O que as Pessoas Querem que a Gente Seja
SOLIDARIEDADE
Há tanta gente carente pela rua,
Tanta gente mendigando o próprio pão...
Não viva só de glória a Deus e aleluia:
De que vale a oração sem a “ação”?
Há tanta gente dormindo no sereno
Necessitando de agasalho e colchão;
Sob os bancos das praças, se tremendo...
Meu amado sinta a dor do teu irmão!
Glorifique do Senhor Seu santo nome,
Dê mais carinho, dê pão a quem tem fome
Que terás a recompensa lá no fim.
Foi Jesus Cristo quem deixou este ensino:
Quem ajudar a um desses pequeninos
Em verdade está fazendo para mim!
Talvez o mal é que a gente pede amor o tempo todo. Não se preocupa nunca em dar amor, sem esperar reciprocidade. (...) A gente tá se perdendo todos os dias, pedindo pra pessoas erradas. Mas o negócio é procurar. A gente não se recusar a se entregar a qualquer tipo de amor ou de entrega. Eu nunca vi por que evitar a fossa. Se a fossa veio é porque ela tinha que vir, o negócio é viver ela e tentar esgotar ela. A gente, quando tenta analisar qualquer problema, sempre vai aprofundando, aprofundando, até que chega nesse fundo que é amor sempre. (...) A gente sempre procura um amor que dure o mais possível. Procura, procura, talvez tu aches. Pra mim é horrível eu aceitar o fato de que eu tô em disponibilidade afetiva. Esse espaço branco entre dois encontros pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é. E tu vai vivendo aquilo, porque não agüenta o fato de estar sozinho.
"A gente sempre acha que colocando uma vírgula onde já existe um ponto final a história vai ser diferente… Que tal inicar outro capítulo?"
Mas mesmo aquilo que a gente não se lembra de ter visto um dia, talvez se possa ver depois por algum viés da lembrança.
Que barulho foi esse? É o vento falando com a gente. E o que ele tá dizendo? Não sei, não falo ventanês.
O pior momento de um funeral é quando a gente vira as costas para quem ama, e vai embora para sempre.
Não importa se só tocam
O primeiro acorde da canção
A gente escreve o resto em linhas tortas
Nas portas da percepção
Em paredes de banheiro
Nas folhas que o outono leva ao chão
Em livros de historias seremos a memória dos dias que
virão
Se é que eles virão
A gente banca a boba, apanha na cara, perde toda a vergonha. Cai, cai feio. Mas levanta e segue. Eu sigo. Porque quando tudo chega a seu fim, dói. Mas dói muito. Só que passa e quando passar você nem lembra mas por estava sofrendo.
Não ignoro o sofrimento. Não banalizo as dores que a gente sente, que não são poucas (…) Mas, eu acho que, à parte os embaraços do caminho, quando a gente se fecha para a beleza do mundo, a vida fica insípida. Quero continuar a ter esse olhar capaz de se encantar com coisas que vê mesmo quando, particularmente, a minha história se torna difícil de ser lida… Os problemas continuam, mas o coração ganha um doce que muitas vezes nos ajuda a temperar os amargos.
