O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
Sozinha, desnuda, livre do exibicionismo e da proposta ideal de ser perfeita o tempo todo, a tristeza a corrompia.
Tinha medo da solidão e das relações rasas. Sofria de amores, chorava de saudades. Ansiava por mudança, por um milagre, por atenção e afeto.
A insatisfação era predominante. Queria viver da coragem que ainda possuía. Experimentar novos sabores, sentir o vigor do inédito, reencontrar e descobrir pessoas.
A vida e as pessoas dão sinais o tempo todo, você só se surpreende se estiver distraído.
Edelzia Oliveira
O Valor do Agora
Esperamos o tempo certo.
O dia mais calmo.
A hora ideal.
Mas a vida não se organiza por nossas agendas.
Ela pulsa no agora.
Nos pequenos gestos, no olhar que acolhe, no silêncio que escuta.
O amanhã é um rascunho incerto.
O hoje… é tudo o que temos.
É no hoje que um abraço faz diferença.
Que uma palavra muda um caminho.
Que um gesto simples toca o que é essencial.
Não deixemos o que é precioso para depois.
Porque o que realmente importa…
Não espera.
Hoje é melhor que amanhã.
No silêncio do pensamento
No silêncio onde o tempo se esconde,
teus olhos visitam meu mundo calado.
Cada lembrança que o coração responde
é um eco teu, doce e delicado.
Não sei por que vens tão constante,
feito brisa que insiste em soprar.
Tua ausência é um mar distante,
mas tua presença vive no meu pensar.
Talvez seja encanto, talvez seja sorte,
ou só um coração que não sabe esquecer.
Mas toda vez que o dia anoitece forte,
eu só queria parar de te querer.
E se não posso calar essa paixão,
entrego-te em versos o que sou,
com a coragem de quem guarda no coração
um amor que nunca cessou.
Eu não consigo consertar o passado,
as páginas rasgadas, o tempo calado.
As dores que vieram sem eu chamar,
as palavras que faltaram para me salvar.
Mas eu tenho o hoje, inteiro, presente,
um sol que insiste em nascer, persistente.
Tenho o agora, que pulsa e respira,
um tempo que acolhe, que cura e inspira.
O ontem ficou na curva da estrada,
com suas sombras, sua voz calada.
Mas aqui estou, viva, de pé,
refazendo o caminho com o que a vida é.
Não posso voltar, mas posso seguir,
plantar novas flores, voltar a sorrir.
Eu não conserto o que já passou,
mas no hoje, enfim, algo em mim renasceu e brotou, e como muitos dizem: suave como furacão e tranquila como um vulcão.
Ontem, na faculdade, perguntaram por que eu estava sozinho. Respondi: até um tempo atrás, eu tinha uma namorada, mas acredito que, por ser chato para alguns — pragmático, cético, niilista e misantropo — de todos, sou misantropo.
E se nem eu me aguento, muito menos meus parentes… imagina uma mulher que vê a casca e não a raiz. (Essa é minha resposta agora.)
Sou um analista da razão humana, assim eu acredito. Tento racionalizar meu mundo e as pessoas ao meu redor. Por isso, acho que poucas — ou quase nenhuma — mulheres vão querer ficar com um homem esquisito.
Para quem não compreende o real significado de viver, muitos apenas sobrevivem… sem perceber a verdadeira razão do que é ser racional.
Me disseram para ser menos.
Menos emoção, menos verdade, menos alma.
Mas em um tempo onde tudo é tão vazio, ser intensa é meu grito de existência."
— Jakelini Danielewicz Gomes
Quanto tempo te resta? Você sabe quanto tempo? Você trabalha, constrói, cria uma família. E depois? Dia e noite lutando, mas o fim é sempre o mesmo. E você sabe qual. Viva o hoje...
"O tempo é a essência da nossa existência, como afirmou Heidegger, não um recurso que controlamos, mas a própria condição que nos impulsiona a sermos autênticos diante da finitude."
Não se desespere, há um tempo certo para cada coisa acontecer a seu favor. Portanto, ocupe-se e não se desespere, pois Deus nunca se esquece de você. Mesmo que as coisas pareçam fora do controle, Ele tem sempre um plano grandioso para você viver melhor amanhã. (Código 2404)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
Amor em Silêncio
Foi o acaso que te trouxe,
num tempo que não era meu,
mas bastou um olhar apenas
pra acender o que adormeceu.
