O que os Olhos não Vêem
Eu nunca sei se você está feliz ou não, ou o que sente. Teus olhos me dizem tudo o que eu preciso saber, mas o teu olhar é tão indeciso. Ele sempre me engana. E eu odeio me sentir assim, confusa. Não gosto de indecisão. É 8 ou 80, cara.
Ninguém consegue mentir, ninguém consegue esconder nada quando se olha diretamente nos olhos.
E toda mulher, com um mínimo de sensibilidade, consegue ler os olhos de um homem apaixonado.
(Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei)
Farol
Nublado como céu, se tornou os teus olhos há me fitar.
E o teu amar e tão errado quanto há ti, na verdade eu acho que você não sabe amar, você não sabe como e o amor, no fundo de você eu sei eu sou o coração partido;
É, eu sei no fundo de você que sou tão substituível quanto amável, procurei por um bom tempo me manter vulnerável.
É, nem liga se nos meus lhos não existe aquele brilho de quem vivia com o coração em paz!
Eu não sei por que perdi tanto tempo com você.
De um você que nada sei
E que nunca saberei .
E, eu ainda não sei por que perdi tanto tempo com bobagens,e minhas próprias palavras viraram bombas prestes há se explodir.
Eu já me cansei de esconder o que era muito fácil de achar!
Ali, sempre existiu o desejo de ter o que agora é impossível possuir. Ali, meus olhos brilhavam como a estrela mais audaciosa existente no céu. Ali, meu corpo não sabia o que era o toque, mas, ele te queria por perto. Ali, minhas mãos insistiam em ter a suas entrelaçadas como ímã de geladeira. Ali, sorrir era natural e espontâneo, sem disfarces. Ali, acordar, era a grande oportunidade de te ver por mais um dia. Ali, contar as piadas mais sem graça era o que fazíamos nos domingos quentes. Ali, construir a casa na árvore, era o nosso projeto mais concreto sobre o futuro. Ali, chegar até a última fase do videogame era o maior sucesso de todos os tempos. Ali, comer batata frita não havia culpa. Ali, nossas festas de aniversário era divertido de verdade. Ali, brincar na chuva era uma aventura que nos custava um castigo. Ali, cantar sem saber a letra era como se deixássemos uma onda nos carregar para longe do politicamente correto e coerente, pois, não haviam rimas. Ali, esperar as férias de julho era uma ansiedade que atrapalhava até o sono. Ali, ficaram as marcas de giz na calçada enfrente da minha casa. Ali, o pé de manga floriu e deixou que os frutos apodrecessem e germinassem novas formas de sobreviver ao esquecimento de ficar com as mãos amarelas e os dentes cheios de fiapos. Ali, gritar desesperadamente o seu nome no portão será em vão, porque você não vem. Ali, entregar cartas e bilhetes, foi uma atitude imbecil e inútil. Ali, a sua opinião já estava formada e lamento que nos seus planos eu não esteja mais. Ali, seu caminho foi definido pela preocupação do que os outros pensariam e o limite de suas decisões estavam as arestas mais cruéis. Ali, insisti e criei milhares de situações que tapassem a minha visão sobre o que estava acontecendo diante da minha vida toda, porque não é tão fácil se dividir em um antes incrível e um agora sem sentido. Ali, desisti de lutar por uma batalha vencida e continuar a história deste ponto final é algo confuso. Ali, ficou o meu passado, que não renego, porém, me arrependo, não por perder um grande amor, mas por perder a minha essência e a capacidade de me encontrar no tempo certo das coisas. Ali, ficou não só a minha juventude, mas tudo o que acreditei ser você.
Quisera eu desenhar teus olhos
Em belos
tons marrons esverdeados,
Refletidos
neles, meu próprio olhar,
Embevecidos,
fixos, ternos,
Denunciando
meus sentimentos.
Tirando o que era muito e equilibrando a alma policiando meus atos e minhas vontades, meus olhos quer olhar e sentir de uma forma mais leve o que estava pesando.
Fazendo uma reciclagem colocando a “casa" em ordem.
Tenho medo de perder ao mesmo tempo de errar e acabo fazendo de forma urgente e acabo com toda a minha lucidez. Fazendo a reflexão da lucidez o que fiz de errado na minha loucura...
