O que Nao Elabora se Repete Freud
Viver para agradar e conquistar seus objetivos, seus anseios e não para agradar os outros.
Cada pessoa que tentamos agradar, uma parte de nós ficará esquecida.
O autoconhecimento não muda quem você é. Revela quem você sempre foi.
Durante a vida, assumimos papéis para agradar, evitar conflitos ou atender expectativas. Aos poucos, podemos nos afastar daquilo que realmente pensamos, sentimos e desejamos.
O autoconhecimento não cria uma nova identidade. Ele retira, pouco a pouco, as camadas que escondem nossa essência.
É um processo que exige coragem, porque conhecer a si mesmo também significa aceitar limitações, reconhecer erros e rever certezas.
Mas é justamente nesse encontro consigo mesmo que nasce uma liberdade que nenhuma aprovação externa consegue oferecer.
Pepita de Oliveira
Não se deixe enganar pelo que é supérfluo; nas profundezas tudo se torna lei.
Eu quero me desdobrar. Não deixe nenhum lugar em mim se manter fechado, porque onde estou fechado, sou falso.
Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio.
Nas prisões e nos conventos
Nas igrejas e na noite
Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio.
Os amantes no quarto.
Os ratos no muro.
A menina
Nos longos corredores do colégio.
Todos os cães perdidos
Pelos quais tenho sofrido
Quero que saibam:
O meu silêncio é maior
Que toda solidão
E que todo silêncio.
O que faz nascer a minha poesia é a não aceitação de que um dia a vida se diluirá e, com ela, o amor, as emoções do sonho e toda essa força em potencial que vive dentro de nós.
É preciso estimular a mente do outro. Nem que esse outro não entenda direito, não tem importância. O estímulo foi dado.
No mundo de hoje só um louco é que não pode pensar em utopias. Temos que desejar a utopia, sonhar com a utopia.
É o processo da vida que é tão complexo! Eu não saberia simplificar esse processo para ser mais compreensível, é o meu próprio processo dificultoso de existir que faz com que venha essa avalanche de palavras, umas assim barrocas demais, e que tudo seja misturado.
Eu acho que a vida transborda, não existe uma xícara arrumada para conter a vida!
Não sei nada sobre a minha obra. Só sei que a escrevi. Durante cinquenta anos pude escrever tudo o que queria escrever.
Considero ignorante quem não ousa se aproximar das coisas absurdas, do indizível.
As necessidades da pintura são como as de uma amante ruinosa, não se consegue fazer nada sem dinheiro, e nunca se tem o suficiente.
Meu amigo Zé Fulô,
Não siga por esta tria,
Você ainda confia
Em premeça de dotô?
Aquilo que ele falou
É somente imbromação.
Quando é tempo de inleição
Esse home se prepara
Trazendo um santo na cara
E o diabo no coração.
Temos o direito de desejar um estado de coisas em que o dinheiro não fosse necessário para viver.
A nostalgia é cruel porque não buscamos apenas o passado, mas o que éramos quando o vivemos. Tentamos reviver sentimentos, mas nunca é igual, pois mudamos. O maior luto não é pelo tempo que passou, mas pela forma como deixamos de sentir.
Pedaços, Pedaços, Pedaços e mais Pedaços
Eu não quero pedaços grandes para eu me sujar, quero pequenos e doces capazes de eu aguentar.
Prefiro os pedaços pequenos e doces da vida, porque promessas grandes demais quase sempre machucam.
Aprendi a querer pouco e doce, porque o muito sempre vem com dor.
Prometeram o mundo, mas deixaram cicatrizes. hoje, só aceito migalhas que não machucam.
Pedaços grandes demais costumam sufocar; por isso escolhi o que é pequeno, sincero e leve.
Já me perdi em promessas enormes. agora só quero o que cabe no coração sem ferir.
Cansei do exagero que fere. Me contento com o pouco que não me faz sangrar