Teu sorriso veio tarde,
mas em mim fez primavera,
e mesmo sendo de outro alguém,
em ti encontrei a espera.
Teu nome ecoa em pensamento,
mesmo quando tento calar,
pois o coração não mente,
ele insiste em te amar.
E sigo amando em silêncio,
sem saber se vou te ter,
pois há amores que florescem,
mesmo sem poder viver.
Mas se o destino for bondoso,
e um dia nos libertar,
que seja o tempo o nosso cúmplice,
e o amor, o nosso lar.
Num tempo em que o amor se desfaz em fragmentos, como folhas secas sopradas pelo vento indiferente…
Num tempo em que os corpos se encontram, mas as almas não se reconhecem,
em que o prazer se tornou moeda fria e o desejo, um artifício sem essência…
Ali, no meio do deserto emocional de uma época árida, dois seres foram colhidos pelo sopro misterioso do destino.
Ela, mulher já moldada pelo rigor dos estudos e pela solidez das escolhas;
ele, homem simples, que caminhava com a esperança nos ombros e a dignidade como única bagagem.
E então, como quem não teme o improvável, a vida — com seus dedos invisíveis — conduziu-os ao mesmo instante, ao mesmo espaço.
Ele buscava apenas um trabalho.
Ela, serena e altiva, conduzia os trâmites das contratações.
Mas o que se deu naquele momento fugiu à lógica das funções e papéis.
Os olhos dele encontraram os dela — e nesse breve cruzar de olhares, o tempo pareceu deter sua marcha.
Um frio, suave e lancinante, percorreu-lhe o ventre;
o coração, em súbita rebelião, disparou, como se quisesse anunciar-lhe que havia acabado de adentrar outro universo:
um mundo de possibilidades jamais sonhadas, de beleza não prevista, de encantamento silencioso.
Ela, com um sorriso que parecia carregar toda a luz ausente daquele mundo tão sombrio, o acolheu com uma delicadeza que não sabia ter.
O tempo, então, os envolveu com sua rede sutil: as mensagens foram nascendo, os diálogos se multiplicando, a amizade se firmando como quem finca raízes em solo fértil.
Mas, aos poucos, algo mais delicado, mais tênue — e por isso mesmo mais perigoso — começou a despontar.
Ele, envolto em desejos calados e vontades que jamais ousara confessar, percebeu-se enamorado.
Ela… ah, ela, embora casada, embora presa aos laços que o tempo e a história haviam tecido, pressentia, em cada palavra trocada, que aquele homem guardava para ela um sentimento que transcendia a amizade.
Mas, com a altivez de quem conhece o peso das escolhas, permaneceu firme, limitando-se à candura da amizade e ao respeito que ainda tributava ao casamento, apesar das dificuldades que o atravessavam como ventos insistentes.
E assim, ambos permanecem, suspensos…
Como folhas que o outono ainda não decidiu deixar cair,
como estrelas que se olham de longe, cientes de que, embora se reconheçam no brilho mútuo, jamais poderão colidir sem que o universo se parta em dois.
E fica, então, a pergunta que apenas o tempo poderá responder:
Será que o mesmo destino que os fez se encontrarem ousará, também, uni-los?
Ou será este um amor que deverá permanecer, para sempre, no território do não-dito, do suspenso, do que poderia ter sido, mas não foi?
O tempo — este velho escultor de verdades e silêncios — dirá…
Pois o amor, quando é verdadeiro, não conhece pressa: ele é paciente como quem sabe que, mesmo no mais árido dos desertos, sempre haverá uma flor a nascer.
Um amor assim: belo, intenso… e, quem sabe, perigosamente eterno.
Aqui, o tempo desacelera, o coração fala, a alma se enche de esperança, pronta a sonhar. Um pedaço de céu, um lar de mar, onde amar é fácil, onde a paz reluz, pura luz.
Minha vida está perdida
Já nem sei pra onde eu devo caminhar
E o meu tempo, eu sei, é pouco
É preciso, amor, lhe encontrar
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