O Tempo Passa e a Gente nem Percebe

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Voltei, mas já tô querendo é desvoltar, porque eu acho que voltei demais no tempo. Eu fiz que fui, não fui e acabei nem “fondo”.

O Cangaceiro do Futuro (série)
1ª temporada, episódio 2.
Inserida por pensador

A gente poderia
Conversar a noite inteira
Mas amanhã é segunda-feira
Eu tenho contas a pagar
Eu tenho que apagar a luz
Eu quero estar dormindo
Quando o despertador tocar
A gente poderia
Conversar a noite inteira
Falando sério só de brincadeira
Mas eu quero dormir um sono profundo
Eu quero estar em outro mundo
Quando o sol raiar
A gente poderia
Conversar a noite inteira
Poderia deixar a luz acesa
A noite inteira
Mas, por favor, esqueça
Eu quero tirar da cabeça
Tudo que mereça atençao
A gente pode conversar
Sobre o que há de mais sagrado
Ao mesmo tempo
Cometer os maiores pecados
A gente pode falar de liberdade
Sem sair da prisão
Pode falar sobre o céu
Sem tirar os pés do chão.

Tenho muito orgulho de fazer parte de algo que é tão significativo para tanta gente.

A gente fica adulto e a primeira coisa que a gente quer na vida é catar um lugar no mundo, sair da nossa família pra buscar nossa independência, sabe? Aí a gente vai envelhecendo e a gente percebe que o nosso lugar no mundo é do lado da nossa família.

⁠“É sobre a sintonia das nossas almas
A guerra dos nossos egos
A forma como a gente se machuca e se ama
Em proporção parecida
É sobre viver
Ferir
E ser ferido
É sobre o pedaço do meu coração
Que pertence a alguém
Que não sou eu.”

Imagina, a gente livre, sem nada, sem hora pra nada, sem prisão, sem pressão. Imaginar não é crime, né?

Frutos Humanos
Marco Arawak


Se a gente fosse explicar as pessoas como frutas, ia economizar muita terapia.
Ou pelo menos ia deixar o sofrimento mais organizado por categoria.


A banana é perfeita. Presente, fácil, resolve tudo, não complica.
Ou seja… completamente ignorada.
Porque se não te dá ansiedade, você nem reconhece como interesse.


A maçã é padrãozinho. Bonita, alinhada, parece saudável emocionalmente.
Você morde e descobre que já estava machucada faz três relacionamentos… só bem administrada.


A pera é madura, tranquila, sabe o que quer.
Basicamente tudo que você vive postando que procura…
e tudo que você ignora porque “não sentiu química”.
Química, no seu caso, é trauma com boa comunicação.


A uva é golpe silencioso.
Você pega uma achando que é leve… quando vê já está emocionalmente comprometido com um cacho inteiro de problema que ninguém combinou.


A cereja então… aparece pouco, fala pouco, some do nada.
Você cria uma história inteira.
A pessoa só mandou um “kkkk” e você já estava escolhendo nome de filho.


A manga é intensidade. Chega doce, quente, envolvente.
Você sabe que vai dar trabalho.
Mas vai mesmo assim, com a autoconfiança de quem claramente nunca aprende.


O morango é lindo. Perfeito. Instagramável.
Dura menos que promessa de “vamos ver no que dá”.


A melancia é animada, social, divertida.
Mas na intimidade… às vezes é só água gelada ocupando espaço emocional.


O melão é o primo que ninguém chamou mas apareceu.
Não é ruim… mas você também não lembra por que está ali.


O abacaxi tem fama de difícil que vale a pena.
Na prática, às vezes é só difícil mesmo e você está insistindo porque já investiu tempo demais pra admitir que errou.


O maracujá parece equilibrado. Vibe zen.
Três minutos sem resposta e já está escrevendo um roteiro completo de abandono.


O limão não tem filtro. Fala tudo.
Machuca? Machuca.
Mas pelo menos não te deixa meses tentando entender o que quis dizer com “depois a gente vê”.


O coco é fechado. Muito fechado.
Quando finalmente se abre… você já está emocionalmente em outro estado, com outra pessoa e outro trauma.


O kiwi é o diferentão.
Você julga, ignora… depois descobre que era bom e fica com cara de quem perdeu promoção por preconceito.


A tangerina é envolvente. Cheiro forte, presença marcante.
Mas dá trabalho, faz bagunça e deixa rastro.
Inclusive na sua paz.


A goiaba é sincera. Simples, direta, cheia de caroço.
Não é perfeita… mas também não te faz perder tempo fingindo que é.


A laranja é sociável. Fácil de gostar, fácil de dividir.
Mas sempre tem uma amarga pra te lembrar que você confia demais no básico.


