O Sol e o Vento
Raiz que não se arranca
A terra não é chão:
é corpo antigo,
é pele marcada pelo sol e pela memória.
Cada passo indígena é um traço no mapa do tempo,
onde a raiz aprende a resistir
mesmo quando tentam
chamá-la de invasão.
A luta não grita
— permanece.
É flecha feita de direito,
é canto que demarca o invisível,
é sobrevivência plantada no hoje
para que o amanhã não seja um deserto sem nome, sem povo, sem origem.
Sete de fevereiro
Não é data: é vigília.
É a história de pé, sem pedir licença,
defendendo o que sempre foi seu.
Enquanto houver terra respirando,
haverá luta
—e ela nunca esteve sozinha.
O quarto calado, ao sol de meio dia, lembra almoço farto e ritual. Mas sentada na poltrona, eu fumo um cigarro indiferente e penso na vida como quem olha um quadro de Monet. A vida mal delimitada e brutalmente bela. O sol forte no horizonte é mais do que a vida rotação do planeta, é um retrato recomeço após uma noite escura. Noite de trevas, sexta-feira treze e um gato preto passando debaixo da escada. Mas o ontem já não pesa. Estou desperta e viva. E sinto alegria quando percebo que a linguagem me acompanha e me constrói à medida em que a uso. A liguagem é uma onça no zoológico. É uma fera domesticada. Linguagem é poder. Ele delimita o pensamento, dentro de seu léxico e sintaxe. Procuro nela uma fera indomável, não maculada pelo cotidiano. Amo a linguagem como quem admira uma obra de arte. Eu sou capaz de ouvir uma música nas palavras candenciadas. Lembro-me do amor que morreu ontem na noite escura. E sinto um pequeno lamento por um amor que morreu pouco depois de nascer. Um feto mal parido. Todos os dias o amor morre, quando dormimos, e o sono é uma morte tímida. Eu te oferi as estrelas, sem perceber o céu nublado. E amei em você o retrato de mim mesma, na foto de minhas retinas. Mas foto não é mais que uma cena congelada e se apaga com o tempo. Lembro-me dos meus bisavós, que morreram sem me conhecer. E me vejo em lápide desgastada pelo tempo. Sentimento sombrio, que contrasta com o sol do meio dia. As pessoas desfrutam a vida, entre distraída e preocupadas. As estrelas permanecem inertes ou em expansão e não usam relógios. São alheias ao nosso cotidiano, terrestre demais para ser sublime. E me vejo em campo de girassóis, cortando parte da orelha, como Van Gogh, para silenciar o ruído do mundo. A vida é trágica e é cômica. Nada é tão cômico como uma pessoa em um leito de hospital. O sol impede meu cinismo e pinto um quadro com tonalidade amarelo ouro e fundo preto. Preto porque estou de luto pela noite que acabou. Antes fosse a vida uma manhã de chuva. Eu me tornaria líquida e escorreria pelo chão, buscando novo abrigo. A loucura é um descanso da lucidez. A lucidez é tirana como um raio em dias de trovão. A vida são meus bisavós que já morreram e não se responsabilizam pela minha existência. A linguagem cotidiana, domesticada, é como um amor de plástico, belo na superfície, mas sem profundidade. Viver é jogar uma pedra em lago silencioso e observar pequenas ondas reverberando. A vida é torturosa, mas eu a amo, como uma criança teimosa. Há música, há Monet, há palavras. A vida é infiel, mas eu estou apaixonada. E o tempo todo eu me pergunto se ela me corresponde. Hoje é um dia de paz. E isso me apraz. Nada mais.
Chapéu de abas largas
Na sombra densa da amoreira,
as folhas brilham ao sol;
amoras verdes,
amoras maduras,
amoras doces..
Há doce onde moras?
" Todos os dias ao amanhecer o sol me dava um pássaro cantante na minha janela, hoje o sol não veio, mas lá esta já preocupante um pássaro. "
A vida no campo.
Da janela do meu quarto, vejo a luz do dia, o sol radiante me passa energia, os pássaros cantando, o estresse alivia, a chuva quando aparece, a plantação e o solo agradecem, o ar, as plantas umidificam e purificam, pelas minhas narinas, ar puro respiro todos os dias. A natureza é rica, pois, é uma obra divina. Gratidão! Sempre, meu Deus.
Três são os tipos de homem que caminham sob o sol.
Há aquele que nada compreende;
há aquele que não compreende, mas deseja compreender;
e há aquele que se entrega ao mau caminho e dele faz morada.
O primeiro, ainda que aja, não discerne o fim de seus atos.
Faz por fazer, sem visão nem propósito.
