O Tempo e o Vento

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Aproveite a vida em toda a plenitude, porque o tempo passa mais rápido do que o vento. A vida é como um rio que passa em silêncio e contorna todos os obstáculos até chegar ao encontro com o mar.

“” Águas que foram
Águas que março
Vento na folha tremula no chão
Ao gosto do tempo
Brotando o verão...””

O que fica




O que fica depois do tempo,
É o toque que não foi vento,
É o amor que fica mesmo
Quando o corpo já se foi...




Fica o som da tua risada
Pendurada na varanda,
Fica o cheiro na lembrança,
Fica o rastro do que eu fui...


Fica o gesto em tua xícara,
O café que nunca esfria,
Fica a calma e a ventania,
Fica o canto que te inclui...




Fica o que a pressa não levou,
O que o tempo não varreu,
Fica a fé no que restou,
Do que é teu, do que é meu...




Fica o sol na tua sombra,
O abraço que desdobra,
Fica o sim que o medo ouvia
Mas fingia que não via...


Fica a paz no improviso,
Fica o passo sem aviso,
Fica o amor que não precisa
De promessa pra existir...




Fica o que a pressa não levou,
O que o tempo não varreu,
Fica a fé no que restou,
Do que é teu, do que é meu...




E se um dia eu me perder de mim,
Segue o som, segue o jardim...
A flor só floresce onde há espera,
E o amor só vive se for primavera...




Fica o que a pressa não levou,
O que o tempo não varreu,
Fica o amor que resistiu,
Mesmo quando tudo ardeu...




O que fica depois do tempo
É o toque que não foi vento...
É você.

⁠Dias cor de cinza e chuvosos,tempo frio e ruas em silêncio,o único som que ecoa é da brisa do vento,sublime paz me parece!

Junto do vento que vem do sul, para bem além de onde o sol se põe, depois do oeste, onde o tempo se curva, flui a fonte da inspiração pura e indomável, a melodia que o mundo ainda não ouviu, gravada nas estrelas ancestrais.

Emanuel Andrade: O tempo voa neste vento que sopra forte
No galope de cada ser ao toque de um gesto, ou algo de concreto e preciso.
Por isso sonho neste sono perdido pela dormencia dos tempos e precisto.
Insisto no meu atelliê que esculpe meu ser e dos demais.
Nāo sāo actos banais!
É tudo natural e real.
Bliscado pelos sinais.
Procuro salvaçāo num canal.
A minha abstraçâo.
Dos adventos no carnal.
Encontro inspiraçāo.
Para sacear minha sençāo.
Na pulsaçāo da brisa.
Da razāo e da emoçāo.
Quero descobrir, novamente o meu sorrir.
Para medir no palco,
O aplauso desejado.
Pela luta intensa entre os mundos de outra gente.
Começo a contagem decrente
Para o ascender e nāo me perder.
Tranformado em outro ser por ter conhecido.
[16/07, 07:17] Emanuel Andrade: ​1. O Tempo e o Movimento
​O poema abre com uma sensação de urgência e fluidez ("o tempo voa", "vento que sopra forte"). O autor descreve a vida como um "galope", sugerindo que a existência é um movimento contínuo e veloz que, por vezes, nos deixa em um estado de "dormência" ou desconexão — o "sono perdido" que ele menciona. Aqui, a arte surge como o contraponto necessário: o "concreto e preciso" que tenta dar forma a essa fugacidade.
​2. O Ateliê como Espaço de Cura e Criação
​O "ateliê" não é apenas um lugar físico de trabalho, mas um espaço de alquimia pessoal. Ao dizer que o ateliê "esculpe meu ser e dos demais", o autor sugere que o seu processo criativo é uma ferramenta de autoconstrução. Há uma afirmação de propósito: o que ele faz "não são actos banais", mas algo profundamente "natural e real", reivindicando a dignidade da sua produção artística frente à banalidade do cotidiano.
​3. A Dualidade: Abstração vs. Carnal
​O poema explora a tensão entre o imaterial e o físico:
​Abstração: Reflete o mundo interior, os "sinais" e a "inspiração" que ele busca.
​Carnal: Reflete a realidade vivida, os "adventos" e a necessidade de "saciar" a sensação.
A arte, para o autor, é a ponte que une a "razão" e a "emoção", transformando o fluxo do que ele sente em algo que pode ser compartilhado com o mundo.
​4. O Palco e o Reconhecimento
​O desejo de "descobrir, novamente o meu sorrir" e a busca pelo "aplauso desejado" revelam uma faceta humana e vulnerável: a necessidade de validação. O "palco" pode ser lido como uma metáfora tanto para a exposição pública do artista (as suas exibições e performances) quanto para a própria vida, onde ele encena a "luta intensa entre os mundos de outra gente".
​5. A Metamorfose Final
​O encerramento — "Começo a contagem decrescente / Para o ascender e não me perder / Transformado em outro ser por ter conhecido" — é um ciclo de renovação. O autor reconhece que o conhecimento e a experiência (o "ter conhecido") são os agentes que operam a mudança. Ele não teme a transformação; pelo contrário, a abraça como um mecanismo de "ascensão" para evitar a perda de si mesmo.
​Síntese
​Em suma, o poema é um manifesto de resiliência. Emanuel Bruno Andrade utiliza a escrita para processar a sua própria trajetória, elevando a sua prática artística de uma simples atividade criativa para uma missão de "salvação" e conexão humana. É a voz de um artista que compreende que, para existir plenamente no mundo, é preciso estar em constante estado de criação e transformação.

