O Sol e o Vento
Faça sol ou faça chuva, andando na luz ou no arrebol, sem entrar na curva, a vontade suprema de Jesus.
A energia suprema de Deus não está no sol, que dá vida ao planeta, mas sim, no Sol da justiça, Jesus Cristo.
Como um banho de sol, rompendo as trevas, assim é a intensidade da luz de Deus nos caminhos dos santos.
Como o dia em que o sol nasce e se põe, assim é a vida do homem que só brilha para si e por pouco tempo, para dar lugar à Luz de Deus para os que O buscam, os quais viverão eternamente.
Acaso pode o sol nascer sem propósito? A própria terra se ocupa da sua presença para descansar satisfeita por mais um dia vivido com a permissão do próprio Deus.
Assim que o sol despontar, aponte o lápis e comece apontar os seus horizontes e siga o brilho de sua confiança e não se desaponte, mesmo que tenha de passar por alguns montes antes do arrebol.
Tal qual o pôr-do-sol, assim é o descanso daqueles que erguem os seus braços em agradecimento a Deus pelo seu dia iluminado.
Quando o sol aparece eu ponho um chapéu na cabeça; quando o Diabo aparece pela fala humana eu ponho Deus na memória e solto o Sol da Justiça em cima da cabeça dos outros.
O sol brilha para todos, mas nem todos querem a Luz de Cristo, cuja intensidade é infinitamente poderosa para salvá-los.
Sol e lua são astros bem diferentes e ambos trazem claridade e vida para a terra; assim também somos a luz do mundo e o sal da terra para trazer aos homens a luminosidade de Cristo e a transformação da matéria em instrumento útil a Deus.
O Sol que nos aquece, a Força que nos sustenta e o Tesouro que nos enriquece é Jesus, a Fonte da nossa vida.
Sol que Ama a Chuva
Ela era como o sol
As outras estrelas não se igualavam
à luz dela.
Genuinamente feliz.
Seus sentimentos eram poesias,
e pinturas —
fossem elas em seu próprio corpo
ou em uma parede qualquer.
Sua arte era sua beleza,
que era cada vez mais realçada
pelas pinceladas
que ela mesma fazia questão de dar.
Era consciente
de que esculpir seu corpo
doía na alma,
mas ela não tinha medo
de deixar sua obra mais bonita:
seu corpo, seu templo.
Ela não precisava de admiradores;
a própria admiração
já era mais que suficiente.
Sua beleza se assemelhava
às mais lindas rosas,
às mais verdes florestas.
Ela era sol —
mas dias bonitos, para ela,
eram dias nublados,
chuvosos e escuros.
A natureza era sua inspiração,
mas ela morava na cidade,
onde dificilmente era possível
avistar uma árvore.
Ela era como as estações:
alegre, iluminada,
fria, colorida, vasta...
Ela mudou.
Seus interesses ainda são os mesmos,
porém ela se perdeu —
e não é capaz de se encontrar mais.
Ela só quer paz.
