O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
Poesias madrugadeiras para Rodeio
Poesias madrugadeiras para Rodeio
eu escrevo o tempo inteiro,
Porque amor por este lugar
eu tenho no meu peito,
Aqui é o meu lar mais do que perfeito.
Depois de longo tempo desci da montanha silenciosa, deparando-me com as massas acríticas e barulhentas, logo irritei-me, como esperado, em nada haviam evoluído.
23/02
Não desperdice o seu
tempo com quem
não deseja ter contato
com você porque a vida
é curta e não vale a pena
perder tempo com quem
nunca vai te merecer.
O que é seu, o tempo e a vida protegem. Se alguém se foi, não era para ser. Confie no que Deus reservou: se o amor de agora parece grande, o encontro com sua alma gêmea será ainda maior. Não lamente a partida de quem abre caminho para o verdadeiro encontro da sua alma
A vida é um ensaio de um voo que só se completa no ar. Somos o encontro do que o tempo apaga com o que a alma insiste em escrever.
Muitas vezes tratamos o nosso passado como um tribunal onde somos, ao mesmo tempo o réu e o juiz cruel. O sofrimento que carregamos não é pelo evento em si, mas pela nossa recusa em deixá-lo ser apenas memória no presente, caímos na armadilha da intelectualização. Tentamos compreender a vida como se ela fosse um problema de matemática a ser resolvido. No entanto, a vida não é problema a ser resolvido, mas uma realidade a ser experimentada. Enquanto gastamos energia tentando entender o porquê de tudo, a vida acontece no intervalo do nosso pensamento.
O universo não pune, ele apenas devolve. A injustiça é um empréstimo com juros altos: o tempo pode até ser paciente, mas a conta do equilíbrio é inevitável.
Na linha do tempo da minha memória,guardo todas as lembranças como aprendizado,e tudo que tirei como lição,não guardo magoas nem tristezas ou arrependimentos,me sinto agradecida e até vitoriosa por tudo que aprendi.
Não custa lembrar
que ainda é Primavera
no Hemisfério Sul,
Estamos em novembro,
é tempo de floração
de Tucaneiro do achado,
dizer que sinto do amor
não ter encontrado.
Não há nenhuma regra
teoria da conspiração
segredo ou que eu esteja
buscando o inatingível;
Quero o quê é simples que
tem a força diária de fazer
o quê for preciso para ser.
Estou buscando por você
que é tão humano quanto,
querendo acertar o passo,
o amoroso sentimento
no afã de um acordo perene
e cúmplice com o tempo.
Acordei como quem tivesse
caminhado por muito tempo,
Não foi por falta de aviso,
para evitar este mal que
não deveria nem ter nascido.
Nenhum povo merece passar
nem um segundo por isso:
Ser arrancado do lar e destino
por causa do que é vil e do perigo.
Sempre que insistirem fazer
que a vida perca o sentido,
assumo ser a que persisto
com o grau de rebelião mais fino.
Os teus pés como os meus não
nasceram para ser refugiados;.
Nós nascemos com raízes,
passaram conosco dos limites.
Sou mais do que pedra e fuzil,
sou todo o povo que está farto,
poema denúncia em disparo
para não calar o quê tem sido fardo:
(Deslocamento interno forçado).
#poesiabrasileira
#poetrycommunity
#poetry
Observar o tempo
no florescimento
do Murici arbóreo,
Não se esquecer
da própria História,
é usar a sua lógica.
Honrar quem fez
o caminho primeiro,
Não querer fazer
as coisas do seu jeito.
Aceitar o destino,
moldar-se a rota,
partilhar e abraçar
sem receio a multidão
colocando-a no coração.
Floresce e resiste as estações
do tempo na Mata Atlântica,
a Rainha-do-abismo nesta terra
de Santa Catarina romântica.
Inspirando também a acontecer
do amanhecer ao anoitecer.
Manhã de Sol e noite enluarada,
Porque tu és flor enraizada
e filha de cada novo alvorecer
desta Pátria nascida libertada.
Não preciso te dar este poder
porque ele é teu desde nascer.
Está em tempo de aprender
a respeitar e de reconhecer
o legado da ancestralidade
da terra e da que cruzou o mar,
e que até o nosso idioma
por cada qual foi moldado,
sem criar um novo pecado.
Cultivar o olhar não limitado
pela cronologia e que encontra
na mata o Vassourão florido
sob o céu de novembro vestido.
Deixar-se levar pela festa do que é
de fato culturalmente enraizado,
e não mais se permitir seduzir
por aquilo que nos foi empurrado.
