O que Nao Elabora se Repete Freud
Foi quando eu achei que não lembrava de coisas passadas que me deparei com sua lembrança tão viva dentro de mim.
Não sei ao certo o que é. Se seria bom ficar ou partir de vez.
Adoro seu sorriso de criança e suas idéias tão malucas, cheias de sentido. Adoro o seu tom. Me acalma, me eletriza. Nas idas e vindas da vida, quando te vejo, ainda me pego a sorrir.
A gente coloca problema onde não existe, dificulta o que não precisa, se aborrece por besteira, briga por brincadeira, coloca culpa onde não cabe, e esquece, que muitas vezes, o problema está dentro de nós.
Migalhas, pedaços e metades já não me interessam mais.
Estou querendo o que vem por inteiro. Leve. Livre. Simples assim.
E se o mundo não der a volta, que eu preciso, pra te encontrar. Ficarei com as lembranças, que tempo nenhum conseguirá apagar.
Na terra do faz de conta, tudo foi lindo. Não se espante! É que meu coração, tem mania de guardar, o que a razão, já pediu pra se desfazer.
É necessário saber quando um ciclo acaba. Mas, às vezes, por mais que a gente saiba, não conseguimos nos desprender. É aí onde tá todo o problema. Nos vem a mente tudo o que foi bom e a certeza que não existe mais. Na cabeça passa um filme, as lembranças vem à tona. Os momentos, palavras, alegrias, tristezas, sorrisos, abraços, brincadeiras, brigas e histórias, ficaram no passado. E ao passado a gente não volta, o destino a gente não muda, no coração a gente não manda e a saudade não sabemos como expulsar. Mas a vida continua, a gente continua. De um jeito ou de outro, a gente continua. Afinal, como diria o poeta, os amores vão e a gente fica.
É Zé, o que eu chamo de falta de sorte é não ter um bocado de força de vontade pra sonhar, lutar e conseguir. Aí sim Zé!
Por aqui nem sempre é só alegria.
Por vezes, o coração pesa tanto, que lágrimas não conseguem se conter. Mas pego o coração e embrulho em um sorriso inventado. Seguro as lágrimas, de um jeito meio torto, e me faço passar sem que transpareça qualquer peso aparente. É assim que tem que ser. Mas nem sempre é assim que é!
O mais perigoso pode
ser o que menos
aparenta,o mais
quieto,ele não chega
anunciando,ele chega
silenciosamente.
