O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
OLHAR DO TEMPO
Não posso, e nem quero, olhar a vida alheia, muito menos julgá-la: afinal, também tenho meu teto de vidro!
Eu observo, isto sim, o tempo que corre velozmente e me expõe nu...
A fadiga que hoje me pesa nos ombros, eu a criei. E das sementes que plantei, busco regá-las. Mesmo que não colha os melhores frutos, estarei pronto para a colheita, no tempo certo!
O tempo é o próprio jogo da vida. Rebuscar o passado requer coragem, exige nobreza; é uma questão de honra!
Ensinaram-me valores tais que me perdi neles. Não por culpa de outrem, mas pela minha própria visão tacanha sobre o mundo.
Eu vivo as ilusões que me foram ensinadas e busco aperfeiçoá-las, de modo que tudo que vejo se torne belo. Não para mostrar aos outros o caminho da felicidade, mas para provar a mim mesmo que também erro quando falho em entender os porquês da vida!
Eu ouço o despertar do relógio, e são 6 horas...
Logo mais, ouço o badalar dos sinos, e são 18:00 horas. Comprazo-me com o tempo: ele foi ajeitado em compassos lentos nos ponteiros do relógio... mas a vida... a vida passa, dando sinais de que o tempo que me resta jaz confinado neste corpo. Um corpo pueril e condenado à dor; a dor que eu não queria sentir, mas que, por consequência das horas, se desfaz involuntariamente nas veladas marcas do tempo.
Insistir
nessa ideia maluca
de tentar mudar o outro,
é desperdiçar recursose o tempo destinadosa nossa justa
melhora, nunca do
outro!
O tempo é um tecido que se desfaz nas mãos da rotina: fios compridos de ontem se soltam em fiapos que caem no chão do quarto. Às vezes, tentamos costurar as bordas rasgadas com promessas — pontos rápidos, gesto apressado —, mas a agulha escorrega porque a memória tem vida própria. Há bolsos escondidos nesse pano onde guardamos cheiros e conversas; aberto, o bolso revela bilhetes amarelados, recibos de encontros que não se repetirão. Quando chove, as cores do tecido sangram, e aquilo que jurávamos ser permanente vira aquarela. Ainda assim, entre os rasgos, nas pontas soltas, encontram-se nós que salvam: abraços que prendem retalhos, risadas que emendam dois instantes. À noite, alguém passa a mão sobre a superfície e sente calor — uma prova de que, apesar do desgaste, o tecido ainda guarda corpo. Não é zelo que evita o desgaste, é atenção: escolher com que cuidado dobramos as horas, com que delicadeza tratamos as sobras. O resto, inevitável, se desfaz; e, no espaço que surge, podemos aprender a costurar novas formas de presença.
A Mente em Foco na Floresta do Tempo
Na floresta densa da vida, onde o tempo se mistura como galhos velhos, a mente em foco brilha com originalidade. Ela ignora caminhos confusos e corta direto para o agora, transformando a saudade em força para o futuro. A originalidade nasce assim: não no passado triste, nem no futuro distante, mas no agora vivo.
Na floresta do tempo, a mente em foco usa a saudade como luz, guiando para um futuro novo e fresco. O agora é a porta; o futuro, o reflexo.
Assim, ela cria algo único, livre das sombras do tempo.
"A Flor que Esqueceu de Chorar"
Trabalhar tanto
que não dá tempo de sentir as próprias dores.
A rotina me mantém de pé,
mas talvez seja justamente ela
que não me deixa perceber
o quanto estou cansado de permanecer.
Dizem que água faz a flor crescer,
mas se uma flor recebe água demais,
ela não fica mais bonita.
Ela morre.
E talvez eu esteja assim:
recebendo demais,
fazendo demais,
carregando demais,
sem nunca ter tempo
de simplesmente ser.
Não sentir minhas dores
me tira a oportunidade de chorar,
de gritar,
de colocar para fora
tudo aquilo que ficou preso
no fundo de mim.
Porque a dor não desaparece
só porque tenho compromissos.