Tudo o quê a dança
do tempo faz em mim,
Tem me preparado
todos os dias para nós,
Canta o Bem-te-vi,
o vento sopra a Licuri,
Se dizem que amar
faz mal que nada de ti
e de mim nos afaste,
Que destino nos aproxime
e a gente se segure,
E que a importância alheia
não nos ocupe e nem capture.
Sem nenhuma pretensão
de ser nenhum pouco
diferente do que sou,
não volto atrás no tempo
que por mim passou.
O meu próximo rumo
é sempre em frente,
não disputo os espaços
que não me pertencem,
até as plêiades sabem.
Sob os teus olhos entre
as grumixamas que tingem
os lábios e a imaginação
rendidos para o gamahuche
inaugural para a cavalgação.
A sorte por nós foi lançada,
não é mais um jogo de sedução
que não vai dar em nada,
estamos na mesma conexão
a cada dia mais alinhada.
Perto do tempo da Inuíba
florescer existem razões
imperiosas para te dizer
porque é preciso crescer.
Sempre que deixo alguém
é porque foi dado motivo,
Não caminho junto com
quem faz o outro diminuído.
Longe de ser narcísica
a visão e o autovalor
os mantenho refinados,
para ser sempre preservados.
Diante de ações e palavras
pelas quais não as procurei,
ao lado de quem as elegeu, não fico;
para não abalar a beleza do caminho.
Sem vê-lo pressinto
que se casou por dentro
comigo sem saber,
Dezembro é tempo
de Faveiro florescido
e de viver convicto
o seu amor junto comigo,
por tudo aquilo que
ainda não fomos, somos
e seremos até o infinito.
Na colheita da Guáçatonga
do tempo sentir por detrás
tomando conta avassaladora
o ritmo adorável e implacável
dos teus suspiros devoradores,
E consentir que os teus beijos
totais se tornem senhores.
Cobrindo-me toda com a tua
pele masculina reluzente e solar,
Abrindo o espaço sem pestanejar
ao êxtase opulento me levar
ali mesmo pelos teus apalpos
aos andares da intimidade,
E pelos teus ousados abraços
render-me com gana e liberdade.
Deixar o teu olhar fio sedutor
conduzir a instrução
de cada toque arrebatador,
Com os nossos lábios
impulsionar o desejo imparável
de manter entrelaçados
o amor, a paixão e o inevitável;
Como se fosse a primeira
vez que a gente tivesse namorado.
(Sem receios e sem reservas
das expectativas românticas
transformar dois ímpares em par).
A maturidade emocional é uma das conquistas mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais revolucionárias da vida. Não se trata de apagar sentimentos ou fingir indiferença diante do caos, mas de aprender a conviver com eles sem se perder. É como caminhar por uma cidade barulhenta e, ainda assim, manter dentro de si um espaço de calma, onde o ruído não alcança.
Ela nasce quando entendemos que não temos controle sobre o comportamento dos outros, mas temos controle sobre nossas respostas. É nesse intervalo entre o estímulo e a reação que mora a liberdade. Quando alguém nos critica, provoca ou decepciona, podemos escolher se vamos entregar nossa paz ao impulso ou se vamos respirar fundo e responder com consciência. Essa escolha, repetida dia após dia, é o que nos fortalece.
Ser emocionalmente maduro é aceitar que a vida não se curva às nossas expectativas. É perceber que insistir em ter sempre razão, em esperar que os outros ajam como nós agiríamos, é uma prisão invisível. A maturidade nos convida a soltar esse peso, a abandonar o rancor e a transformar a raiva em aprendizado. Não significa tolerar injustiças ou se calar diante do que fere nossos valores, mas sim escolher batalhas com sabedoria, preservando aquilo que é mais precioso: a paz interior.
Na prática, maturidade emocional é pausar antes de responder, é nomear o que sentimos para não sermos reféns da emoção, é enxergar na crítica uma oportunidade de crescimento, é usar o silêncio como escudo quando a provocação não merece resposta. É agradecer pelo que temos mesmo nos dias difíceis, porque a gratidão dissolve a raiva e abre espaço para a serenidade.
No fundo, maturidade emocional é a arte de viver com leveza em meio ao peso do mundo. É a coragem de olhar para dentro e reconhecer que a verdadeira força não está em controlar os outros, mas em dominar a si mesmo. E quando aprendemos isso, descobrimos que a paz não é um acaso, mas uma escolha diária — uma escolha que nos liberta.
Tatianne Ernesto S. Passaes
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