O Tempo e a Pressa
Não precisa pressa.
O que nasce com verdade,
leva tempo pra criar raiz.
Recomeçar também é isso:
confiar que o novo vem…
mesmo quando o agora ainda parece vazio.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
O tempo de Deus não é pressa,
é propósito.
Enquanto você espera,
Ele prepara.
Enquanto você ora,
Ele age.
Tem coisas que acontecem no invisível…
antes de florescer no visível.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Estamos com tanta pressa
Sem tempo para nada
Ficamos à mercê de um "like"
A opinião dos outros é a nossa nutrição
Ligamos a mente para as distrações
Fortes robôs hipnotizados
Afastando nosso interior da vida
Deixamos de viver o calor humano
O organismo fraco pedirá ajuda.
Ainda dá tempo de mudar, de recomeçar, de se reconstruir aos poucos, passo a passo, sem pressa. Ainda dá tempo de abrir um novo negócio, explorar novos caminhos, descobrir lugares que jamais imaginou.
Não há nada de errado em recomeçar.
O tempo não cobra pressa, só constância.
E o coração se refaz toda vez que decide tentar de novo.
"Cordel o tempo"
"O tempo não pede pressa,
Nem se curva à ansiedade,
Ele ensina no silêncio
O peso da realidade.
Quem quer pular etapa
Tropeça na própria vontade.
O tempo fecha caminhos
Que pareciam direção,
Não por falta de promessa,
Mas por falta de preparação.
Há propósito que só nasce
Depois da maturação.
Nem todo atraso é perda,
Nem todo “não” é rejeição.
Tem livramento escondido
Por trás da frustração.
Porque o tempo protege
O que ainda é construção.
O propósito não grita,
Ele cresce devagar,
Primeiro forma o caráter,
Depois ensina a alcançar.
Quem aprende a esperar
Aprende também a durar."
@Suednaa_Santos
No silêncio do cosmos,
até o tempo parece hesitar…
como se o infinito
não tivesse pressa de chegar a lugar nenhum.
DeBrunoParaCarla
Os sonhos não têm pressa, eles tem tempo.
O mar nunca apressa uma onda, ainda assim, ela sempre chega à praia.
Angela Monteiro
Não permita que a pressa alheia determine o ritmo do seu crescimento, o tempo da lagarta é diferente do tempo da borboleta.
"O Julgo Invisível”
Vivemos num tempo em que o valor de um homem se mede pela pressa com que ele produz.
Se ele para, chamam-no de preguiçoso; se cansa, de fraco; se pensa, de inútil.
Mas ninguém pergunta o que o silêncio dele carrega, nem o peso invisível que sustenta quando o mundo o chama de vagabundo.
Talvez o que eles chamam de inércia seja apenas o intervalo entre o que ele foi e o que ainda vai se tornar.
Nem todo repouso é desistência — às vezes é apenas o respiro antes do próximo passo.
E quem julga de fora nunca vai entender a batalha que se trava por dentro,
onde cada dia sem trabalho é também uma luta para não perder a fé em si mesmo.
A contradição em que se vive é uma loucura discreta: corre-se para não perder tempo e, na pressa, entrega-se o próprio tempo ao que nada acrescenta. A urgência devora a atenção, e a atenção, dispersa, já não escolhe — apenas reage. Assim, o que se ganha em eficiência se perde em sentido. E o tempo, tratado como recurso a ser poupado, escapa justamente onde mais se tentou segurá-lo.
"O tempo não tem pressa: Ele desfaz rótulos, expõe interesses, remove máscaras e devolve cada pessoa ao lugar que suas próprias escolhas construíram."
O Caminhar
Vou me desconstruindo
ao longo do tempo,
sem alardes e sem pressa.
Vou me desmaterializando
de corpo, alma e espírito.
Vou me desmistificando
da carga que trazia;
já não faz sentido algum
estar preso a ela.
Eu preciso caminhar
sem dar ouvidos ao acaso.
A sorte não é amiga,
apenas a competência
diante dos ardis da vida
que nos colocam frente
às adversidades,
desafiando o nosso pesar.
Vou me contestando,
sentindo o frio gelado na espinha
por mais uma batalha vencida
ou perdida.
Vou me destituindo
dos meus "eus",
para estar pronto
no fim do caminho.
A chuva chegava sem pressa, como quem volta para casa depois de muito tempo. Cada gota parecia hesitar antes de tocar o chão, suspensa numa dúvida que só o céu entendia. E lá embaixo, as nuvens subiam do asfalto quente — não eram de vapor, eram de memória, de coisas que a gente deixa para trás sem perceber.
No meio dessa confusão de águas, havia um espelho velho, encostado em nada. Ele não refletia rostos, refletia saudade. Você olhava e via a versão de si que não escolheu, parada do outro lado, também te olhando. Doía um pouco. Doía bastante, na verdade.
E o relógio? Ele não tinha ponteiros, só tinha paciência. Marcava horas que a gente não viveu, minutos que escorregaram entre os dedos enquanto distraímos. Às vezes eu pegava ele no colo e sentia o peso do tempo perdido — não é culpa, é só... vida.
"A ignorância tem pressa em julgar, mas a genialidade tem paciência para ver o tempo dar a resposta."
