O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
A passagem do livro de Eclesiástico, capítulo 3, nos ensina sobre a importância do tempo, ressaltando que há um momento oportuno para plantar e um momento adequado para colher. Contudo, a colheita que aguardamos está intrinsicamente ligada ao que temos semeado ao longo de nossas vidas. Muitas vezes, dedicamos anos almejando a felicidade, enquanto semeamos sentimentos negativos como ódio, intriga e inveja, mas desejamos colher amor. Portanto, reflita: que tipo de semeadura você tem realizado ao longo dos seus dias?
“Os anos dizem há quanto tempo existimos. Não necessariamente revelam há quanto tempo começamos a compreender a existência.”
“Talvez nossa verdadeira idade não seja apenas o tempo que vivemos, mas a consciência que conseguimos construir com o tempo vivido.”
TEMPO É VIDA
“Tempo é vida, pois nem todo dinheiro do mundo compra mais tempo.”
Existe uma contradição silenciosa sustentando quase toda a nossa existência:
vendemos tempo para ganhar dinheiro, mas nenhum dinheiro consegue comprar o tempo que vendemos.
Trabalhamos por hora.
Recebemos por mês.
Calculamos salários.
Negociamos valores.
Mas talvez tenhamos calculado tudo errado.
Porque o salário não paga apenas o nosso trabalho.
Paga uma parte da nossa vida.
Quando alguém diz: “meu salário é tanto”, talvez devesse perguntar:
quanto da minha vida estou entregando para recebê-lo?
Dinheiro se ganha.
Dinheiro se perde.
Dinheiro se recupera.
Tempo, não.
O dinheiro pode voltar para a conta.
O ontem não volta para o calendário.
E aqui começa o paradoxo:
passamos grande parte da vida tentando ganhar dinheiro para viver, enquanto gastamos a própria vida tentando ganhá-lo.
Ganhamos dinheiro perdendo tempo.
E podemos perder a vida acreditando que estamos ganhando.
Não se trata de condenar o dinheiro.
Precisamos dele.
Literalmente vendemos nosso tempo para sobreviver. Entregamos horas, dias, conhecimento, esforço, presença, corpo e mente em troca de recursos que nos permitem continuar existindo.
O problema não está em vender parte do tempo.
O problema começa quando vendemos tanto tempo para sobreviver que já não sobra vida para viver.
Talvez uma das maiores ilusões humanas seja chamar de “custo de vida” apenas aquilo que pagamos com dinheiro.
Existem coisas que custam dinheiro.
Outras custam tempo.
E algumas custam tanto tempo que, no final, custaram a própria vida.
Uma casa pode custar vinte anos.
Uma carreira pode custar trinta.
Uma ambição pode custar uma família.
Uma mágoa pode custar décadas.
Uma espera pode custar uma oportunidade.
E aquilo que aparentemente não tinha preço pode ter custado justamente aquilo que não tinha reposição.
Tempo é a moeda invisível da existência.
Talvez por isso seja tão fácil gastá-lo.
Não vemos o tempo saindo de nossas mãos.
Vemos o dinheiro saindo da conta, mas não vemos a vida saindo do corpo.
O relógio não marca apenas horas.
Marca ausências.
Cada minuto que chega traz uma possibilidade.
Cada minuto que passa leva uma impossibilidade.
Por isso, o tempo é estranho:
quando temos, não sabemos quanto temos.
Quando perdemos, descobrimos que não tínhamos tanto.
E quando percebemos seu verdadeiro valor, parte dele já virou passado.
Passamos anos dizendo:
“quando eu tiver dinheiro…”
“quando eu tiver tempo…”
“quando tudo melhorar…”
Mas talvez a pergunta seja outra:
quanto da vida estamos adiando enquanto esperamos começar a viver?
O futuro é o lugar onde depositamos quase tudo aquilo que não tivemos coragem de viver no presente.
Só existe um problema:
o futuro aceita depósitos, mas não oferece garantia de saque.