Não há nada mais silencioso que o tempo, que passa que nem um vento a nossos olhos.

“O vento do tempo pode até baixar a chama, mas basta um pouco de calor para que ela reacenda na mesma altura”

“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”

Hoje o vento trouxe o cheiro do tempo
e bateu no rosto sem aviso.
Tinha gosto de estrada,
de coisa vivida,
de lembrança que não vira saudade,
mas pede atenção.

⁠Quando o vento, a agua e até mesmo o tempo bate e a chama não apaga, tem um nome: amor!

Primavera. Dias de vento, de chuva e de mudanças.
Talvez seja tempo de abrir as gavetas da alma, reorganizar o que ficou guardado e revisitar aquilo que, por algum motivo, deixamos para depois.
Dias longos de reflexão, de escuta e de silêncio.
Um tempo de paz, não como ausência de conflitos, mas como possibilidade de ouvir o que existe dentro de nós.
Na psicanálise, escutar também é uma forma de cuidar: dar espaço às palavras, aos sentimentos e até aos silêncios que tantas vezes tentamos esconder.
Que esta primavera nos inspire a olhar para dentro com mais delicadeza, compreender nossas histórias e deixar ir aquilo que já não precisa permanecer.


Cleide Regina Scarmelotto

O tempo é vento traiçoeiro.



Eu te encontrei quando o mundo falava baixo,
quando meus dias cabiam em silêncio e rotina.
Teu nome surgiu como quem não pede licença,
e o coração, distraído, abriu a porta sem defesa.


Tuas mãos não prometeram eternidade,
mas ensinaram o agora a respirar melhor.
Nos teus olhos aprendi que o amor não grita:
ele fica, mesmo quando o medo chama mais alto.


Pintei futuros no contorno do teu riso,
mesmo sabendo que o tempo é vento traiçoeiro.
Ainda assim, escolhi te amar inteiro,
porque metade de amor também é solidão.


Se um dia fores ausência, não te culpo:
há encontros que existem só para salvar.
Ficas em mim como luz depois do pôr do sol —
não ilumina o caminho, mas prova que valeu brilhar.

Deixa o vento soprar o que não ficou,
Deixa o tempo levar o que não brotou.


Se não floresceu, não era estação,
Se não permaneceu, faltou coração.


Guardei silêncio onde havia querer,
Aprendi que amar também é ceder.


E no espaço vazio que ficou em mim,
Planto esperança
— recomeço, enfim.




P.silva3

Teixo antigo, arqueiro do tempo:
aprendeu a suportar o vento por anos para, em um único instante,
ensinar à flecha o caminho do destino.

Se o tempo for vento, eu sou raiz no chão,
se a noite vier, eu acendo o coração.
Porque amar não é só sentir… é construir,
é permanecer quando tudo diz pra fugir.
E no silêncio do mundo, eu faço um juramento:
ser amor constante, em qualquer momento.⁠

💕✨️"...Ah o tempo...um sopro do vento...uma brisa de um momento...guardado no peito...na luz do seu olhar."✨️💕

A boa frase é um remédio escrito no vento; voa pelo tempo para nos curar.

Lágrimas do tempo são rosas jogadas ao vento...
Mero ador que desdém nas sombras a dor do amor...
Sejam sempre navegantes ilusões que ressurge nos braços dos amantes...
Bem-vindo as fogueiras da madrugada cujo o momento irônico seja lindo e maravilhoso.

⁠Amo o silêncio, o vento . Amo a noite , amo o tempo nublado .. cinzento .. Amo pensar na vida sozinha ... Amo essa vibe de vento na janela , chuvinha fina.. isso é tão eu , tão minha cara.. prefiro mil vezes a minha própria companhia do que de outras pessoas ... sou assim mesmo , amo a solidão, ouvir música, Amo olhar da janela anoitecendo , entardecendo... não me considero estranha ou esquisita eu gosto do que é bom.. eu penso , eu medito , eu reflito e Amo tudo isso ..a solidão é a minha melhor amiga .. é o meu jeito .. eu chamo de paz interior..pra mim não tem coisa melhor ..