O que Espera de Mim

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Sê paciente; espera que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto ao passar
o vento que a mereça.

Eugénio de Andrade
ANDRADE, E., Os Amantes sem Dinheiro, 1950

É doce a espera
quando temos certeza
do reencontro.

Minhas paredes debocham de minha solidão e minha porta espera por você entrar sem bater, mais do que eu...

O meu amor habita no silêncio da espera, e se realiza na certeza do infinito.

Quando você menos espera,
novos sonhos invadem a alma,
aceleram o coração
e fazem parecer
que tudo vai ficar melhor.

Grande parte das nossas frustrações acontece quando a gente espera que o outro tenha as mesmas atitudes que nós teríamos em determinada situação. Mas o outro é somente o outro. Ninguém é igual a ninguém. E nunca será. E pra nos ajudar a sair do fundo do poço, porão ou subsolo… Só a gente mesmo. O outro, por mais que te ame e queira teu bem, não pode fazer isso por ti. Nem que ele quisesse.

E enquanto os dias forem meus,
serei essa eterna espera.
Lua que vê o sol distante,
na esperança constante
do encaixe perfeito.

Viver é ir ao encontro.
Não se pode viver em estado de contemplação.
Tudo está a nossa espera
É uma questão de coragem e amor.

Espera um pouco, filha, e verás grandes coisas

O que a gente espera dessa vida são histórias.
História pra viver, pra sentir, se arrepender, repetir e contar.
Talvez a gente guarde numa caixa, classifique como passado, esconda de todo mundo e de si mesmo e não mexa mais.
Talvez a gente compartilhe com quem quiser ouvir e ria de tudo o que passou.
Talvez a gente esqueça. Talvez a gente reescreva. Talvez um monte de coisas, não sei.
Só sei que quando eu lembro de cada uma delas - às vezes escondendo o rosto vermelho de vergonha, às vezes feliz pelo que aconteceu, às vezes com vontade de gritar "meeeeeu deus, como eu era (mais) idiota" - eu sorrio.
Errando, acertando, mudando ou não mudando porcaria nenhuma, eu sorrio. E eu quero mais, muito mais. E que sejam surreais, inusitadas, sinceras e diferentes de tudo o que eu conheço. Porque o que eu quero, realmente não é pouco.

Carta final

Assim vai a última esperança, a última chama que o coração guardava na espera de que algo
mudasse, mas desde o princípio, quando notei frieza em seus olhos, percebi que naturalmente
isso acabaria em dor. Inicialmente era incrível o poder que isso tinha de me fazer sorrir, como
eu via tanta inocência, sem saber que a inocente era eu.
Superei as barreiras do espaço e do tempo, burlei as leis da casualidade e entrei na sua vida;
não temia as consequências enquanto era bom.
Então chega a realidade, avança ferozmente e rouba toda luz, todo riso converteu-se em
lágrimas. Inevitavelmente isso acabaria em dor.
Mas precisava efetuar a última oração, precisava superar os limites de meu medo, tudo isso para a
resposta que eu deduzia.
Juntando todos os resíduos de força, resistindo bravamente a qualquer hesitação, meu coração
deixa aqui meu mais sincero adeus.

Cada um espera que, se alimentar o crocodilo o suficiente, o crocodilo o comerá por último. Todos eles esperam que a tempestade passe antes que chegue a própria vez de ser devorado.

Winston Churchill
Text of Churchill’s Speech on War Prospects. New York Times, 21 jan. 1940.

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.

Como um jardineiro que prepara o canteiro,
à espera da semente oportuna,
em meu coração resiliente,
faz brotar a mais bela flor de maio,
perdurando por todas as estações da minha vida.

Me acha chata?
Espera só até você realmente me conhecer e virar meu amigo.

O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.

Espera que o corte é fundo, mas com o tempo regenera.

O tempo não para, a vida não espera. Não quero acordar amanhã sentindo falta de ter vivido alguma coisa, de ter feito alguma coisa, de ter realizado algo. Não quero pensar depois quem eu poderia ter sido e não fui ou o que poderia ter feito e não fiz. Não quero sentir falta de nada, muito menos de amor.
Quero viver todos os dias, todos os sonhos e todas as fases, sejam elas boas ou ruins, mas que sejam!
Quero aprender tudo o que eu puder e ensinar o que eu souber.
Não quero deixar de lado nem um momento da minha vida, não quero esquecer quem eu amo e tão pouco deixar sem que saibam disso. E então eu falo do amor e amo além das palavras, porque na minha vida, cada coisa, pessoa ou fato só fazem sentido e tem a importância que eu mesma dou.

O que te faz melhor, um "te adoro" o tempo todo, ou aquele que você nunca espera? Às vezes tem que ser pouco, pra parecer muito.

Tenho horror a hospitais, os frios corredores, as salas de espera, antessalas da morte, mais ainda a cemitérios onde as flores perdem o viço, não há flor bonita em campo-santo. Possuo, no entanto, um cemitério meu, pessoal, eu o construí e inaugurei há alguns anos quando a vida me amadureceu o sentimento. Nele enterro aqueles que matei, ou seja, aqueles que para mim deixaram de existir, morreram: os que um dia tiveram minha estima e a perderam.
Quando um tipo vai além de todas as medidas e de fato me ofende, já com ele não me aborreço, não fico enojado ou furioso, não brigo, não corto relações, não lhe nego o cumprimento. Enterro-o na vala comum de meu cemitério – nele não existem jazigos de família, túmulos individuais, os mortos jazem em cova rasa, na promiscuidade da salafrarice, do mau-caráter. Para mim o fulano morreu, foi enterrado, faça o que faça já não pode me magoar.
Raros enterros – ainda bem! – de um pérfido, de um perjuro, de um desleal, de alguém que faltou à amizade, traiu o amor, foi por demais interesseiro, falso, hipócrita, arrogante – a impostura e a presunção me ofendem fácil. No pequeno e feio cemitério, sem flores, sem lágrimas, sem um pingo de saudade, apodrecem uns tantos sujeitos, umas poucas mulheres, uns e outras varri da memória, retirei da vida.
Encontro na rua um desses fantasmas, paro a conversar, escuto, correspondo às frases, às saudações, aos elogios, aceito o abraço, o beijo fraterno de Judas. Sigo adiante, o tipo pensa que mais uma vez me enganou, mal sabe ele que está morto e enterrado.

Jorge Amado
Navegação de cabotagem: apontamentos para um livro de memórias que jamais escreverei. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
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