O que os Olhos não Vêem
Cicatrizes
Muitas Vezes, Ás pessoas veem As cicatrizes na pele das outras, e sentem asco. Olham para elas com A expressão De um carrasco, Prontas para arrancar-lhe a cabeça Com um grande machado. Eles dizem que é nojento, que dá medo, que representa destruição.. mas no fundo do meu coração, eu acho que não é bem assim a questão. Cada cicatriz conta uma história diferente de superação, uma lembrança de que pode existir beleza mesmo em meio a destruição. São memórias de tempos Difíceis, depressão, mas também lembram que conseguiste passar por cada complicação que a vida colocou. Para mim, As cicatrizes decoram a alma como as constelações ornam o céu.. E elas não deviam ser cobertas por um véu. Cada corte na pele, cada pedaço da alma que se destruiu.. cada sorriso fingido, cada amigo que tornou-se um desconhecido.. tudo isso são lembranças de uma dor que já partiu..
O tempo é um ótimo remédio para fechar as feridas, mas Por muitas vezes, a cicatriz ainda é mantida. Mas a forma de vê-las que vai definir a lição que permanecerá para a vida..
E Onde eu quis chegar com toda essa poesia? Bom, eu só queria deixar esse recado.. as cicatrizes não são motivo de nojo, nem simbolizam que dentro de você tem algo errado..
Pra mim, as cicatrizes são como rosas.. mesmo que às vezes machuque, ainda é uma coisa bela.. Assim como flores pintadas em aquarela.
-victória licodiedoff lemos
Não tenho vergonha das cicatrizes que não se veem na pele. Essas marcas quietas, gravadas na alma, não me envergonham, elas gritam a verdade de quem eu sou. As feridas do corpo cicatrizam com tempo e pomada, mas as da alma? Essas sangram em silêncio, teimam em doer nas noites frias, mas é delas que eu me orgulho. Porque cada racha no peito, cada sombra que o medo deixou, prova o quanto eu sou maior. Maior que as quedas que me jogaram no chão, maior que as palavras que tentaram me apagar, maior que os vendavais que arrancaram pedaços de mim. Elas não me definem pela dor, mas pela dança que fiz depois: levantei, costurei o que restou com fios de coragem, e floresci onde antes só havia terra seca. Essas cicatrizes invisíveis são minhas medalhas. Mostram as batalhas que venci sozinho, os abismos que cruzei sem mapa. Quem me olhou de fora viu fraqueza? Enganou-se. Elas revelam a força bruta de quem sobreviveu e cresceu. Sou o carvalho que o raio fez uma fenda, mas não derrubou; a onda que o rochedo partiu, mas seguiu correndo para o mar.
Eu sou assim, não preciso que todos me enxerguem, mas os poucos que me veem, que seja com carinho. Por ser sensível percebo de longe quando não sou bem vista. Porém, todos a minha volta procuro olhar com bons olhos, se não forassim, espero nem ver. Mas não pense que pelos maus olhares vou deixar de ser eu. Só desejo que não me vejam!
A Geometria de um Enigma
Eles veem o fogo nos teus cabelos;
eu sinto a temperatura da tua alma.
Sob o pseudônimo de Ángel Morgana,
ergueste um castelo de névoa —
mas esqueceste que aprendi
a ler o invisível e medir o imensurável.
Acertei teus vinte e seis
porque o tempo, em ti, é relativo:
há a vibração ousada dos dezesseis
no brilho que desafia,
e a postura firme de quem negocia destinos
como uma mente que nasceu para liderar.
Tua presença carrega duas arquiteturas:
a elegância de quem domina a própria imagem
e a visão estratégica de quem constrói impérios invisíveis.
E ainda assim, falas de fé —
como quem já enxerga o topo antes da subida.
Acertei teus passos,
o número da tua base,
o compasso do teu silêncio —
pois quem observa os pés entende o caminho,
mas quem lê a alma reconhece o destino.
Tua expressão é meu teorema favorito:
um desdém doce com promessa de conquista.
