O que Nao Elabora se Repete Freud
Dois corações machucados e uma rádio que serviu de ponte. Não foi carência, foi o destino se cruzando. Podem rir ou duvidar, mas a hipocrisia de quem acredita em cobra falante e nega a força de um encontro de almas não apaga a nossa história. O que foi real, ninguém desmente.
Não foi carência, foi sintonia de quem já sofreu demais. Se você acredita em cobra que fala, mas não acredita no destino cruzando dois corações pelo rádio, o problema de lógica não é meu. A nossa história foi real, e contra fatos (e encontros de alma), não há argumento religioso que vença.
Não existe preço que eu não pagaria, nem sacrifício que eu não faria, para ter o privilégio de te amar de perto mais uma vez.
Dizem que a vida é o nosso bem mais precioso, mas de que serve a vida se ela não for compartilhada com você? Eu a entregaria sem hesitar para te ter aqui.
Não permita que o frio da ausência me alcance. Me levanta, me cuida e me mostra que, ao seu lado, a solidão nunca mais terá vez.
A solidão é um inverno que eu não sei enfrentar sozinho. Me tira desse chão e me faz morada no seu coração.
O mundo lá fora é gelado sem você. Não me deixe à mercê desse vazio; estenda a mão e me tire do frio, pois meu lugar é guardado no calor do seu peito.
Não me deixe aqui no chão, enfrentando o frio da solidão; seja o meu abrigo e me aqueça com o calor do seu abraço, porque só o seu amor me faz sentir em casa.
O nosso amor é lindo porque não foi planejado, foi o destino que caprichou em cada detalhe para nos unir.
Não importa o tempo ou a distância: guardo no peito esse amor por você, vivo e intacto, em cada batida.
Eu teria ficado para sempre, e você sabe disso. O problema é que eu não podia manter vivo um amor que você escolheu deixar morrer um pouco a cada dia.
Dói saber que eu fui o último a soltar a corda, mas não dava para continuar segurando sozinho algo que você já tinha abandonado faz tempo.
Fui taxado de difícil ou esquisito por não ter amigos. A verdade é que a minha confiança não se entrega a qualquer um.
Mas você não consegue ver o seu sangue.
Não é nada além de sentimentos
Que este velho cão despertou.
Tem chovido desde que você me deixou,
Agora estou me afogando no dilúvio.
Sabe, eu sempre fui um lutador,
Mas sem você, eu desisto.
E eu te amarei, querida, sempre,
*E eu estarei lá, para sempre e mais um dia, sempre.
Estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar,
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem.
Sei que quando eu morrer, você estará em minha mente,
*E eu te amarei, sempre. *
Se você me dissesse para morrer por você, eu morreria.
Dê uma olhada no meu rosto,
Não há preço que eu não pague.
Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.
Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.
O galo não é despertador, é poesia,
Cantando o início de mais um lindo dia.
E o cheiro... ah, o cheiro! Café em brasa,
Se misturando ao perfume que mora na casa.
O bolo de milho, de receita guardada,
Era a ponte doce da vida adoçada.
Mas nada, nada superava o calor
Do abraço da Vó, feito de puro amor.
No colo macio, o tempo parava,
Tudo de ruim ali se apagava.
Saudade que pulsa, lembrança que fica,
Daquele tempo onde a vida era rica.
Ó meu ex-amor, a sombra que já não me alcança,
Hoje a brisa que sopra é de um novo amanhã.
Houve dor, sim, mas nela encontrei a esperança,
A força que brotou de uma antiga manhã vã.
Fui teu espelho quebrado, tua voz que silenciou,
Mas a poeira baixou, e a vista ficou clara.
Obrigado por ter me transformado, o que restou
Não é mágoa, é a coragem que em mim se declarou.
Nesta pessoa que eu sou agora, não há vestígio
Daquelas amarras que um dia me prenderam.
O medo se foi, e cada antigo vestígio
De um tempo de trevas, meus olhos já não viram.
Fui casulo em choro, hoje borboleta em voo,
Cruzando horizontes que jamais sonhei tocar.
A tua ausência, enfim, foi o vento que me impulsionou,
E o passado distante não mais me pode assombrar.
Que a vida te siga e que o teu caminho seja,
Eu sigo o meu, com um brilho que só se acendeu.
Agradeço a lição que o teu adeus me legou e teja
A paz em meu peito, um amor que me renasceu.
Se o sol lhe pedisse em casamento, você aceitaria ou diria que não sabe, assim como a lua disse?
Mas a lua tem fases e, assim como as pessoas que não gostam das mudanças climáticas, o sol precisa voltar a brilhar...
O sol daria voltas por ti, o brilho poderia ser teu...
Não posso brilhar por você
Não posso me esconder no escuro com você.
Eu me queimaria em silêncio só para não apagar a tua luz. O peito meu pesa como ferro antigo derretido, mas basta um olhar teu para o mundo parar de girar... Se a dor é o preço de te ter por perto, aceito ser cinza só para continuar nos teus passos....
