O que Nao Elabora se Repete Freud
Meu perfeito clichê
Não te quero só agora
Não te quero pra depois
Te quero a toda hora
Quero tanto um amor a dois
Esse amor desconhecido
É até palhaçada
Nem te conheço
E já estou apaixonada
Esse amor a distância
Parece brincadeira
Você nem me olha
E só dá você na minha cabeça
Daqui uns dias
Não vou aguentar
Vou falar e falar
Esse sentimento vou ter que confessar
O que sinto, vai saber
esse louco sentimento
Não vou mais esconder
Vai ler as juras e juras de amor
Que fiz a você
Uma pena nossa história hipotética não proceder
Já consigo prever, essa tal de timidez
Impedindo meu perfeito clichê.
(Não) Vaga memória de você
Se tenho certeza de algo,
é da certeza em você.
Não preciso me lembrar
para nunca te esquecer.
É meio batido
Cá estou eu falando novamente
Do tal amor da minha vida
E que juro amá-lo para sempre
Mas escrevo para me lembrar
Que não nos pertencemos mais
Escrevo para fortalecer
Os sentimentos que um dia
foram reais.
As memórias cultivadas
Permanecerão regadas
Cuidadas, amparadas
Cumprirei com apreço
Meu papel
de jardineira apaixonada
Você diz que não posso regar
algo inexistente
Digo para aumentar seu grau
Pois mesmo com toda minha miopia
Enxergo o maior
dos amores latentes
No meu lobo temporal
Você grita permanência
Pode se acomodar
E nunca declarar ausência
E lá você se perde
Fazendo lindos passos,
meu coração te segue,
clamando que fique,
enquanto gradativamente
me esquece.
Por mais que não acredite
Acredito na gente
posso acreditar por nós
E viver com meu regador
para sempre
Então mente
Elogia esse irrigador
E diz me amar eminentemente
Por mais que não corresponda
Tenho amor o suficiente
Para viver na cegueira
Te dar todo o amor
que meu córtex sente
Consigo cuidar desse nosso jardim
Sem que esteja presente
Então fique
E com o tempo verá
A tempestade passar
E como um relâmpago
Enxergará,
que só há você
Lá no canto
do meu infinito
hipocampo.
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