Acumulamos patrimônio imaginando segurança.
Mas ninguém acumula amanhã.
Podemos deixar dinheiro para nossos filhos.
Podemos deixar casas.
Empresas.
Livros.
Terras.
Investimentos.
Mas não podemos deixar para eles os nossos minutos não vividos.
Porque tempo não se transfere.
Não se herda.
Não se financia.
Não se parcela.
Não se estoca.
Tempo só se vive — ou se perde.
Talvez riqueza, então, precise ser repensada.
Rico não é apenas quem possui muito.
Talvez seja também quem ainda consegue possuir a si mesmo.
Quem ganha dinheiro sem perder completamente a vida.
Quem trabalha sem transformar toda a existência em expediente.
Quem entende que produzir é necessário, mas existir é anterior à produção.
Porque há pessoas com muito dinheiro e nenhum tempo.
E pessoas com algum tempo que passam a vida inteira tentando transformá-lo em dinheiro.
No final, ricos e pobres possuem uma conta que nenhum banco apresenta:
o saldo de vida.
E esse saldo diminui mesmo quando o patrimônio aumenta.
Essa talvez seja a conta mais cruel da existência:
podemos enriquecer enquanto empobrecemos de tempo.
Por isso, não pergunte apenas quanto você ganha.
Pergunte quanto de você custa aquilo que você ganha.
Não pergunte apenas quanto vale sua hora de trabalho.
Pergunte quanto vale uma hora da sua vida.
São perguntas parecidas.
Mas não são a mesma pergunta.
Uma calcula dinheiro.
A outra calcula existência.
E talvez cheguemos à conclusão mais incômoda:
não trabalhamos apenas para ganhar dinheiro.
Trocamos fragmentos irrepetíveis da nossa existência por dinheiro.
Portanto, escolha cuidadosamente aquilo pelo qual você aceita trocar seu tempo.
Porque dinheiro é uma moeda que carregamos.
Tempo é uma moeda que somos.
Quando gastamos dinheiro, temos menos dinheiro.
Quando gastamos tempo, temos menos nós.
E quando o último minuto chegar, talvez finalmente compreendamos aquilo que passamos a vida inteira tentando aprender:
não fomos proprietários do tempo.
Fomos passageiros dele.
O relógio nunca esteve contando as horas.
Estava descontando a vida.
Por isso digo:
“Tempo é vida, pois nem todo dinheiro do mundo compra mais tempo.”
E acrescento:
Não venda sua vida tão barato apenas porque decidiram pagar seu tempo por hora.
Dinheiro pode comprar quase tudo aquilo que existe ao nosso redor.
Mas não compra aquilo que já deixou de existir dentro do calendário.
Afinal,
podemos gastar a vida para ganhar dinheiro,
mas não podemos gastar dinheiro para ganhar outra vida.
E talvez a maior riqueza não seja ter dinheiro suficiente para comprar tudo o que desejamos.
Talvez seja perceber, antes que seja tarde demais, o que não deveríamos vender por dinheiro algum.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
Compêndio de Chuva
Cai a chuva, melancólica e lenta, como um grito que o tempo inventa.
Em cada gota, um som, um tom, que o vento leva — e traz o teu batom.
O teu rosto vem, em bruma e luz, como se o céu em ti se traduz.
Enquanto o mundo se desfaz em água, o meu peito arde, embora os meus olhosse alaguem em frágua. O teu toque é sinfonia de chuva,
que compõe a minha alma, e acende lua turva . E eu, perdido entre trovões eos relâmpagos do meu silêncio, encontro-te em cada canto da minha pele em compêndio.
Que chova, amor — que o mundo escorra, que o tempo pare, nesta dor de masmorra. Pois se é na chuva que te penso e vejo, então que chova, só para te ter no beijo.Chove, e o meu mundo sopra o teu véu, as ruas das minhas veias choram sob o cinza do céu. No vidro, escorre o teu nome, lento, feito melodia, feito tormento.