Abomina o crescimento, pois crescer lhe exige esforço;
é lento no espírito, pesado no ânimo
e murmura contra tudo que o cerca.
O segundo é inquieto de alma.
Não entende, mas pergunta.
Não sabe, mas procura.
Refaz o que quebrou, quebra o que construiu
e torna a levantar, ainda sem aplauso nem reconhecimento.
Busca sentido no que faz
e sofre por não ser visto, ainda que siga adiante.
O terceiro é homem de ruína.
Difama com a língua,
calunia com o olhar,
usurpa com as mãos
e envergonha até os próprios dias que vive.
Mas bendito é o homem que não compreende e, ainda assim, busca entender.
Pois ele não se chama sábio,
mas não se considera vazio.
Sabe que lhe falta muito,
ainda que para outros não baste.
Ele tenta se ajustar,
mesmo quando o mundo não lhe concede lugar.
E nessa busca, ainda que imperfeita,
há mais beleza do que em toda falsa sabedoria.
[Ultraviolenta]
Eu traria o Sol até aqui,
Só pra vê-lo fracassar,
Atirado na lama,
Envolto em sombras,
Ofuscado por tua luz,
Apagado por tua chama.
Atrairia o Sol até aqui,
Só pra vê-lo implorar,
Desonrado em má fama,
Caído no esquecimento,
Ocultado por tua luz,
Resfriado por tua cama.
Eu trairia o Sol bem aqui,
Só pra vê-lo agonizar
Diante de ti, adorável tormenta.
Desprezado por quem mais ama,
Continue desumana contra mim,
Siga desprezível e ultraviolenta.
Apagado por tua chama,
Diante de ti, adorável tormenta,
Siga desprezível e ultraviolenta.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Numa manhã comum
Numa manhã
que parecia comum,
vislumbrou-me
um raio de sol,
igual a um pé de ipê
no meio do verde da mata.
Diante de mim,
a personificação da feminilidade,
de simplicidade e beleza.
Cabelos lisos, sob sua cabeça um boné;
alta, de saia com um tom azulado e blusa clara,
olhos escuros, tal como jaboticabas.
De onde é? Para onde vai?
Já não importa.
Somente ficar fitado, passou a fazer sentido.
E numa manhã em que tudo parecia igual,
tudo mudou.
Um misto de emoções,
certezas nas incertezas.
E, através de minha janela,
a personificação de um sonho.
Você não entende, não é só sobre sol e lua, eros e psyque ou só sobre destino, é e sempre será sobre amor, eu amo você e nada no mundo jamais mudará isso.
Quer perder sua vida com alguém que nem se quer entende o quanto você é perfeita? Todos fingem entender sua completude, mas sua completude é e sempre será minha.
Dias de sol no inverno são um gatilho
Um fenomeno anti natural
Um ciclo dentro de outro ciclo
Que anunciam que a minha primavera chegou, bem no meio do inverno
As borboletas voltam para o meu jardim
E eu sinto que posso ser feliz de novo
São meus dias preferidos
Os dias que me lembram que eu posso suportar tudo, pq sempre vão haver dias de sol no inverno
E nesses dias nem o sol e nem o vento gelado me machucam
"A última Lua do ano (que vai) e o primeiro Sol do ano (que vem) vão insistir para estar comigo, no momento das respectivas partida e chegada. Todo fim de ano é isso, Hum!"
Texto Meu No.1161 (Ano 2022)
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO
CITE A FONTE E O AUTOR
" 'O Sol Brilha para Todos', é o que dizem. Mas nem todos percebem que o Sol brilha 'também e até' para eles. Que pena!"
TextoMeu 1297 🌞
1701
" 'O Sol Brilha para Todos'. Já viram ou ouviram isso? Copiado ao extremo, virou chavão. Não é só óbvio... Agora é também chavão, como tantos textos que vemos na Internet.
O sol na manha tensa esta sempre a brilhar e aqui estou eu novamente a sonhar, será sonho ou realidade que eu não consigo encarar, enfim são as verdades da vida que eu tenho que enfrentar
Dia lindo não é o sol brilhando, não é o céu azul.
Dia lindo é o que acontece todos os dias na vida de quem tem Jesus no coração.
E, quando o sol se vai, aumenta a vontade de saber como estás, e, se em algum instante do teu dia, pensaste em mim... Sinto vontade de ligar, como antes... Sinto saudade das tuas ligações... Sinto saudade de te ouvir fazendo planos, contando os dias para torná-los reais... Onde foi parar tudo isto? Onde estão nossos sonhos, tão lindos, tão nossos? Não quero que eles fiquem guardados em caixas frias, mesmo que bem embaladas. Se for para serem guardados, que se findem...