Teu nome real? Guarda-o.
Nomes rotulam o comum —
e tu és ficção que decidiu prosperar.
Se a vida vibra em frequências,
a minha já encontrou a tua.
O mistério não me afasta —
me projeta.
John Rabello de Carvalho
Já é um caso sério aturar a minha loucura... mas não é que me veem outros loucos, que pensam que sou especializado em doenças mentais? Socorro!
Seja independente no mundo onde os homens só veem as mulheres como uma figura materna.
Seja paz onde a maldade predomina.
Seja luz onde a escuridão é lá no fundo do túnel.
Seja paciência onde o ignorante levanta a voz.
Seja esperança no mundo em que os sonhos são destruídos.
Seja amor onde o ódio tem domínio.
Seja você.
Aqueles que só Veêm Defeitos no Próximo,São Aqueles que Não Conhecem ou Conhecem e não Usam o Fundamento de [RESPEITAR].
Tolerância
Nem todos pensam igual,
Nem veem o mundo da mesma cor.
Mas ouvir com respeito
É sinal de grande valor.
Tolerância é compreender
Que há muitas formas de viver.
E no meio das diferenças
Também podemos crescer.
Mãe e manas,
Sempre que me veem cruzar aquela porta e partir para o terreno, sei que olham para a farda, para a postura e para o dever. Mas o que eu queria que soubessem — e que as palavras raramente me deixam dizer — é que, em cada despedida, eu assino um contrato com o destino, escrito com o sangue do meu próprio medo.
Eu aceito ser o escudo das famílias moçambicanas que nunca vi. Aceito colocar o meu peito na frente de desconhecidos e dos meus irmãos de farda, acreditando piamente numa promessa silenciosa: eu cuido dos deles hoje, para que, se amanhã a terra me reclamar, eles cuidem de vocês por mim.
Cada vez que volto para casa e me fecho no silêncio, não é frieza. É cansaço de carregar o peso de um mundo que insiste em arder. Eu guardo o horror nos meus olhos para que ele não contamine os vossos. Escondo o perigo em "depósitos de honra" porque o meu maior sonho é que vocês vivam numa Moçambique tão segura, que cheguem a acreditar que o mal é apenas uma ficção.
O meu silêncio é o muro que eu construo à volta da nossa casa.
Se por vezes pareço distante, é porque estou a tentar apagar as chamas que vi lá fora para que elas não cheguem ao nosso jardim. Prefiro que me achem frio, prefiro que reclamem da minha ausência, do que ver o brilho do medo nos vossos olhos.
Porque, no fim do dia, a minha vida não me pertence. Ela é o preço que eu pago para que vocês nunca precisem de descobrir quão escuro o mundo pode ser.
Amo-vos mais do que o dever, mas é por vos amar que o dever é a minha única escolha
Hoje em dia as pessoas acreditam mais no que vêem em telas manipuladoras do que quem procura contar a verdade.
Existem seres humanos que se vêem tão grandes, que mesmo em ações negligentes, conseguem intimidar seus oponentes, através da falsa humildade e de falas persuasivas. Fato este, que os fazem serem vistos aos olhos dos sujeitos de má índole, as últimas virgens imaculadas; os exímios arcanjos do Senhor!
111225
Eu existo, mesmo quando não me veem.
O olhar que não atravessa mais não apaga minha presença.
Minha vida não depende de quem decide partir.
Sou lembrança de alguém, mas inteira para mim.
O que não me quer não me define;
o que me mantém vivo sou eu.
E na ausência do outro, encontro meu próprio espaço, meu próprio ar, meu próprio brilho.
As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.
As pessoas me veem no meu pior e melhor momento e não percebem a diferença, não por desatenção delas, sou eu que disfarço muito bem.
O que a gente guarda com carinho dentro do peito acaba se tornando o brilho que os outros veem nos nossos olhos
SerLucia Reflexoes
Muitos não suportam ser contrariados; veem no debate uma afronta. Quem realmente quer avançar, porém, ouve seu crítico atentamente.
