O Tempo Passa e a Gente nem Percebe

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Quando os pobres se derem conta ao desejarem ascender junto aos ricos a escada há muito tempo já terá sido vendida.

No final das contas, deve-se agradecer às uvas e não ao tempo pela qualidade e maturação do vinho.

Queimem os calendários: o tempo dirá a verdade.

A vida é um curto intervalo de tempo, entre um estou aqui e um até breve.

Como são tolos os pássaros que refazem seus ninhos, diante do tempo nebuloso que circunvizinha a cidade.

Como perdemos tempo a ensinar virtudes, quando na realidade todo o banquete do conhecimento não passa de uma anedota recitada pelos deuses.

Há vinte e quatro anos o Brasil não leva uma Copa do Mundo, tempo suficiente para estar adulto e não acreditar em análises de comentaristas esportivos.

⁠Ao alcançar as estrelas teremos a plena certeza da nossa pequenez e ao mesmo tempo da nossa grandiosidade diante daquilo que somos

⁠Duvide sempre de quem proclama dizer a verdade. E sobre a mentira? Ora, não dá tempo de duvidar

Se você ouvir a voz do vento chamar pelo teu nome, corre enquanto é tempo, é tempestade que se aproxima

Memórias de Nós

Nossos passos se cruzaram no tempo.
Nossos olhares se encontraram no espaço.
Eu te amei com todo o meu ser,
Com cada batida do meu coração.

Eu te dei meu amor, minha vida,
Minha alma, minha essência, meu tudo.
Mas e você, me amou?
Ou foi apenas um sonho, uma ilusão?

Você não conseguiu me ver,
Além das sombras que eu escondia.
Não conseguiu me ouvir,
Além das palavras que eu não dizia.

Por que você não podia me amar,
Do jeito que eu sou, imperfeito.
Não podia aceitar,
Minha verdade, meu coração exposto.

Eu te amei, mas e você me amou?
Ou foi apenas um capítulo,
Em sua vida, um momento,
Um breve encontro?

Agora estou aqui sozinho,
Com as memórias de nós dois.
E me pergunto, meu bem,
Se você também se lembra de mim.

Mas não guardo ressentimento,
Apenas uma saudade profunda.
Porque eu entendi,
Que você não podia me amar como eu precisava.⁠

Tudo acontece no tempo de Deus, o tempo que decorre em nossa percepção limitada nunca é de fácil compreensão.
Euforia, angústia, apatia, estas moldam a nossa percepção do tempo que, como grãos de areia, escorrem por entre os dedos das mãos, por vezes fugaz, por vezes moroso, sempre na normalidade de nossa percepção vaga.
Nunca entenderemos o tempo de Deus, pois o tempo de Deus não é medido por segundos, minutos, horas, dias, meses ou anos, não é medido por séculos e milênios; o tempo de Deus é eternidade, e o eterno é descrito e sabido por nós, mas não é algo que nossa compreensão permite-nos sentir.
Se o tempo por nós percebido se molda conforme sentimos, e se o que sentimos não respeita limites impostos ou se possa traduzir pelo que nosso vocabulário, limitado a palavras que expressam nossa ânsia por compreensão; se até no íntimo da observação de si mesmo a percepção é limitada, a bagagem permite a compreensão de cada ser em sua individualidade, faz sentido o tempo até hoje ainda ser uma aporia.
O tempo, como compreendemos, se molda no espaço, distorce frente à massa, gravidade, e isto é imperceptível a quem vivesse tal experiência, e mesmo assim ainda seria moldado por sentimentos e estados do próprio ser que distorcem a percepção.
Tendo-se este entendimento, sobre o tempo pouco se sabe, e sobre o tempo de Deus basta apenas crer e, de maneira mansa, aguardar o que da sua vontade é.

Nelson Hideo Iwasse Junior
22/06/2026

Minha pequena,
tão leve em meus braços,
ao mesmo tempo gigante em um abraço.
Como pode um coração
todinho preenchido
no simples laço de um abraço.


21/07/26

E o tempo...


O tempo pode ser rei ou escravo.
Pode morar no presente, insistir no passado ou nos conduzir a um futuro ainda desnorteado.
O tempo não espera, não acelera, não desacelera, apenas segue seu curso.
Não passe a vida correndo atrás do tempo, aprenda a vivê-lo.
Tenha tempo para viver o tempo: amando, aprendendo, perdoando, agradecendo e construindo memórias.

Escravo é todo aquele que não tem tempo para o amor;

Tem quem viva deliberado, calculando cada passo, Organiza os próprios sonhos, faz do tempo um grande laço. Tem quem dança com o acaso, sem perder a dignidade, Transformando cada risco numa nova liberdade.

O Alquimista de Si Mesma
Houve um tempo em que meu nome era Resistência.
Eu me fiz de pedra para não quebrar,
e de muro para ninguém atravessar sem permissão.
Aprendi a ler o silêncio dos outros antes de ouvir minha própria voz,
acreditando, genuinamente, que o amor era um prêmio de consolação
para quem conseguia carregar o peso mais pesado sem reclamar.
Mas a terapia é esse outono necessário.
É o momento em que a árvore percebe que as folhas —
aquelas certezas antigas, aqueles medos vigilantes —
já não nutrem mais; elas apenas pesam.
E eu estou aqui, na delicadeza de me deixar desfolhar.
Dói nomear os fantasmas.
Dói perceber que, por anos, eu não vivi, eu apenas estrategiei a sobrevivência.
Mas há uma beleza sagrada em olhar para as mãos cansadas
e decidir que elas não precisam mais segurar o mundo.
Que elas podem, enfim, se abrir para receber.
Eu me perguntava: “Quem serei eu se a dor for embora?”
Hoje, o espelho responde com um sussurro:
Você será o horizonte, não apenas o caminho.
Será o mar, não apenas a barreira que contém a onda.
Não sou fraca por querer descanso.
Sou, pela primeira vez, forte o suficiente para admitir que sou humana.
Estou trocando a minha armadura de ferro
por uma pele que sente, que vibra e que, apesar de tudo, ainda se emociona.
Não estou apenas me curando;
estou finalmente me apresentando a mim mesma.

Tempo di fiori, anzi, tempo di vedere i fiori. Ci sono momenti in cui, pur essendo immersi nella stagione primaverile, non si riesce a vedere i fiori. Questo accade quando il cuore è immerso nel più profondo oceano delle incomprensioni, vivendo conflitti di origini confuse e poco chiare. È possibile cogliere la bellezza dei fiori e la grandiosità dei doni che la vita offre solo quando il cuore entra in modo serenità trovando la sua pace.

Rozilda Euzebio Costa

"O legítimo talento humano não brota no clique instantâneo dos algoritmos, mas no tempo de maturação nesta terra."

Esquinas da cidade


Nas esquinas da cidade, um ladrão de sonhos,
remexeu as gavetas do tempo, buscando em seus tronos sonhos adormecidos.
Espalhou o encanto pela vida desnuda,
como um poeta que em versos nunca se ajuda.
O céu, testemunha dos segredos perdidos,
sussurra histórias de amores e sentidos...
Os sorrisos se misturam ao pó das calçadas,
enquanto a brisa leva memórias entrelaçadas pela brisa que se espalha pelo ar.
Corações pulsantes guardam esperanças,
sorrateiros dançam nas instâncias...
Despertando encantos em cada canto da cidade tão cheios de dor,
transformando essa dor em arte, em puro amor.
Assim, a cidade respira o seu lamento,
onde sonhos se tornam eternos, se camuflam... no vento todo tempo.