A Casa que Fazes em Mim
Quando visitas o meu pensamento,
as horas derretem-se
como se o tempo tivesse aprendido
a respirar ao ritmo do teu nome.
O amor torna-se simples,
quase uma luz que se acende sozinha no silêncio onde cabemos os dois.
E há em ti qualquer coisa de infinito,
um gesto que me chama,
um abraço onde o coração
encontra casa.
Se amar é perder-me,
que seja sempre assim:
perdido em ti, e finalmente inteiro.
Exteriormente somos a interpretação
exigida pelo tempo; internamente somos a experiência íntima do tempo a atravessar-nos.
Quando duas almas se cruzam é sempre um instante absoluto, rápido demais para o tempo, fundo demais para o esquecimento.
Há caminhos que só florescem porque, algures no tempo, alguém os atravessou carregando pedras que nunca foram suas.
O que sustenta dois seres através do tempo não é a diferença entre eles, e sim o alinhamento silencioso de seus propósitos. Uma ponte só atravessa o abismo porque seus pilares compartilham a mesma força, a mesma matéria, a mesma direção.
“Que possamos prosperar sem competir nem derrubar ninguém. Que cada um viva o seu próprio tempo, sua vitória e sua cura, e que tudo dê certo para mim e para todos aqueles que são de bem.”
“Que a nossa prosperidade dispense a competição e que cada um honre o seu próprio tempo, sua vitória e sua cura. Que o fluxo do bem alcance a minha vida e a de todos aqueles que caminham com fé a um novo horizonte rumo a um maravilhoso futuro.”
"O tempo pode pausar os nossos dias, mas não apaga o que é eterno. Entreguei a você um amor que não conhece prazos nem condições. Vá, procure o seu silêncio e encontre suas respostas; eu ficarei aqui, não como quem espera um retorno, mas como quem guarda uma promessa que o tempo nenhum ousa desfazer."
Luz em Teu Sútil Sorriso
"Kelly Silva, contemplando essa janela do tempo, lembrei da minha terna, eterna e amada avózinha Leonnor Rabello, que se tornou um brilho no lindo céu... Esse afeto profundo me inspirou a escrever estes versos para o seu coração: "Luz em teu sutil sorriso há um brilho no teu olhar, Kelly,que guarda a paz de um abraço eterno. É uma força doce que te impele, como o sol que acalma o dia de inverno. Quem realmente te vê sorrir pode sentir a poesia de uma luz que lá do alto te acompanha. Uma linda e terna companhia,que em cada passo teu se faz tamanha. Esse laço lindo, puro e infinito,Nenhum tempo ou distância pode apagar. O amor que te habita é o mais bonito, e brilha no céu para te abençoar.
Poesias madrugadeiras para Rodeio
Poesias madrugadeiras para Rodeio
eu escrevo o tempo inteiro,
Porque amor por este lugar
eu tenho no meu peito,
Aqui é o meu lar mais do que perfeito.
23/02
Não desperdice o seu
tempo com quem
não deseja ter contato
com você porque a vida
é curta e não vale a pena
perder tempo com quem
nunca vai te merecer.
Angelus
Ele te avisa,
então esteja pronta,
desfrute do seu tempo...
Permita que suas asas
abracem seu ser
e aqueçam seu espírito.
Ouça o som do coração dele;
baterá forte e fervoroso
como os ecos do trovão.
Cuide de sua mente,
perceba seu halo, mas...,
Mas não mencione que o notou...
Ele te avisa,
então esteja pronta,
desfrute do seu tempo...
Preencha sua mente
com o brilho de seus olhos
na cor das esmeraldas,
Deixe-se cativar
por esse olhar de jade;
deixe que seus braços
te protejam da queda.
Tenha bravura
para sonhar alto
enquanto se entrelaçam
às estrelas do céu noturno.
E...,
Desfrute do seu tempo,
abraçando-o com carinho e
abnegação, pois,
Eles partem e não retornam.
Marcelo HB
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