O que as Pessoas Querem que a Gente Seja
Descobri que gosto de gente bagunçada
Que não anda na linha
Que não se encaixa
Que fala e age de acordo
Que é o que é
Ponto.
A gente era tão igual e tão diferente
E brigava tanto
Mas era claro que a gente se amava
Mas é claro que a gente ainda se ama
Eu sempre lembro de você, pai
Se estivesse aqui, hoje teria bolo
Não é mais aniversário que se diz
Depois que alguém já não está mais
Mas ainda dá tempo e jeito
De ser lembrança
Memória
Carinho
E afeto.
Parabéns assim mesmo, pai!
O que nos falta é sangue nas veias. Aquela coisa, sabe, que faz a gente se sentir vivo e atuante. Estamos cada vez mais apáticos. Cada vez mais mornos. Lembro de como reagia se alguém se metesse com um de meus irmãos. Como ficava se alguém se atrevesse a insultar qualquer um dos meus amigos. Como era atrevida e ousada ao defender um estranho que sofresse uma injustiça.
Hoje tudo pode. As pessoas tornaram-se anestesiadas.
Pois é...Se o desaforo não bater a nossa porta, está tudo bem.
Não temos mais garras e dentes. Nos tornamos moralmente gelatinosos. A nossa honra e integridade são de uma plasticidade assustadora. Fazemos vista grossa com a injustiça sofrida pelos outros. Economizamos nas defesas. Somos seletivos ao tomar partido. A maldade alheia não incomoda. A voz alta. A falta de educação e tato ao lidar com crianças ou animais. A crueldade.
Que espécie de seres nos tornamos, por Deus?
Pergunto mil vezes. Mil vezes sem resposta.
Tanta gente bacana no mundo e você sofrendo por causa de um cocô que aprendeu a andar e saiu da privada.
A gente carrega tanta coisa
No bolso
Na carteira
No casaco
Na mala
No porta luvas...
Para se proteger
Do acaso
Da dor
Do infortúnio
E se esquece de viver...
Sempre preocupados
Olhando para os entulhos
Que carregamos
E que por fim
Nos tornamos.
Meire Moreira
Aprendemos a viver errando!
Se a gente não viver nunca vamos saber. Então viva aposte no que deseja... e ame o que quer amar!
Sinto muita falta da minha infância humilde, a gente não tinha internet, não tinha vizinhos por perto e nem televisão, não tínhamos problemas.
É tão engraçado como, mais cedo ou mais tarde, a gente se sente pronta para quebrar a cara outra vez...
Tem gente que tem medo de gente.
Tem gente que tem medo de se viciar em gente.
E convive com a solidão como se ela fosse a melhor companhia do mundo.
E pior: rodeado de gente!
Não dá prá entender!
Horário de verão é igual ex vitalício. O relacionamento termina, mas a gente já fica apreensiva porque ano que vem sabe que vai voltar!
Eu quero perto de mim, gente de bem.
E gente que fica, continua e está bem, mesmo quando e se eu estiver mal.
Mas eu quero bem LONGE DE MIM, gente que fica bem unicamente porque eu estou mal!
É que no fundo, a gente sempre mantem a ingenuidade de não esperar da amizade verdadeira sequer a dúvida entre magoar ou não!
Gente que tem hipermetropia de vida.
Que precisa ir para longe para enxergar melhor o que estava perto...
