O Tempo Passa e a Gente nem Percebe

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⁠Eu vivi pensando que era amor esse tempo todo... no fim das contas nem era amor , nem era paixão, nem era nada demais... nem era na verdade...

O tempo vai passando
E momentos vou vivendo
E sem querer vou aprendendo
Que ninguém é eterno.


Revivendo enumeras vezes a mesma verdade
Que o tempo só aumenta a saudade.
No final, eterno são os momentos e não as pessoas
Se não sucumbem nas distâncias,
A morte nos tratará ao rubro a verdadeira realidade
Por isso sempre que der vai e sem receio abrace


Com lágrimas ainda lembro
Desde tom intenso, até a tonalidade suave
Do barulho das ondas do mar e o guincha das aves
Do amarelo ao laranja do pôr-do-sol
E do grande vazio que sobrou
Que o tempo criou .


O ontem, ensinou-me


Hoje olho para mim no espelho
E já enxergo as rugas a se formarem
Com peso da decepção, do vazio da nostalgia
E da fragilidade da vida


Ontem, ensinou-me
Que está a vida, é linda!
Até o tempo fazer suas travessuras
Então o vazio escorrer no rosto
Com sabor do sal apimentando o gosto


O ontem, ensinou-me
Como o Eterno é lindo,
Até viver já não fazer nenhum sentido
E olhar para o abismo como a saída
Enxergar na morte a paz...

*Aquilo que o tempo não consegue levar.*


O bar tinha apenas três mesas ocupadas. Um casal discutia em voz baixa no canto, um homem dormia abraçado ao copo como se aquilo fosse uma espécie de documento de identidade, e eu estava no lugar de sempre, perto do balcão, ouvindo uma música antiga sair do junkbox com aquele som cansado de quem também já viveu mais do que deveria.
O dono do bar limpava um copo que nunca parecia ficar limpo. Talvez fosse uma mania. Talvez fosse uma forma de passar o tempo sem precisar pensar nele.
Pedi outra dose.
Não porque precisava beber. Isso seria uma explicação simples demais. Às vezes a gente não procura o álcool. Procura um intervalo. Um lugar onde ninguém pergunte quem você se tornou depois de tantos anos tentando ser alguém.
Fiquei olhando aquelas pessoas espalhadas pelo salão e pensei que todo bar é uma pequena sala de espera.
Cada mesa tem alguém negociando consigo mesmo.
Tem gente tentando esquecer uma conversa que nunca teve coragem de iniciar. Tem gente comemorando uma vitória que já perdeu o sentido. Tem gente rindo alto apenas para não ouvir o próprio silêncio.
Eu conheço bem esse tipo de gente.
Conheço porque já sentei em todas essas cadeiras.
Existe uma despedida que acontece sem barulho. Ela não chega anunciada. Não leva malas. Não deixa bilhete em cima da mesa.
Ela apenas começa a diminuir alguma coisa dentro da gente.
Um dia você percebe que já não ri como antes. Que alguns sonhos perderam a força. Que aquela vontade quase irresponsável de mudar tudo foi substituída por uma lista de desculpas bem organizadas.
É assim que a vida costuma vencer.
Não destruindo.
Adaptando.