Ela continua aqui,
quieta,
me corroendo por dentro,
enquanto eu respondo mensagens,
cumpro horários,
trabalho,
sorrio
e digo que está tudo bem.
Mas não está.
E talvez tudo que eu precise
seja um momento sem obrigações,
sem pressa,
sem precisar ser forte.
Um momento para parar,
respirar,
chorar tudo aquilo
que eu não tive tempo de sentir.
Porque até uma flor precisa de tempo
sem receber água
para continuar viva.
E talvez eu também precise
de um pouco de silêncio
antes que todo esse excesso
me faça morrer por dentro.
Foi muito difícil lhe deixar. Pensei que não ia suportar essa distância. Tanto tempo depois consegui admitir que meu amor por você é o mesmo. Você está intocável dentro de mim.
Passei tanto tempo colocando a dor no bolso, escondendo meus próprios problemas, porque os meus nunca pareciam prioridade. As circunstâncias sempre faziam da necessidade do outro algo maior, mais urgente, mais digno de atenção.
Até que veio o acúmulo. E com ele, a implosão
silenciosa, mas devastadora, causando danos profundos.
Agora estou aprendendo qual é o meu lugar de prioridade dentro da minha própria vida. Aprendendo a dar passos que antes nunca me foram permitidos.
Mas hoje surge um novo dilema nas circunstâncias da vida: minha dor já não cabe mais no bolso. Ela transborda, aparece até no silêncio. Tento guardá-la em uma gaveta, mas até essa gaveta está quebrada. E, ainda assim, a prioridade segue sendo cuidar de uma dor física, visível, aquela que todos conseguem enxergar.
E a que ficou em mim?
A que implodiu por dentro?
Existe forma de impedir que os danos ultrapassem os limites do aceitável, quando se viveu tanto tempo sem saber se colocar no próprio lugar?
“Toda lei nasce limitada pelo tempo em que foi escrita, mas pretende alcançar pessoas que ainda não nasceram.”
Muitas vezes, passamos tanto tempo presos a uma situação, a um relacionamento, a um trabalho... Passamos tanto tempo vivendo uma rotina que já não nos vemos mais sem ela, não nos reconhecemos mais se não estivermos ligados a ela. Simplesmente decidimos não ir adiante e tiramos a liberdade do outro de ir. Aprisionamos, acorrentamos e fazemos mal (principalmente a nós mesmos). Talvez, essa necessidade insana de permanecer, seja apenas medo de enfrentar o novo ou, quem sabe, medo de deixar o “velho” e não se reconhecer mais, de perceber que você mudou a tal ponto que, nem nos mínimos detalhes se reconhece mais. Talvez, seja medo de descobrir que o vazio que acreditava ter preenchido nesse relacionamento, ainda continua aí, dentro de você.
Vale mesmo a pena, continuar nisso por pura teimosia? Vale mesmo a pena, seguir atrelado a isso, se nem a sua paz te acompanha mais? Vale mesmo a pena, fechar as portas para novas oportunidades que verdadeiramente te farão feliz? Vale mesmo a pena, se desgastar tanto, simplesmente para não ser o primeiro a compreender que acabou?
Qualquer pessoa é suficientemente inteligente para perceber quando uma relação chega ao fim, que qualquer situação só pode ser levada a diante se for capaz de ser saudável, se for leve, se for agregadora.
Tudo o que te tirar o equilíbrio, a paz, o ânimo; que tirar o brilho do seu olhar, que manchar o seu sorriso e/ou lhe tirar o prazer e a leveza, SIMPLESMENTE NÃO VALE A PENA!
Decidir sair de uma situação assim não é sinal de fraqueza. Não significa que você fracassou!Significa apenas que você é maduro o suficiente para compreender que deu certo e durou apenas o tempo necessário (nem menos, nem mais) e que chegou a hora de investir em novos sonhos, novas conquistas.
Liberte-se! Deixe ir e vá buscar a felicidade que lhe espera logo ali.
A vida muda, o tempo cura...
Mas o tolo insiste em doer, prefere lembrar o que falta, do que agradecer o que tem pra viver.
