O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
"Foi-se o tempo em que o Pato Donald reinava apenas na Disneylândia; hoje, ele quer reinar também em toda a vizinhança."
"Sou do tempo em que o fio do bigode era mais poderoso do que uma assinatura em um pedaço de papel. Hoje em dia, me choco quando me deparo com verdadeiras ratazanas humanas, roendo os papéis de acordos previamente assinados. Esses tais ratos de hoje jamais teriam se proliferado em uma época onde a palavra de homem era lei, pois, possivelmente, seriam todos imediatamente exterminados através de um simples duelo de honra, ou pelo uso de poderosos venenos existentes na ocasião."
"Não brinque de cabo de guerra com idiotas; o tempo perdido não vale a sua energia. Após caírem no fundo do poço, jogue a corda."
Há quem diga que esquecer é questão de tempo. Eu desconfio. O tempo só aperfeiçoa a memória; ensina ela a usar máscaras melhores.
Sem perceber, eu continuo te procurando.
Não em fotos. Essas eu já conheço de cor. Te procuro nas coisas que nunca te pertenceram, mas que aprenderam teu idioma.
Quando o primeiro acorde de Arctic Monkeys atravessa o silêncio, meu peito ainda olha para a porta, como se alguma parte de mim acreditasse que certas músicas continuam sabendo o caminho de volta. Oasis faz pior: transforma saudade em paisagem. É como caminhar por uma rua antiga onde ninguém mora mais, mas todas as janelas permanecem acesas.
Eu te encontro nos livros que compro sem motivo. Há sempre uma frase que teria arrancado um sorriso teu, e, por um instante, leio em voz baixa para alguém que já não está. Fecho a página como quem fecha uma conversa interrompida.
Também te procuro nas pessoas.
Não porque elas se pareçam contigo. Seria injusto com elas e impossível contigo. Mas existe um gesto, um silêncio, uma maneira de inclinar a cabeça enquanto escutam, um riso que dura meio segundo a mais... e, por um instante vergonhoso, meu coração pergunta se finalmente te encontrou de novo. Nunca encontrou. Eram apenas desconhecidos carregando pedaços que a minha memória decidiu roubar.
Há cidades que conspiram.
Volto a lugares onde estivemos e eles insistem em manter tua ausência exatamente onde você a deixou. A mesa continua pequena demais para duas pessoas. A calçada ainda sabe a direção dos nossos passos. O vento atravessa a mesma esquina com a mesma delicadeza, como se ignorasse que agora sopra apenas contra um corpo.
É estranho viver assim.
Como alguém perseguido por um fantasma que não assombra a casa, mas os detalhes. Um perfume na rua. Um casaco da mesma cor. Uma música tocando ao fundo de um café. A dedicatória esquecida na primeira página de um romance. Nada é suficiente para trazer você de volta, mas tudo parece suficiente para lembrar que um dia esteve aqui.
Talvez seja esse o verdadeiro peso de amar alguém.
Não é sofrer pela ausência da pessoa. É perceber que ela contaminou o mundo inteiro. As músicas deixam de ser só músicas. Os livros deixam de ser só livros. As ruas deixam de ser ruas. Tudo passa a existir em dois tempos: antes de você e depois de você.
E eu sigo vivendo.
Converso, sorrio, conheço rostos novos, aperto outras mãos. Mas existe uma parte de mim que continua fazendo comparações em silêncio, como quem procura uma constelação específica num céu cheio de estrelas. Não porque as outras sejam menores, mas porque meus olhos aprenderam, há muito tempo, exatamente onde repousava aquela luz.
Talvez um dia eu pare de te procurar.
Ou talvez não.
Talvez algumas pessoas não terminem quando vão embora. Elas apenas se espalham. Ficam escondidas entre acordes, páginas, esquinas e olhares alheios, transformando o mundo inteiro numa coleção discreta de lembranças.
E o mais cruel é que ninguém percebe.
Só quem continua procurando.
íbis 458
Se existisse uma rachadura no tempo, ela não teria o formato de um portal. Teria o formato de uma chave de hotel.
Não importava quantas cidades existissem, quantos anos tivessem passado, quantas pessoas tentassem convencê-lo de que seguir em frente era a única direção possível. Havia uma porta que continuava respirando dentro da memória.
Era um número comum para qualquer recepcionista. Um quarto qualquer, num corredor qualquer, de um hotel que provavelmente já havia trocado os carpetes, repintado as paredes e substituído os colchões. Mas para ele, aquele número havia deixado de ser arquitetura. Tinha se tornado religião.
