O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
Hoje eu tentei falar de amor
Mas ninguém escuta nada
Ela não tem tempo para a dor
Me trocou pela risada
Diz por que vem
Se no caminho nada mudou
Não quero mais
Da solidão que afoga no tempo
Se o momento é de pensar
quem vai me dar a mão?
Atravessar o vento
Fumo um cigarro, leio as notícias
Tudo tá errado
Foi o tempo, foi do nada
Foi tudo confete
Confesse que me usou
Enquanto eu tento perceber
O que se passa no amor
Custa mesmo entender
O que se passa em mim
Me ajude, eu me perdi.
Novamente, novamente.
Faz quanto tempo que isso está em minha mente.
Estamos jogados aqui, entre dois Corpos, duas mentes, onde temos medo de se dizer, que não se diz, que morreu.
Retalhos do tempo
No aconchego do tempo
Costuro com carinho e cuidado
uma colcha de retalhos
Na minha caixinha de costura
fios de linha coloridos e opacos
Tecidos claros com renda incorporados.
Do tempo passado desbotados
Acrescento tecidos vermelhos bordados
de sedução e amores passados
Cores que misturam-se entrelinhadas!
Fragmentos da vida coloridos!
Costuro e remendo retalhos de ilusões.
Sonhos de tecido desfeitos
Alguns pedacinhos alegres
outros de lágrimas drapeados
Bainhas com viés esmeradas
guardam os meus segredos encabulados
Com ponto cheio bem costurados!
Pedacinhos de pano indecifráveis
Na minha colcha de bordas inacabadas
Pretendo entrelaçar estrelas de sonhos
e bordar flores ornadas de esperanças.
Cansou de desperdiçar seu tempo com palavras que se vão com o vento... Pra ela, há mais virtude em quem tem atitude, em quem mostra o que sente e está sempre presente...
Lá vai ela, navegando com seu barquinho chamado vida por esse marzão que se chama tempo, remando contra a maré, sempre à procura de um vento, mas nunca sem perder a fé. Segue firme, peito aberto, seu foco é seu talismã, pois desse barquinho chamado vida, ela é e sempre será capitã.
Ela adoraria parar o tempo, cortá-lo em pequenos fragmentos e levar consigo apenas os seus bons momentos. É que ela odeia lembrar do que a faz sofrer, do que não fez sentido, e de tudo que um dia a deixou de coração partido.
Ah, menina... o tempo não para, mas ele cura, e tudo que é dor, sara, leva embora qualquer amargura...
No fim da contas você vai perceber que o tempo é aquele amigo que te oferece abrigo, que te conta história, e que guarda pra ti o que é bom, numa caixinha chamada memória.
Ela tem todo tempo do mundo, e no entanto, vive cada segundo como se fosse o último. Porque ela é intensa, e sua vontade de ser feliz, é imensa...
No final somos como as ferramentas que ao longo do tempo vão se desgastando pouco a pouco com o uso...
E é por isso que isso a obrigatoriedade de cuidarmos do nosso corpo alimentando o nosso espírito com devoção e fé.
#FÊNIX
Ainda tenho a chama...
Guardada no peito...
Que mantém viva minha alma...
Vagando no tempo...
Nos dias que seguem...
Teimo em renascer...
No eclipse da lua...
Ou na explosão do sol...
Sempre renovando...
De ontem...
Nunca igual...
Espírito flamejante...
Cujas asas não se prende...
Da alvorada ao poente...
Tempo se vai...
E nem sente...
Mentiras e vaidades...
De medos e verdades...
Na taça o veneno...
Sorvendo...
Lentamente...
Possuído entre deuses...
Em um mundo que gira sem parar...
Vem...
E me chama...
A hora tarda...
Não é cedo para amar...
Não me engane agora...
Com suas novas da boa fortuna...
Não faça de minha vontade...
Em sua coleção...
Apenas mais uma...
Na forma que se cavalga dragões...
Uniremos nossos corações...
Ritmo único e compassado...
Nesse tempo...
Mal contado...
Inocência perdida...
Esperança franzina...
Paixões perdidas...
Triste sina...
Só o amor é nobre...
Não está em prateleiras...
Não se encontra em noites vagas...
Nas sarjetas...
E nem nas sujeiras...
E isso não mudará...
Por mais que tente me calar...
Só sei que é assim que penso...
Nem desejo mudar...
A vida é uma dança...
Venha comigo bailar...
Diga a verdade, me compreenda...
Vem e me chama...
O fênix renasce...
Para lhe amar...
Sandro Paschoal Nogueira
Todos falam do tempo o tempo todo, seja hora ou minuto, não existe tempo no mundo igual ao seu tempo.
Viver e lembrar, sorrir e chorar, só morrendo para recordar.
Relógio marcando, seu celular notificando, esperando aquele encontro e o tempo da vida só passando.
O Guardião
Na porta do tempo, todos os dias têm um Soldado que guarda a entrada do Dia e puxa os lençóis da Noite.
Tudo na hora certa, matematicamente de uma precisão exata. Cansado dos anos, das horas de sentinela, o Soldado reclamou ao Crepúsculo da sua solidão.
Queria companhia, o isolamento ecoava cores de espectros. O Crepúsculo argumentou ao Soldado:
– Mas você não está sozinho, tem o Dia, o Sol, as Nuvens, avista as tempestades ao longe. No demais, nunca vai saber com que roupa o Dia vai sair e ainda tem a Noite, que chega elegante, às vezes chora, é dramática, tem broche no peito adornado de brilhantes.
O Soldado reclamou:
– Mas o Dia é desorganizado e bagunçado, às vezes, se veste com manga ou sem manga, simplesmente navega e acontece.
– Mas que prefere – perguntou o Crepúsculo?
– Uma associação, um afeto, disse o Soldado.
O Crepúsculo conversou com o Dia e a Noite, e no consenso, emprestaram uma Estrela no peito do Soldado guardião.
– Mas você, que foi ostentoso e observador, vamos enfeitar seu isolamento com uma Estrela que adornará sua ombreira.
O Dia, o grande negociador, bateu o martelo.
Ficou o Soldado feliz, agora não ficaria só com a Noite, que o fazia conversar permanentemente com a sua solidão; tinha Estrela para apaziguar seu imperativo.
Ficou deslumbrado com sua elegância, aparecia sempre elegante, de pouca conversa, não discordava, somente piscava, deixava passar. Estrela dormia muito durante o dia. Conversava incessantemente com a Lua, amiga íntima.
O Soldado, cada vez mais apaixonado, se esquecera do combinado. Passou a decretar mesa posta na hora perfeita, jantares perfumados e fumegantes para saciar seu desejo.
Estrela se queixou dos afazeres para a Constelação.
O Dia, enamorado de longa data por Estrela viu a batalha anunciada. O Corpo Astral deliberou sobre a palavra “emprestar” e se concluiu que era ceder.
Na disputa, os aspectos, os Ares advogados, concluíram que ceder podia ser renunciar ou abdicar.
E virou guerra, o Soldado armado, o Dia almejando vingança.
Na ocasião do duelo Estrela partiu, a oportunidade marchou com apetite de retaliação.
O Dia estava com fome
comeu toda a Noite
mas sobrou a Lua
que ao correr do Dia
foi devorada
A Noite queria se vingar
comeu todo o Dia
fez a Escuridão aparecer
Combateram.
No mais restaram poucos amigos, cada um no seu tempo ajuizado. Do Soldado sobrou um apagão sentimental e uma sina, uma Estrela Rutilada decorando lembranças em seu uniforme para sempre, dos tempos largados em ação.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
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