O Valor do ser Humano Rubem Alves
LITERATO
Como quisesse erudito ser, poetando
As brancas paginas da imaginação
As quimeras, vestidas de inspiração
Inventaram asas e partiram voando
Forasteiros rumos, dores, nefando
Cores e sabores, o amor e a paixão
Choros, risos, escoados do coração
Criando, o tempo vário ortografando
Estranhos os nomeio da serventia
Os desígnios com os seus caminhos
Compungido, vi que distinto é o dia
Assim, por longo tempo fui perdido
Nos versos nem sempre os carinhos
A poesia, da vida, nem tudo é vivido!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25/08/2019, 05'55"
Cerrado goiano
Olavibilaquiando
Como quisesse erudito ser, poetando
As brancas paginas da imaginação
As quimeras, vestidas de inspiração
Inventaram asas e partiram voando
Ora (direis) ser quem sou! Exato.
Me perdi no caminho, me achei, no entanto
A cada passo, erro e acerto, vários o relato
Vou andando, o atrás se desfez por encanto
Passa
o tempo por nós passa
passa o ser sem tempo
num delírio e arruaça
o fado sem passatempo
o futuro
longe ou perto
fácil ou duro
sempre incerto
e tudo passa
mágoas passam
a perda a caça
pessoas passam
é ventura é pura graça
a existência é oblação
a vida passa...
Luciano Spagnol
Verso e trova
O poeta trova o seu verso
No reverso de sua sofreguidão
Sofrendo para não ser perverso
Com a alma de sua inspiração
Cada trova na carne é cortada
Em cada corte sangra a rima
Rimando palavra encantada
Pra encantar a sua estima
Nesta de ser um simulador
Simula tão perfeitamente
Lagrimas de alegria e de dor
Que perfeito é o que sente
E assim por ser um sonhador
Sonha e no sonho se renova
Desenhando poemas de amor
Em amorosos versos e trovas
Luciano Spagnol
Abraça-me...
Afeto este que me cativas
Quero um abraço teu
Sem que fale negativas
Só assim seremos um eu
No teu e no meu amor
Noite está de apogeu
Juntos como caule e flor
Onde saberei ser teu
Somente teu, amador
Num laço de emoção
Num cansaço sem pudor
Ousando sair da razão
Num sentimento forte
Sendo em tudo paixão
Dando a alma suporte
Abraça-me nesta unção
Ser criança
Na magia de ser criança
Pouco foi o tempo
Calça curta na lembrança
Saudade ao vento...
(Traz à alma alento!)...
Pés no chão jogando biloca
Banho na chuva, diversão
Finca, guaraná com pipoca
Queimada, nas mãos o pião...
(Eita! Como é bão!)...
O simples da ingenuidade
O complexo da pureza
Faz da infância felicidade
E da recordação certeza...
(Que não volta mais!)...
Tempos nunca demais
Com gostinho de querer
Outros iguais
Acompanha o nosso viver...
(Ser criança nosso primeiro aprender!)...
O amor nunca cala
Pode haver carquilhas
Pode haver muita fala
Ter poucas maravilhas
Ou ser pompa e gala
Amor é da rosa pétala...
Toada de amor
O afeto para ser encantador
Tem que ter toada de amor
Tem que ter ritmo no coração
E na melodia versos de emoção...
Aquelas notas que nos fazem sonhar
São também rimas a nos encantar
Adormecendo o olhar no abraço
E acordando a paixão no compasso
Da vida, do carinho, do aconchego
Que ritma a alma de sossego
E a ternura de casualidade
Assim, criando possibilidade
De um acorde parcioneiro
Cheio de cadência, cheio de cheiro
Na fluência de querer repartir
No aguardo afável porvir...
Uma toada de amor
com sintonia, com fulgor
O afeto para ser encantador
Tem que ter toada de amor
Tem que ter ritmo no coração
E na melodia versos de emoção...
Sem rumo, louco, afortunado
Desatinado e cheio de muafo
Da vida, vivo para ser amado
Quero da loucura ser inventado
Breve Verso de Ser Teu
Sinto-te (ainda que não te toque)
e canto o amor (ainda que não me ouças)
aonde eu for (ainda que não estejas comigo)
cheio de ardor (ainda que pareça um amador)
serei sempre teu ( ainda que não repare)
somente teu (ainda que a eternidade nos separe)...
A despedida tem que ser devagarinho, até acostumar com a hora, tentando elastizar um pouquinho, o encontro de ir embora
Quantidade
Na busca de ser vários
e vários serem poucos
poucos vários são raros
e muitos são loucos
sou um desses caros
nos cascalhados cavoucos
do tempo, cheio de reparos
tampouco,
serei dos solitários
ou sequer um mouco
no amor
sou operário
aos vários de poucos
de ser trovador
Luciano Spagnol
19 de maio, 2016
Cerrado goiano
"Amo e tenho de tudo para ser feliz
Sei. Eu é que preciso de melhorias
Sou este poeta, um triste aprendiz"
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
maio, 2016
SONETO DO AMOR PERFEITO
O amor perfeito, só há a quem amar
Nele sentir a paixão de ser amado
Amando sempre e, o tendo do lado
Onde cada segundo não pode parar
Não há nada na vida melhor que jurar
Lealdades, deixando o coração atado
No olhar, assim apaixonados, fundado
Então, sem qualquer ilusão a perturbar
O amor é presente no destino fadado
É sentir prazer e por ele querer esperar
Sem a incerteza do certo ou do errado
E nesta tal magia a quimera de sonhar
Que agrega, há entrega, e é imaculado
Amor não tem fórmula, se faz anunciar!
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
SONETO DA FÉ
Da devoção, o devoto em ser
Tenho Deus Pai na fé demais
Que paz no coração me traz
Virtuoso, no meu lhano crer
Se suscetível, desistir jamais
A tua palavra robora o viver
Tua ternura absolve o perder
Onde o teu amor nunca trais
É fé que supera, e no faz ter
Inabalável indulgência sagaz
Que liberta e bem vem trazer
É apoio nesta crença e tais
Que encoraja o robustecer
Da fé em meus sinceros ais
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