Às vezes acordava no meio da madrugada convencido de que tudo aquilo era um erro de cálculo.
Talvez tivesse digitado a sequência errada na vida.
Talvez o destino não fosse uma linha, mas um elevador. E ele apenas apertara o andar errado.
Então imaginava.
E se, em vez de voltar ao 505…
…eu voltasse ao 458?
Talvez fosse ali.
Talvez fosse aquele o quarto que o universo escondera para quem insistia demais.
Na fantasia, ele atravessava o lobby sem dizer uma palavra. O cheiro do carpete era o mesmo. A máquina de gelo fazia o mesmo ruído distante. O elevador subia lentamente, como se cada andar pesasse uma década inteira.
Quarto andar.
Corredor silencioso.
A mão tremia sobre a maçaneta.
Nunca era a coragem que faltava.
Era o medo de descobrir que a esperança também envelhece.
A porta cedia devagar.
O quarto permanecia mergulhado numa penumbra azul, iluminado apenas pela luz da cidade atravessando as cortinas.
Duas possibilidades existiam.
Na primeira, o frio.
Uma cama perfeitamente arrumada.
O travesseiro intacto.
Nenhuma mala.
Nenhum perfume perdido nas fibras do lençol.
Só o ar parado de um lugar onde ninguém esperou por ninguém.
Era ali que ele compreendia que alguns lugares continuam existindo apenas porque alguém insiste em carregá-los por dentro.
Na segunda…
Ela estava sentada na beira da cama.
Como da última vez.
Os pés descalços tocando o carpete.
As mãos apoiadas sobre o colo.
Nem surpresa.
Nem felicidade.
Como se nunca tivesse ido embora.
Como se o tempo tivesse esperado apenas por ele.
Ela levantava os olhos.
Sorria daquele jeito pequeno que sempre parecia pedir desculpas ao mundo por existir.
E perguntava, quase rindo:
Demorou tanto assim?
Era sempre nessa hora que o delírio começava a ruir.
Porque ele nunca conseguia responder.
Não por falta de palavras.
Mas porque compreendia, por um instante cruel, que não era ela quem estava presa naquele quarto.
Era ele.
Ela permanecia exatamente igual porque a memória não envelhece.
Quem voltava diferente era sempre o homem diante da porta.
Mais cansado.
Mais vazio.
Mais cheio de discursos que jamais teria coragem de dizer.
Ele caminhava até ela.
Queria tocá-la.
Queria confirmar que alguns milagres ainda obedeciam à física.
Mas quanto menor ficava a distância, mais ela parecia feita da mesma matéria dos sonhos que esquecemos ao abrir os olhos.
Ela desfazia primeiro nas mãos.
Depois no rosto.
Depois na voz.
Até sobrar apenas o quarto.
Silencioso.
Frio.
Absolutamente vazio.
Foi então que compreendeu a crueldade da mente.
Ela não quer voltar ao passado.
Ela fabrica um passado que nunca existiu exatamente daquela forma, só para continuar tendo para onde fugir.
O quarto nunca foi o problema.
Nem a cidade.
Nem o hotel.
Era a esperança infantil de acreditar que existe um número certo capaz de devolver uma versão perdida de alguém.
Ele fechou a porta pela última vez.
Não porque tivesse deixado de amá-la.
Mas porque finalmente percebeu que nenhum corredor leva de volta para pessoas que só continuam vivas dentro da memória.
E enquanto caminhava em direção ao elevador, sorriu de um jeito estranho.
Como quem aceita que alguns endereços não pertencem aos mapas.
Pertencem apenas aos delírios de homens que, durante tempo demais, confundiram saudade com destino.
O amor de mãe é imenso, é um amor que acolhe, protege e permanece, independentemente do tempo ou das circunstâncias.
Se estiveres esperando
O Tempo para agir
Quando o tal Tempo chegar
Podes não mais existir.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/08/2025
Se você ficar calado
E nunca questionar
Você vai parar no tempo
E o seu EU vai acabar
E virarás múmia humana
Sem atitudes, insana
Serás Zumbi sem pensar.
Gélson Pessoa
Santo Antôniodo Salto da Onça RN
22/02/2026
Antes que o Tempo Passe
Envelhecer é um privilégio. Chegar à velhice realizado é uma escolha.
Não espere o tempo ensinar o que a coragem pode fazer hoje. Visite quem ama, viaje, aprenda, cuide da saúde e abrace novos desafios.
