O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
As lembranças da vida são formadas por retalhos de tempo, ora felizes, ora dolorosos. No entanto, as mãos do esquecimento têm o poder de limpar o coração dos retalhos mais amargos. Para mim, a morte não é o fim, mas o início de uma nova jornada. Lamento profundamente o ocorrido e oro para que Deus lhe conceda um novo recomeço, cobrindo-o de luz. Que ele tenha partido em paz.
Você partiu, e eu tive que colher as lembranças contidas na árvore do tempo. Até hoje sinto frio, porque não nos vemos mais. Nas mãos, o suor secou; nos olhos, a tristeza se instalou. Persistente, visto minha armadura, avisto o horizonte, respiro fundo, olho para os meus pés e sei que eles precisam continuar a caminhar. Ainda assim, penso: viver é ser ativo. O que houve foi tão pouco! Foi tão breve, no entanto, eternizou-se.
Sinto o frio cair ao anoitecer, como uma neve fina e gélida. Sinto isso há muito tempo.
Através do muro da vida, olho e observo: o túnel está próximo.
Há fogo em meu peito, expressando a angústia que me consome.
Meus olhos estão feridos; o tempo os machuca sem dó, sem piedade.
Ultimamente, sinto-me indiferente, e isso me preocupa.
Sinto um lar cuja base é o ar.
Os dias passam, e já não sinto mais aquele aroma familiar.
O tempo levou até isso.
Eu sinto muito, mas nós não nos queremos mais.
Sem razão, mas com emoção, forças quase sinistras nos atacam.
Estamos presos em um jogo: first life.
O fogo fere, o gelo queima.
A caçada é árdua, exaustiva.
Mataram as coisas boas, e já não há nada para comer.
Corro, procuro um sinal.
Um “sinto muito” surge em bocas que não são as suas.
O final da linha se aproxima.
Sem desculpas.
Sem aquele “perdoe-me”.
Nem mesmo um verdadeiro…
“Eu sinto muito!”
Quando percebi, o tempo já havia passado. O tempo passou, e agora sou até avó. Atitudes infantis desfilam diante dos meus olhos, e eu observo a inocência correndo para mim.
Davi Moreno, você é tão especial para mim. Sabe aquela fruta com as marquinhas dos seus dentinhos? Era uma banana! Estou sorrindo agora por causa dessa lembrança, ainda tão viva e guardada em mim. E os seus desenhos, meu amor? Estão todos guardados em uma pasta transparente. Eu amo cada pedacinho disso tudo.
Sabe, quando você diz: “Por favor, vovozinha”, eu fico em prantos. Esse amor é tão único, tão puro, que só consigo entender e sentir. Meu lindo, suas mãozinhas na areia e você correndo pela praia me fazem enxergar a sua grandeza e força, algo que as palavras não conseguem expressar.
Corra, pule, jogue bolinhas de sabão para o alto e deixe o vento levá-las! Hoje, a infância é o seu lugar.
Quando eu era criança, não pude desfrutar dessas simplicidades. Nas minhas aulas de etiqueta, não havia espaço para isso.
Agora, olho para o meu eu do passado e me vejo sorrindo. Davi, a vida com você não tem amargura.
Você é um menino alto, você é um artista, e eu sempre vou te amar.
Amor da minha vida, te amo, meu príncipe!
Sem um afinador oficial qualquer império por mais forte que seja não sobrevive por muito tempo diante aos sons dissonantes, barulhos e ruídos.
Pelo menos as sociedades do Brasil Educacional e Cultural devem a tempo promoverem o resgate resistente da cultura indígena brasileira em suas diversas etnias. O Brasil soberano e civilizado contemporâneo inclusivo tem a qualquer tempo uma divida imensurável e impagável pelo triste abandono das politicas indigenistas por parte da sociedade e do governo federal. Desde a criação do Parque Nacional do Xingu, inaugurado pelo mestre Darcy Ribeiro a 50 anos atrás, nada mais de significativo foi feito para o índio brasileiro. Nenhum representante eleito da nova geração de políticos até hoje, pleiteou a criação de um Centro de Estudos Sanitários em prol das comunidades e mesmo um Hospital Indígena de Referencia, pela simples justificativa de não ter popularidade junto a causa e mesmo o não retorno de votos. Na velha máxima corrupta politica equivocada do toma lá e da cá.
