria a suportar o frio, o que foi aceito por todos.
E Como em uma grande corrente, todos, em círculo, feito um caracol, se aninharam, e juntos, conseguiam suportar o frio da noite.
Antes do amanhecer, o menino, com sentimento de culpa, explicou seu pedido ao Chefe do povoado, e pediu perdão por submeter seu povo a tal sofrimento. Porém, foi abraçado pelo Líder, que com os olhos cheios de água, pediu perdão ao menino por deixar que a comunidade se torna-se um mau exemplo para crianças como ele. Se abraçaram bem forte e adormeceram.
E tamanha foi a surpresa de todos ao ver que, no dia seguinte, o sol brilhara majestosamente e o céu parecia mais azul do que nunca... A tormenta teve fim.
Com pulos de alegria, cânticos e abraços, o povoado festejou o “perdão Divino”, e logo recomeçaram suas atividades rotineiras.
No dia seguinte, logo após o amanhecer, o menino pediu ao Líder do povoado que reunisse a todos, pois durante a noite tivera um sonho, onde o Divino lhe revelara um comunicado...
Foi então que o menino, relatando seu sonho, disse que a tempestade que ocorrera não seria a única, e que todos os anos ela se repetiria... Falou mais, disse que quando os primeiros flocos gelados caíssem do céu, que servissem de alerta e reflexão sobre a união, a bondade e a solidariedade.
Finalizou o menino dizendo que a este fenômeno, chamar-se-ia Inverno, e que seria uma época para não se pensar no frio, mas no calor humano que todos possuem e podem compartilhar.
As pessoas lamentam por aquilo que perderam porque é mais fácil lamentar pelo passado que ter lutado no presente e tê-lo evitado. Lamentam porque compreendem, no seu subconsciente, que enquanto as tinham consigo não as aproveitaram como poderiam. É tudo uma questão de culpa involuntária, e é isto que faz do ser humano ser estupidamente previsível. Lutam para conseguir o que almejam, mas deixam de colocar o mesmo esforço para mantê-lo, quando estes já obtiveram e como fizeram para conquistá-lo, o que consequentemente, os tornam grandes merecedores de suas próprias adversidades.
Pode as vezes parecer bobo... Apenas um bichinho de estimação...mas o carinho, o amor e todo aquele afeto eram importantes para mim. Por isso dou um conselho: AME e CUIDE do seu BICHINHO!! Porque as vezes eles sabem te amar mais do que o ser humano.
...sonhou sem minha aquiescência enquanto eu permanecia indecifrado... indecifrável... e então considerou decepção a descoberta do ser humano - simples, imperfeito, contraditório...- por trás da fantasia que criou de mim...
Um por dia
Vou escrever um poema por dia,
Por em palavras meu dia-a-dia,
E quando minhas mãos não aguentarem mais escrever,
Começarei do zero todas elas á ler.
Mão será pelo fato do impedimento,
Que estacionarei no frio e relento,
Aquecerei minhalma com a leitura,
Dos poemas que fiz porventura,
Tentando explicar a toda criatura,
Que o que mais temos é calor humano.