O suficiente
Te procurava no inconsciente,
nas entrelinhas do universo,
nas dobras do tempo,
em um passado bem distante.
No futuro, além do infinito,
mas estava aqui mesmo, no presente.
Poderia passar a vida inteira
te olhando em silêncio,
e já seria o suficiente.
Não se trata de posse
ou desejo;
é algo mais intenso,
que transborda em meu peito.
Não vejo complexidade
na ausência,
não clamo os seus beijos;
minha alma apenas sente saudade,
mas se acalma quando o vejo.
Não preciso tocar
ou me satisfazer;
o silêncio é meu segredo.
Estar por perto
é o que anseio.
Estará aqui para sempre...
Mesmo sem palavras,
mesmo sem nada,
não diminui o que sinto;
a sua existência,
para mim, já é suficiente.
As estrelas não mentem
Ao anoitecer a imaginação desperta com ares de dona do tempo,
pois sabe passar silenciosamente por todas as estações sem ser vista e tocada,
mas com uma habilidade sensitiva descomunal e quase beirando a realidade no espectro do sentir.
Céu de nuvens
Muita beleza ao mesmo tempo,
A arte ganhando vida em movimentos únicos,
Entre desenhos formados a olho nu, uma imensidão de cenários pedem passagem,
É esplendoroso ver as nuvens correndo quando olhamos para o céu!
Pois por meu intermédio os seus dias serão multiplicados, e o tempo da sua vida se prolongará.
Provérbios 9:11
Entrega tua vida nas mãos do Senhor e serás testemunha viva de bênção sem fim! Um feliz aniversário para você!
Eu Escolho Amar
Viver é decidir o tempo todo. Até mesmo o simples fato de cruzarmos os braços e escolhermos não fazer nada já é uma decisão que molda o nosso destino. Afinal, o amanhã nunca é uma surpresa do acaso; ele será sempre a consequência exata daquilo que escolhemos fazer no dia de hoje. Diante de todas as dores, das colheitas difíceis e dos caminhos do mundo, a nossa alma precisa tomar uma posição. E, para o meu caminho, a decisão já está tomada. Diante da pressa do tempo e da semente que preciso plantar, eu não hesito: eu escolho amar. Escolho o amor universal que acolhe, o carinho que perdoa e a paciência que espera o tempo certo de Deus. Que o meu amanhã seja o reflexo dessa luz que decido acender agora, pois sei que o amor é a única escolha que nunca nos traz arrependimentos.
Pandemia
A vida se transformou em um labirinto que precisamos percorrer sozinhos e, ao mesmo tempo, juntos procurando a única saída: não capotar em uma curva.
Eu sou como um livro
Eu sou como um livro esquecido na estante do tempo, com páginas amareladas pelo que senti demais.
Nem todos leem a capa, poucos chegam ao índice, mas cada palavra minha carrega um silêncio que só o coração atento consegue decifrar.
Há capítulos escritos à lápis, cheios de dúvidas, outros gravados à tinta forte da paixão.
Entre linhas tortas, guardei nomes, promessas, e um amor que virou poesia quando não coube mais no peito.
Algumas páginas estão rasgadas pela ausência, marcadas por lágrimas que borraram o sentido.
Mas até os erros têm sua narrativa,
pois é no conflito que a história respira e aprende a continuar.
Nem todo parágrafo é alegria,
há noites inteiras escritas em prosa escura.
Ainda assim, sigo aberto, página por página, porque quem ama de verdade não pula os trechos difíceis.
E se um dia alguém me ler até o fim,
vai entender que não sou só palavras.
Sou memória, sou estrada, sou entrega.
Um livro que não termina na última página, mas recomeça em cada amor que ousa me ler.
Porque as vezes é viver
Ele senta no escuro
como quem conversa com o próprio tempo,
a lua não responde,
mas também não vai embora.
O violão descansa no colo
sem pressa de ser tocado,
há noites em que o som é pensamento
e o pensamento já basta.
O céu espalha estrelas
como lembranças soltas,
nem doem, nem alegram,
apenas existem.
E ali, sem promessas ou pedidos,
ele fica mais leve,
porque às vezes viver
é só estar.
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