O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Ecos da alma, capazes de nos levar para tão longe, mas também de nos trazer para mais perto quando nos permitimos compreendê-los.
Para entender a dimensão das águas, sua força e o curso de um rio, é preciso, primeiro, conhecer as suas nascentes. Algumas pessoas levarão dias, meses ou anos; outras, uma vida inteira.
Quiçá este seja o nosso refúgio: perder-se na mansidão deste oceano azulado, observando a calma das ondas. Desprovido da inquietude, misturo-me à natureza; ela me move, me comove. A orla me faz sentir parte dessa natureza infinita.
É incompreensível que ainda existam guerras que se pretendam santas na Terra. Talvez, no invisível que não nos é dado enxergar, até santos e anjos se enfrentem em combates que escapam ao entendimento humano, como se toda luta, em sua essência mais misteriosa, fosse uma tentativa de tocar aquilo que habita o reino do indizível.
O que eram apenas resquícios… tuas águas ainda fluem em meu peito. Guardadas no silêncio das profundezas do oceano, podes ouvir a minha voz, pois sou onde o mar deságua os teus pensamentos.
O sono é leve para os caminhantes noturnos.
Meus pensamentos ainda esbarram nos seus e, nesse silêncio, você retorna como uma febre que não passa.
Poesias vêm carregadas de segredos que atravessam o silêncio profundo e fazem um barulho ensurdecedor.
Quando as flores do seu jardim já não têm o mesmo fulgor, a mesma cor, o mesmo perfume… não adianta apenas regá-las. Antes de tudo, é preciso mudar as raízes.
A vida floresce quando aprendemos a regá-la, mas também a atravessar, com paciência, as quatro estações.
Aprender a conviver com os meus demônios foi a maneira de impedir que os meus anjos me abandonassem.
Que o brilho da lua na noite de 31 de outubro não sirva apenas para caçar bruxas, mas também para iluminar as fadas.
O Demônio habita o centeio do whisky, nas nuances de menta que equilibram a doçura da alma e no aroma que desperta a coragem do desespero; na busca pela última gota que não sacia, apenas sufoca.
Quase um diálogo silencioso com as ondas que vêm apagando minhas pegadas na areia, sem me deixar esquecer que, na vida, tudo é passageiro.
Consumi uma vida em meio a enganos, na ânsia de corrigir minhas imperfeições; talvez bastasse deixar a vida seguir seu curso natural.
Sem querer soar piegas, às vezes somos como um bom vinho francês: esperamos que alguém nos encontre para descobrir o que há dentro.
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