Ela não precisa arrancar sua coragem. Basta oferecer conforto suficiente para que você mesmo entregue.
A tragédia não está nos cabelos brancos, nas rugas ou nos anos acumulados.
A tragédia é quando alguém olha para dentro e percebe que virou exatamente aquilo que prometeu nunca ser.
Uma pessoa aceitável.
Uma pessoa que aprendeu a engolir a própria indignação para manter a mesa organizada, o emprego seguro e a fotografia da família sem rachaduras.
Aos poucos, a tempestade vira previsão do tempo.
E depois a culpa vai para os anos.
Como se o calendário tivesse assinado os contratos por nós.
Mas a verdade é menos bonita.
Foram pequenas escolhas. Pequenas desistências. Pequenas covardias guardadas como se fossem maturidade.
O homem do canto pediu mais uma bebida. O casal foi embora sem se despedir. A música mudou no junkbox.
Eu continuei ali.
Pensando que talvez o maior perigo da vida não seja perder tudo.
Talvez seja conservar tudo e perder a si mesmo no processo.
Porque o tempo realmente leva algumas coisas.
Leva a juventude.
Leva a força.
Leva o corpo devagar, sem pedir permissão.
Mas existe uma parte que ele não consegue tocar.
A parte que ainda deseja.
A parte que ainda se revolta.
A parte que ainda é capaz de errar por vontade própria.
Essa parte não morre com o tempo.
Morre quando a gente abandona.
Então eu levantei o copo, não como uma celebração, mas como um aviso para mim mesmo.
Ainda havia alguma coisa ali.
Alguma coisa imperfeita.


Alguma coisa que não tinha aceitado completamente a derrota.
E talvez seja isso que mantém alguns de nós de pé.
Não a esperança.
A esperança é uma palavra muito bonita para uma noite tão cansada.
Talvez seja apenas a recusa silenciosa de entregar tudo.
Porque no fim das contas, o tempo leva apenas o corpo.
O resto...somos nós que deixamos para trás.

Não é egoísmo pensar em si.


Às vezes, passamos tanto tempo nos colocando em segundo lugar, fazendo pelos outros, compreendendo, ajudando e abrindo mão das nossas próprias necessidades… que esquecemos de nós.


E então percebemos algo importante: nem todo mundo vai fazer por nós aquilo que fazemos por eles. Não necessariamente por falta de amor, mas porque cada pessoa está ocupada vivendo a própria história, cuidando das próprias necessidades e fazendo suas escolhas.


Por isso, cuidar de si não é deixar de amar o outro. É simplesmente parar de se abandonar em nome dele.


Você também merece a mesma atenção, cuidado e consideração que oferece ao mundo.

Quem está construindo, não tem tempo para destruir.

Estrangeiro Dentro de Casa




Sinto-me velho antes do tempo,
mal amado, gasto e sem alento;
um homem perdido, sem direcção,
com ferrugem antiga dentro do coração.
O mundo parou quando aprendi a viver,
e desde então não o consigo entender;
as ruas mudaram, as vozes também,
mas algo em mim ficou preso ao ontem.
Passo noites sozinho, sem nada esperar,
lambendo velhas feridas que não querem sarar;
empoeiradas, profundas, escondidas na pele,
como cartas esquecidas que ninguém mais lê.
Atiro cigarros mortos contra a calçada,
vendo a fumaça morrer na madrugada;
cada brasa acesa, cada cinza no chão,
parece um pequeno funeral do meu coração.
Sou estrangeiro no meio da multidão,
um rosto sem pátria, sem nome, sem mão;
e quando finalmente volto para casa,
sou estrangeiro até onde a minha sombra passa.
Tenho vinte e poucos, mas carrego cem anos,
coleccionando fracassos, silêncios e enganos;
o tempo corre, mas eu fiquei para trás,
num mundo que já não me reconhece mais.
E talvez envelhecer seja simplesmente isto:
perder aquilo que um dia julgámos ter visto;
ficar acordado enquanto tudo vai embora,
e conversar com a solidão até nascer a aurora.

Queria ter tempo para ler todos os meus livros, queria ter tempo para te ver envelhecer após suas conquistas e antes de outras muitas que virão.
Queria ter tempo de te ver brilhar nos palcos de mundo , de ver sua arte ser reverenciada e sua performance elogiada em cada obra que atuar.
Queria ter tempo de ver o mundo mudar para melhor.
Queria ter tempo de ver racismo ser um fato passado, homofobia e qualquer tipo de preconceito e violência serem apenas crimes que nunca mais se repetirão.
Queria que o amanhã fosse o agora...