E o abacate…
o abacate não é pra qualquer um.
Tem gente que prova e fala “não tem gosto”.
Claro que não tem… você também não tem maturidade pra sentir.


No fim, ninguém é só uma fruta.
Tem dia que a pessoa está madura, no outro está verde… e ainda assim quer ser tratada como sobremesa premium.


O problema nunca foi o tipo de fruta.
É você ignorar as boas, correr atrás das complicadas e depois abrir o Instagram pra postar “ninguém presta”.


E sejamos sinceros…
você não quer algo diferente.


Você quer o mesmo erro…
só que com uma casca nova pra não parecer repetição.

Pequenos no Mundo, Grandes na Busca


_Marco Arawak_


A gente é criado acreditando que o mundo tem um manual de instruções escondido em algum lugar.
Embora a nossa vida inteira seja, no fundo, uma longa prova de que esse manual simplesmente não existe.

A gente passa anos tentando construir certezas, guardando-as como "moedas velhas em cofre", convencidos de que, quanto mais acumulamos, mais seguros estaremos.

Mas a vida, essa arquiteta implacável, nos mostra o contrário.
Os planos podem desmoronar. Pessoas, às vezes, seguem outros fluxos sem aviso prévio.

É nesse momento de ruptura que a gente descobre: "ter dúvida não é um defeito, mas sim a gente sendo gente, desarmado".

Omedo de não saber não é uma falha de caráter. É o estado mais honesto da nossa existência.

"Aprender a viver é aceitar que a gente não vai ter o mapa".

Por mais que a nossa mente ansiosa busque atalhos, a verdade é que a incerteza "não é um problema para ser resolvido, é o cenário". Não se luta contra o palco onde a peça acontece; a gente apenas aprende a caminhar nele.

A gente sofre porque tenta empurrar sentimentos gigantes dentro de caixas pequenas. Mas, diante da dor de uma perda ou da intensidade de uma saudade, a única saída é "lidar com o mistério".

Entender que, longe de ser falta de inteligência, essa incapacidade de explicar tudo é, na verdade, o que dá "profundidade para essa confusão".

Se tudo fosse óbvio, onde estaria a beleza?

Cansa querer ter a palavra final. Cansa carregar o peso de ser o dono da verdade.

Quando a gente finalmente se permite o "alívio de soltar a corda", a vida ganha uma leveza nova. Isso não significa desistir da busca. Pelo contrário.

A vida vale o esforço justamente porque "o enigma nunca termina".

→ ser pequeno demais para caber o mundo, mas grande o suficiente para querer continuar perguntando.

No fim das contas, a nossa condição é essa.
E, apesar de todo o desconhecido, é nessa pergunta constante que a gente se define.
É uma viagem, no mínimo, interessante.

Ás vezes o que a gente precisa mesmo é botar um ponto final naquela história que acabou em uma virgula.

Inserida por maria_gabriela_2

⁠As "tentações" não são pedras em nosso caminho e sim lembretes de que a gente sempre tem escolha.

Inserida por ahelena_souza

⁠No crime, quando a gente tem um problema, a gente resolve.

Inserida por pensador

⁠Acho que essa viagem é uma chance de a gente ser feliz.

Inserida por pensador

⁠Fizemos a primeira Longa Marcha há anos para inspirar gente comum.

Inserida por pensador

Não vem com essa historinha de falar que idade é cadeado pra gente poder viver novas experiências. Isso eu não vou admitir.

Inserida por pensador

Você sempre falou pra gente fazer o que ama.

Inserida por pensador

Eles acham que a gente vai abaixar a cabeça, mas a gente não vai. Não vão calar a nossa boca. Porque o sangue dos nossos filhos não é barato. Porque nós somos os pais e mães do Brasil.

Inserida por pensador

⁠Estou cercada de imbecis, pessoas,animais, é tão difícil tentar ser algo, as vezes a gente só quer ser areia ou água do mar.
ser criança pode ser difícil, ser adolescente pode ser difícil, ser adulto pode ser difícil, ser idoso pode ser difícil, existir pode ser difícil, para morrer não se precisa de coragem, mas para viver precisa.

Inserida por agarotadoabismo

Não fique se queixando da vida que tem ,ou da vida que leva ,você não percebe!!
Mas não da valor a metade das coisas que tem!!!

Você percebe que não sabe lidar com a vida quando olha para trás e vê mais buracos em que tropeçou do que obstáculos que saltou.

Esse processo de desapego, dói, muito, principalmente quando você percebe que tudo o que você e a pessoa viveram juntos não significou, nada, para o outro que seguiu a vida como quem segue viagem e em algum momento troca de ônibus. É, o desapego, dói.