O Sol e o Vento
Balança a palmeira diante
do vento da esperança
na Ilha do Chico Pedro:
decidi amar sem medo.
Na Baía da Babitonga fica
e assim me deixo levar
como embarcação que
está próxima de chegar.
Conhecer bem por onde ir
e sei que sabe me encontrar
onde estou em pleno mar.
Não preciso muito fazer
para a nossa hora acontecer,
e com os olhos fechados viver.
Balançadas pelo vento
as bandeirinhas
já estão dançando,
vai ter Festa Junina
na Coxilha Rica.
Com Pinhão cozido
ou na chapa,
com Chimarrão na mão
e com o quê é próprio
do Sul se celebra
a tradição por toda
a bela Santa Catarina.
Com tudo o quê
se pede, se pode,
na serra, no mar,
e se faz arraial,
o importante é ter
o seu sorriso sem igual.
Eu Sou tua sorte quando o vento sopra forte
Eu Sou o Teu Deus
Quem te guarda e livra os teus
E quem impede agindo Eu
Te chamei e tu és Meu
O vento da aflição quer apagar a Chama
Da minha adoração
O mundo é um oceano
Minha carne é um furacão
Minha vida é um barquinho buscando direção
Descansa em minha alma
E acalma a tempestade
Que agita o meu coração
Acalma o meu coração
O vento está soprando
Mas é Te adorando que venço o mar da aflição Só venço esse mundo se for em Tua Presença
Rodeio ao vento
Poetisa daqui
de Rodeio ao vento
em tempo de recolhimento
e pelo Médio Vale do Itajaí
cercada que têm me feito
todos os dias tranquilizada,
Num ânimo catarinense
de corpo, alma e coração;
O vento traz renovação
e areja as energias
para com novas poesias
trazer a sua doce paixão.
Rodeio Poética
Dia bonito no Centro
na cidade de Rodeio,
Aqui entre versejos
do vento está a poetisa
do Médio Vale do Itajaí;
As flores azuis do tempo
se abriram e estão
como o meu coração
que por ti está sorrindo.
(A nossa Rodeio poética
de azul vestida está luzindo).
Poetisa do cata-vento
de versos soprando
para que cruzem
o Oceano Atlântico,
ocupem o coração
e o teu cotidiano
em minha devoção;
De mim não haverá
regresso porque
sou a tua respiração,
os teus batimentos
e a tua inspiração.
As flores do açafrão
do meu cesto foram
espalhadas pelo vento,
E ele te trouxe bem
perto de mim porque é
ciente que moro dentro,
e assim resolvi pactuar
com a vida e o tempo;
Desafia mesmo é guardar
a poesia, a atração,
a volúpia e o sentimento
sem saber de fato se devo.
O vento sul balança
as flores da Manduirana,
O meu coração jamais
na vida me engana:
Ele me diz que você me ama.
O vento dança o baile
junino com o Ipê-Verde
no meu caminho,
Todos os dias tenho
um grande motivo
para trazer você
com festa e carinho.
O vento do mês de Junho
soprou a mais radiante
flor do Ipê-Rosa e levou
para as mãos de Deus.
In Memoriam a Irmã Guilhermina Heinzen.
Não deixe o tempo levar para longe o seu amor como folha seca ao vento, não deixe no relento quem deseja dormir no seu abraço, um gesto pode mudar os rumos.
Deveríamos queimar as páginas escritas com histórias ruins,assim o vento por descuido não poderá sopra-las,correndo o risco de serem lembradas.
Se no trajeto você não sentiu,
ou não percebeu,
as flores no caminho,
as pedras,o sopro do vento,
o voar das borboletas,
o canto dos pássaros,
a temperatura do sol,ou as gotas da chuva,
a chegada perdeu o sentido.
Não é o beija flor que brinca de bem me quer,mal me quer com as rosas,
É o vento,que sopra,faz sua bagunça,e leva seu perfume embora.