O tempo não nos falta; nós é que o desperdiçamos com aquilo que julgávamos eterno. Dedicamos horas ao que pouco importava e negamos minutos a quem talvez só precisasse de um gesto. Um dia, o silêncio nos ensina a diferença — mas, nessa altura, o tempo já não aceita devoluções.:::

É uma reflexão muito interessante. A Terra é, ao mesmo tempo, o planeta que habitamos e talvez o único que conseguimos conhecer de verdade, enquanto os outros permanecem, em grande parte, como mundos distantes que imaginamos através das descobertas da ciência.

E existe algo bonito nisso: talvez você nunca pise em outro planeta, mas pode conhecê-los por meio das imagens, estudos e descobertas dos cientistas e da NASA. De certa forma, viajar pelo conhecimento também é uma maneira de viajar pelo universo.

A amizade é o tempo transformado em laço, onde a alma descanda da solidão para se reconhecer na virtude do outro.

Que o tempo ensine a nós, que vivemos em desamparo,
que a vida adulta não é tamanho fardo.
Você pode ser, para si, o abrigo nunca encontrado,
o afago, por vezes, negado.
Orgulhe-se: o tempo de outrora, é passado.

Nas vibrações da teoria das cordas, ressoam tonalidades que ecoam pelo tempo e pelo espaço. As cores absorvidas pela imensidão do microcosmo refletem-se no macrocosmo, revelando a nossa própria essência humana.
​Novas crônicas inscrevem-se nas espirais do nosso DNA. Nascemos da luz de nebulosas geradas pelo sopro final de estrelas que morreram há milhares, ou talvez milhões, de anos.
​O foco do telescópio faz resplandecer os olhos de quem observa. A imaginação resgata Galileu apontando sua luneta para a escuridão da noite — uma época em que apenas tochas iluminavam a Terra — para contemplar Marte, os anéis de Saturno e os relevos da Lua. O espetáculo de ver um astro errante atravessar o céu.
​A imensidão de testemunhar momentos únicos: um eclipse total, a trajetória de meteoros queimando na atmosfera sob um céu limpo, livre de poluição visual e sonora. Naquele tempo, restavam apenas anotações e manuscritos; as teorias nasciam do olhar. Conhecimentos que se tornaram evidências, enquanto tantas outras descobertas se perderam com o incêndio da Biblioteca de Alexandria, um tesouro inestimável da humanidade. Projeções de uma era em que a ciência e a alquimia enfrentavam a intolerância.
​Na busca por um sentido mais profundo no universo em que habitamos, enfrentamos a horda massiva de dúvidas que reside em cada um de nós. Criamos protocolos, fórmulas e normas acadêmicas. Mas nem todo conhecimento foi feito para a frieza dos números.
​Para que expor em detalhes aquilo que a poesia traduz com mais alma? Para que tornar público o estudo de uma vida a meros observadores? A ciência precisa transbordar sentimento — para que não se torne fria, nem perca a sua capacidade de encantar.

O tempo leva consigo todo tipo de coisa; extraia dele o que há de bom e expanda, sempre, o bem.

O tempo é uma condição como instrumento

A promessa se cumprirá, mas o tempo pertence a Deus. A espera exige resiliência, a escassez prova o caráter e as adversidades purificam a fé. Esses processos não são punições, mas o crisol divino para que você suporte e celebre a vitória que está por vir.

“Há coisas em mim que o tempo não levou. Apenas deixou mais profundas, mais silenciosas e impossíveis de decifrar.”

Se somos feitos de palha, se somos feitos de pétalas: ambas o tempo levará. Mas o destino para o qual irão só Deus saberá.

O cangaço marca a história que o tempo guardou, a arte que o sertão reinventou e a cultura que o Nordeste eternizou, revelando a resistência de um povo em meio às lutas, aos conflitos e às invasões que atravessaram um tempo de coragem, violência e contradições.

O orgulho pode até aplaudir a si mesmo por um tempo, mas a história só guarda com honra a memória dos humildes.

O tempo sempre arranca as máscaras: quem aparenta ser bom, mas destila o mal e despreza os puros, descobre que a falsidade é a porta de entrada para a própria ruína.