Ame sem medo. A gratidão ilumina os dias. Os sonhos que valem a pena são os seus, não os dos outros. Afaste-se do que rouba sua paz e aproxime-se do que faz sua alma crescer.
Vale a pena ser teimoso quando a felicidade exige esforço. Há conquistas que dão trabalho, pedem coragem, insistência e paciência. Mas desistir delas custa muito mais caro: custa uma vida inteira de arrependimentos.
O medo prende. A fé coloca os pés na estrada.
No fim da caminhada, o que pesa não são os erros, mas as oportunidades que deixamos passar.
Viva de um jeito que, ao olhar para trás, você encontre lembranças — e não arrependimentos.
Peregrino Nino Carneiro
Redemoinho
O homem nasce menino
na planície verde e monótona,
onde o tempo mastiga devagar
os ossos das horas.
Tudo é pacato.
Tudo é árido.
O horizonte não traz ameaças.
Então chega o dia
em que ele se confronta com o furacão.
O tufão do Atlântico e do Pacífico,
carregado de cores, ruídos, promessas,
vidas demais até para mil existências.
O giro tempestuoso desloca o mundo.
Arranca o que era chão.
Semeia o que já nasce morto.
Nada permanece.
As coisas não amadurecem,
apenas surgem
e se dissolvem
sem parto
e sem luto.
O homem-menino abre os braços.
Quer o clarão,
quer o excesso,
quer o impossível.
E o redemoinho o aceita.
Engole seus sonhos frágeis,
mistura artefatos, rostos, desejos
em uma nuvem de poeira disforme.
Agora é homem.
O menino ficou para trás
como um retrato esquecido na estante,
como letras gravadas na velha árvore.
Está no olho do furacão.
Silêncio dentro.
Caos ao redor.
Já não acompanha o giro.
A mudança o ultrapassa
como um trem que não para em nenhuma estação.
Olha ao longe
as pradarias de onde veio.
Vinhas imaginárias.
Um tempo sem gritos.
Um tempo sem pressa.
Mas descer já não é gesto.
É amputação.
Ele tornou-se o próprio vento
que o desfaz.
A cada segundo
um pouco menos sólido,
um pouco mais vapor.
Ao homem sempre restará
esse vício antigo:
abandonar o simples
e, tarde demais,
implorar pela simplicidade.
Com o tempo deixei de invejar os que são amados. Existe uma ingenuidade quase sagrada em acreditar que dois abismos podem salvar-se mutuamente. Eu conheço melhor a natureza humana. Sei que, por vezes, até o afecto é apenas uma forma mais delicada de abandono.
“O tempo não é uma Ciência humanística exata. A espera de hoje por motivo de alguém, será a demora de amanhã por sua causa. Respeite com paciência."
—By Coelhinha
O tempo é a nossa mais valiosa moeda. À medida que você cresce e se desenvolve, o valor do seu tempo se intensifica, sendo fundamental usá-lo com sabedoria, especialmente com aqueles que não reconhecem seu verdadeiro valor.
Queria ter parado no tempo, mas entendo que a mudança foi necessária e que, independente do meu amanhã, o meu coração se alegra por apenas ter vivido coisas lindas em tempos passados.
"A exclusão pode ferir por um tempo, mas não tem poder para definir o seu futuro. Continue caminhando com fé, dignidade e esperança. Porque quem sabe quem é não permite que a rejeição determine quem será."
Amar é o ato de oferecer ao outro o recurso mais escasso e valioso que temos: o nosso tempo e a nossa atenção total. É ser o ponto de ancoragem no meio da correria, da pressão do trabalho e dos desafios diários.
Quando o Senhor do Tempo e da Vida está no comando de nossas vidas, nenhum caminho se fecha para nós.🕊
Não aguento mais!
Na televisão é coronavirus, Covid-19 o tempo todo!
A Globo não mostra outra coisa!.
Se você não aguenta mais ver na televisão, imagina contrair e depois ter que disputar atendimento ou espaço em UTI na saúde pública!
Segundo o representante da moral e bons costumes, 70% vai contrair e pronto!
E alguns irão morrer, Ou muitos E DAI??
- Relacionados
- 37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias
- 63 frases sobre o tempo para aproveitar cada momento
- Frases sobre processo para compreender o tempo certo das coisas
- Frases sobre Efemeridade do Tempo
- Tempo Amor Impossível
- O tempo cura tudo: 43 frases que mostram que ele sara as feridas
- Um dia a gente aprende