Entre as gravuras a xilo é a expressão mais antiga e ao mesmo tempo mais contemporânea. Por que o artista gravador tem que ter a habilidade de um mestre artesão ao arrancar da madeira sem volta toda a sua expressividade. O taco original e a xilogravura em papel de arroz são partes invertidas da obra inseparáveis.
Haverá um tempo que a Igreja Apostólica no Brasil encontrará uma grande mãe indígena de bondade, para ser beata. Não em algum processo de canonização pois a cultura indígena tem espiritualidade mas distante de qualquer santidade humana. Sendo assim será reconhecida pelo amor e a vida de bondade a todos os filhos da vida, indiscriminadamente, pois a separação e a diferença sempre partiu da religiosa cultura européia na cultura indígena brasileira, todos são iguais.
Todo imbecil que adentra no mercado de arte brasileiro, em pouco tempo ganha uns trocados e se diz especialista de tudo.
Envergonho me por viver neste tempo utilitário, sem ética, sem moral, sem princípios familiares, sem honestidade, sem temor a justiça dos homens e a de Deus. Tempo de declino de humanidades, falência da sociedade e lendas marginais, subjugadas impunes passam a mais valer.
Salve dia 22 de Novembro, DIA do MUSICO no Brasil. Em tempo, uma bela data para promoção e cursos sobre a coluna de harmonia na Maçonaria, habilidade tão mau improvisada, por não haverem cursos, estudos, informações oficiais, e encontros, para os titulares mestres deste setor, que se viram nos 30, e muitas vezes não tão efetivos e felizes.
A vida desde o inicio é uma agricultura constante com a observação do tempo. A cada movimento, revela se a hora de semear, plantar e colher. Mas nem todos os agricultores são competentes assim como nem todos os solos são férteis naturalmente para todas as sementes. Ficando claro, invariavelmente, na hora de colher.
Em um tempo de tantas perdas, tantos famintos de comida, carinhos e de justiça, outros abandonados e desviados a própria sorte, tantos órfãos de espirito e atenção, a Maçonaria festiva de novos poderosos dentro dela mesma com sorrisos largos não faz parte de minha realidade. Resisto e me rejubilo diante as poucas ações de beneficência e benemerência do amor fraterno mais puro a cada irmão iniciado ou profano. No perpetuo sonho na construção de um mundo melhor.
Chegou o tempo onde os letrados passaram a ter duvidas mas os imbecis e ignorantes cada vez mais certezas.
O ser histórico do bem e do mal dificilmente morre pois com tempo parte de sua doutrina mesmo que adaptada ou distorcida reaparece por meio de seus seguidores, aproveitadores e admiradores.
Deus e milagres diante tantas incertezas e inverdades se tornou em pouquíssimo tempo um dos melhores negócios enriquecedores e muito rentáveis.
As feiras de arte no Brasil, se equivocam muito a algum tempo quando neglicenciam o mercado versátil primário, diante de um mercado de arte brasileiro tão diversificado por uma gigantesca diversidade produtiva ação artística de obras com varias vertentes criativas, vigorosas e personalíssimas de muitos artistas vivos que na sua grande maioria das vezes são totalmente desconhecidos do setor e batem na mesma tecla do insipiente mercado secundário. Sendo assim, o que ocorre repetidamente em cada nova versão destas feiras, são pequenos escândalos suprimidos por pouco tato, diante de obras duvidosas, pouco características e improprias de grandes nomes consagrados expostas induzindo ao erro ao frágil mercado consumidor e colecionador, que por meio de alguns vendedores pouco profissionais ofertam sem qualquer escrúpulo gatos a preços de oportunidade sem perceberem que são toscas lebres, de artistas mortos que muitas das vezes não tem como aferir de forma simples e direta a justa autenticidade. O mais grave de tudo isto, ainda é a errada mania de grandiosidade aos olhos das instituições privadas e governamentais, que chancelam em parceria e fundos estas feiras meramente comerciais e nunca dispõem de politicas publicas e privadas para invetivarem a arte, a cultura e as atividades artísticas dos pequenos artistas e dos novos talentos com valores empreendedores diferenciados que caminham solitários e órfãos de oportunidades perante o verdadeiro setor cultural brasileiro.
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