“ Por muito tempo andei por aí à procura de olhos que me mostrassem a verdade, um sorriso que me troxesse conforto, um abraço que fosse o meu refúgio, uma palavra amiga que me acolhesse e um amor incondicional que me aceitasse do jeito que eu sou; e foi nessa procura que eu achei você. Você me troxe a verdade, o conforto, o refúgio, o acolhimento e o amor incondicional inebriante que me embreaga todos os dias fazendo-me sentir-me única. Depois que te conheci mergulhei em um profundo encantamento inquebrável e insondável, misterioso e secreto onde ninguém mais é capaz de entrar. Somente você. ”
Quem está isento da maldade alheia?
A maldade está nos olhos de quem tem maldade inata, está na mente de quem aprendeu a considerá-la verdadeira. A maldade está na língua do fofoqueiro e na orelha de quem não questiona. Ela está dentro de cada um que julga sem analisar os fatos. Está no coração dos venenosos e na credibilidade de quem toma o cálice e se delicia com o líquido cheio de calúnia mordaz.
Quão pérfida pode ser a mente de um irmão, cujo corpo e a alma são compostos do mesmo princípio, cuja vida é compartilhada na mesma superfície? Quanto há de maldade em cada ser que habita esse planeta inexorável? Quanta crueldade um ser humano é capaz de cometer? Seriam todos esses seres perniciosos culpados de suas ações? Ou seriam eles apenas espíritos atordoados ou adormecidos na imensidão do vazio existencial?
Não. Não há como combater a maldade. Não há como extirpar a raiz venenosa, não existe fórmula, remédio ou emplastro que cure alguém da maldade. O segredo está na observação. Pergunte-se, como alguém que vê de longe uma determinada cena, o que pode levar a tal vileza. Observe e analise com atenção. E se tal maldade não cabe em seu coração, descarte-a. Não se envenene sem culpa, não se entregue sem crime. Procure um lugar dentro de você onde possa filtrar e neutralizar o que sofre pela maldade. É somente isso que nos resta. Consciência tranquila, paz de espírito e um gigantesco escudo contra as flechadas maldosas.
Democracia
Quando ouvi os gritos,
Tampei meus ouvidos.
Quando senti a fumaça,
Cobri meus olhos e nariz.
Quando o sangue respingou em mim,
Apenas lavei minhas mãos.
Quando a minoria estava nas ruas,
Tranquei-me na sala e liguei a tv.
Enquanto o governo coagia,
E a policia batia, minha omissão falava.
Com a coleira de ajuda e salários mínimos,
A sociedade me oprimia.
Só percebi que o caminho não tinha mais volta,
Quando amanhecia o dia.
Manchetes de jornal em sua maioria,
São sempre as mesmas e vazias.
Eu morria sem envelhecer,
Escravo de um sistema brutal,
Disfarçado de democracia.
A ilusão vendida à conta gotas,
Esmola para mentes vazias,
E isto sem perceber, havia me custado uma vida.
Gosto de sua voz grave.
Da fome que habita seus olhos
Da vastidão que ancora seus pensamentos.
Gosto do contorno de suas células epiteliais.
Até pelo "não" seu tenho admiração.
Transformo eles em energia solar!
A lágrima da decepção fura os cantos dos olhos rasga a face e quando chega a boca, é o mais amargo dos venenos.
Hoje a saudade bateu mais forte!
Senti sua falta,
Senti vontade de olhar nos teus olhos,
Senti vontade de..
caminhar de mãos dadas com você..
nesse jardim..
Senti, seu abraço..
Então decidi, parar de pensar em você e me pus a sorrir,
vendo as flores, são tantas flores, está cidade toda é um jardim,
com flores e pássaros de todas as cores...
Então olhei para o SOL se pondo e no meio do trânsito parado,
me lembrei novamente de você,
eu gritei o seu nome e disse, abençoado amor que não me amou!
...
RISOS...Presente...
OLHOS...Presente,
MOÇO....Ausente,
RAZÃO....Perdida
CORAÇÃO.....
Se lascou de novo!
..
