O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
Tem gente que quer uma sombra no quintal, mas não tira uma folha da varanda. Tem preguiça até para olhar o sol.
Se a gente soubesse a diferencia que fazemos na vida de uma pessoa, a gente já começava o dia dizendo: você já conseguiu, já deu tudo certo!
Há momentos em que precisamos, sim, ter um pouco de loucura; tirar da gente aquelas coisinhas embrulhadas, chatas. Prisioneiras da gente.
"Nem tudo que a gente não conta vira mentira; às vezes é só o desejo de proteger o que sobrou da paz."
eu sou simplesmente eu
No meio da multidão, quanta gente, quantos risos e eu quieta,
Só olhando, sentindo e nem ao menos pensando, só olhando
Uma dor foi me apertando, uma angustia crescente, chegou a faltar o ar.
Engoli,
seco, coloquei a mão no peito, coração batendo forte e sendo preenchido
por uma tristeza imensa, tão grande, tão grande que chegou à doer,
minutos
passando,de repente um leve roçar em meu rosto, naõ era ninguém,
sómente o vento me mostrando que eu não estava só, mas eu não estava
só, tanta gente ao meu redor, como essa tristeza e essa solidão ? O que
me falta ? eu não sei,
Só angustia, tristeza, me perco então nos
meus pensamentos e viajo, pra onde não sei, um lugar qualquer, todos
são iguais e o aperto no meu peito aumenta, me sufoca, Deus, o que é
isso ?
De repente explosões, olho para o céu, luzes, luzes muito brilho, um barulho ensurdecedor,
mas
o espetáculo é lindo, tranquei então minha tristeza, minha saudade,
angústia e dor, e me deixei transportar pelo brilho e luzes que
continuavam explodindo no céu,
Dai o silencio, senti algo quente em
minhas faces, eram lágrimas, de alívio talvez, então me virei e vi o
rosto do meu filho, lindo ,deslumbrado com tanta beleza, olhei naqueles
olhos inocentes e sorri…..e assim o abracei e disse feliz 2009.
Há alturas que só se alcançam quando a gente se abaixa. Descobri isso ajoelhado, diante do meu sobrinho — um pequeno mestre que ainda chama o tempo de milagre e o quintal de mundo.
Aprender a ser grande não tem nada a ver com subir, conquistar ou colecionar aplausos. Tem a ver com reaprender a ver do chão, de baixo, da inocência que a pressa desaprende. O olhar das crianças não mede, não julga, não calcula. Apenas acolhe. E quem acolhe, cresce.
Ajoelhar é um gesto sagrado: é dizer ao universo que não se esqueceu de onde veio. É lembrar que a sabedoria mora nas alturas baixas, nas perguntas simples, nas respostas que ainda não têm forma.
Ser grande, talvez, seja isso: caber inteiro num instante pequeno.
Porque quem se abaixa para amar, se eleva sem perceber.
— Douglas Duarte de Almeida
Não é uma despedida, é só uma hipótese — dessas que a gente pensa baixinho quando o peito lembra que é finito.
Se um dia eu fo, aliás, quando eu for, quero ir sem inventar desculpas. Já pedi perdão demais por ser intenso, por sentir demais, por não caber nos silêncios que esperavam de mim. Cansei de negociar minha essência pra parecer leve.
Não quero ser lembrado por “ter sido bom”, quero ser lembrado por ter sido real. Por ter misturado ternura com acidez, fé com ceticismo, coragem com medo, e mesmo assim, ter seguido. Quero que alguém, em algum momento, perceba que viveu com um pouco mais de coragem depois de cruzar comigo. Isso já me basta. Não deixo herança: deixo faísca. Se ela acender em alguém, sigo vivo.
E se perguntarem o que aprendi, direi: aprendi a me atravessar sem mapa. A perder com dignidade. A me refazer sem plateia. E a amar sem manual — porque o amor, no fim, é o último idioma antes do silêncio.
(Douglas Duarte de Almeida)
Há dias em que algo dentro da gente desperta como quem encosta a mão numa ferida antiga e, pela primeira vez, não recua. Vem uma lucidez quieta, dessas que não fazem barulho, mas deslocam tudo por dentro. Uma compreensão branda de que a vida é feita de tentativas — algumas inteiras, outras tortas — e que não há vergonha alguma nesse descompasso.
Fiquei pensando no quanto a gente insiste em sustentar a pose de quem acerta sempre, quando, na verdade, o amor se constrói é na hesitação. No passo em falso. No gesto que sai pela metade, mas ainda assim diz tudo. Amar é caminhar sabendo que o chão cede, que o corpo treme, que o coração desobedece. E, mesmo assim, continuar.
Há algo de profundamente humano em admitir que não damos conta de tudo. Que tropeçamos nos próprios medos, que às vezes derrubamos o que queríamos proteger. Essa honestidade silenciosa — a de reconhecer nossas bordas — abre um espaço onde o outro pode respirar sem performance, sem armadura, sem exigência de perfeição.
No fundo, acho que a beleza está nesse acordo invisível entre dois inacabados: a permissão de ser falho sem ser abandonado. A coragem de mostrar a rachadura e confiar que ela não será usada como arma. O abrigo construído não pelo acerto, mas pela delicadeza de tentar de novo — e de novo — mesmo sabendo que não existe garantia alguma.
E talvez seja isso que mais me atravessa: a percepção de que falhar não nos faz menores. Às vezes, é justamente o que nos torna verdadeiros. Porque só quem aceita o próprio desalinho consegue amar com profundidade — e permanecer, apesar das quedas, com uma força que não se aprende, apenas se vive.
"Gente mentirosa que gosta de incriminar e difamar os outros merecem o desprezo e o apodrecimento no mar do sofrimento e do vazio existêncial"
Promessas urgentes
(1Evaristo)
Toda essa gente
Que o pseudo rico diz não querer trabalhar
É uma classe à parte, inteligente
Que não se engana por qualquer falar.
Essa gente briosa
Que o pseudo rico chama preguiçosa
É uma classe à parte, independente
Que aprendeu a cuidar da própria mente.
Essa gente inútil e cricri
Que o pseudo rico chama de mimimi
É uma classe à parte, inteligente,
Trabalhadora, basta o sol surgir,
Mas não se engana com promessas urgentes
Que sabe-se bem é só pra enganar a gente.
feradapoesia.blogspot.com
Dolce Peccato!
Sabe aquela pessoa
que a gente só encontra nos livros,
que aparece nos filmes
e que, por alguns segundos,
faz a gente acreditar
que certas pessoas simplesmente não existem?
Pois bem...
você existe.
E talvez seja justamente isso
que mais me desconcerta.
Porque não é sobre perfeição.
Eu não acredito em perfeição.
Também não acho que você tenha vindo
de outro planeta,
embora, às vezes,
seja difícil acreditar
que alguém como você
possa caminhar pelo mesmo mundo que eu.
É sobre ser incomum.
Sobre ter alguma coisa
que eu ainda não sei explicar,
mas que meus olhos reconhecem
antes mesmo que meu coração consiga entender.
Você é sem igual.
E, sabe...
eu acredito que você é o meu número,
meu tipo,
aquela combinação improvável
que a vida parece esconder
até o dia em que, de repente,
coloca diante dos nossos olhos.
E então a gente olha
e pensa:
“Era você?”
Ah, Dolce Peccato...
Você é aquele tipo de mulher
que muitos desejam.
Mas talvez desejem errado.
Porque alguns vão olhar para o teu corpo
e parar exatamente ali.
Eu não.
Eu quero saber da tua alma.
Quero conhecer teus silêncios,
entender teus medos,
descobrir aquilo que você esconde
quando sorri para o mundo
e finge que está tudo bem.
Quero saber o que te faz rir
até esquecer da hora,
o que te faz perder o sono,
quais sonhos você guarda
e nunca contou para ninguém.
Porque o teu corpo pode chamar atenção,
mas é a tua essência
que me prende.
E talvez seja isso
que me assuste.
Porque desejar alguém
é fácil.
Difícil é sentir vontade
de conhecer cada parte invisível
que existe dentro dela.
E eu sinto.
Sinto vontade de ficar
quando o mundo inteiro
talvez queira apenas passar.
Sinto vontade de te proteger
não porque você seja frágil,
mas porque até as pessoas fortes
merecem, às vezes,
ter alguém ao lado
quando o mundo pesa demais.
Se eu pudesse te proteger do mundo inteiro,
eu me colocaria em sua frente.
Seria o teu escudo humano.
Não para impedir o mundo de chegar até você,
mas para lembrar que,
se algum dia ele tentar te derrubar,
você não precisará enfrentar tudo sozinha.
Porque eu estaria ali.
E talvez você nem saiba
o quanto isso significa para mim.
Talvez você nunca perceba
que, em meio a tantas pessoas
que poderiam simplesmente passar pela minha vida,
você fez morada
sem sequer pedir licença.
E é estranho...
Porque eu não sei exatamente
quando aconteceu.
Só sei que, em algum momento,
você deixou de ser
apenas alguém que eu admirava
e se tornou
aquela pessoa que eu procuro
mesmo quando não estou procurando ninguém.
Dolce Peccato...
talvez você seja mesmo um pecado.
Mas não daqueles que a gente se arrepende.
Você é o tipo de pecado
que a gente guarda em segredo,
protege entre os pensamentos,
sorri quando lembra
e, no fundo,
agradece por ter cometido.
Porque existem pessoas
que a gente conhece.
Existem pessoas
que a gente deseja.
E existem aquelas raríssimas
que a gente sente.
Você...
eu sinto.
A causa do olhar
Tem gente que olha os outros como juízes em causa própria e se esquecem deles próprios, mas um dia esse olhar lhes vai bater à porta.
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