O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
A presença d’Ele eu carrego em todo tempo e lugar,
No silêncio ou no dia, Ele nunca deixa de estar.
Eu priorizo o Céu, antes de tudo aqui,
Porque tudo que eu tenho… foi Ele quem me deu, tudo vem d’Ele em mim. E em cada detalhe da vida… foi o amor d’Ele que me formou. miriamleal
De joelhos eu Te peço: Purifica o meu interior, Pois Tua graça derruba o homem velho E faz nascer um servo cheio de amor.
Quebra o meu orgulho e faz-me olhar pra cruz, Onde o Teu amor venceu a minha escuridão, Tira a dureza do meu coração, E ensina-me a viver o Teu perdão. miriamleal
Hoje já não digo: Senhor, tira-me daqui a qualquer custo.
Digo: Senhor, enquanto eu estiver aqui, não permita que eu saia sem aprender tudo aquilo que Tu queres formar em mim.
Porque o meu maior desejo já não é apenas sair do deserto.
É sair dele parecido com Cristo.
Enquanto alguns querem aparecer, eu quero que Cristo apareça em mim.
Não preciso ser vista pelos homens para ser conhecida pelo Pai.
Não preciso disputar lugar, porque meu lugar está nas mãos dEle.
Parada definitiva
A cada vez que eu venho, eu ganho,
Cada vez que eu volto, não desperdiço,
Os teus afetos desestabilizam, deixam o coração disposto a querer mais e mais dessa bagunça incansável,
No final das contas, o que era "o recíproco momentâneo", virou parada obrigatória, virou a parada definitiva.
D'água
Na praia eu observo a dança e a gentileza do oceano,que sempiterno traz suas ondas para a areia a fim de exibir seu manto de espuma.
...E sempre retorna para encontrá-la
em uma coreografia nas areias."
Jorge B Silva
Eu sou a chuva no lago...
A cada gota um novo lago...
A cada lago um novo eu...
A cada eu uma nova chuva tristonha...
Eu achei que
conhecia suas armas,
previa seus disparos,
tinha me blindado contra as balas.
Mas você achou
uma costura na armadura,
um pedaço que passou despercebido.
E foi por ali
que você conseguiu me derrubar.
Pela última vez.
Agora Sim, Eu Me Escolheria
Eu te entendo.
Não só entendo —
sinto.
Aqui, no peito.
Na lágrima que cai sem aviso,
sozinha, na varanda,
com o vento levando o que eu não disse.
É a dor que chega depois.
Depois que ele foi.
Depois que você cresceu.
Depois que aprendeu a gostar de si.
E aí —
talvez já fosse tarde demais
pra ele te ver de verdade.
Mas, sem rodeio:
Você não era errada.
Estava perdida.
Tentando encontrar fora
o que faltava dentro.
E a ironia?
Ele perdeu.
Perdeu a versão de você
que hoje sabe o próprio valor.
Mas você não perdeu.
Mesmo com o que ainda dói,
mesmo com o que ainda ecoa,
você está inteira.
Pé no chão.
Vulnerável por escolha,
não por carência.
Antes,
eu não me escolheria.
Estava torta.
Pedindo amor sem saber pedir.
Cheia — e vazia ao mesmo tempo.
Mas agora?
Agora sim.
Eu me escolheria.
Sem pressa.
Sem medo.
Sem me diminuir pra caber.
E se fosse hoje —
você veria.
Não tem mais como não ver.
Se eu não tivesse cerrado meus ouvidos aos que não se atreveram a ir além das arquibancadas, talvez não tivesse sido exitoso na arena.
Existe um tipo de crítica que nasce da experiência, da boa intenção e do desejo sincero de contribuir.
Essa merece ser ouvida!?!
Mas há outra, muito mais comum, que vem daqueles que nunca aceitaram o desafio de entrar em campo.
Pessoas que observam de longe, analisam sem riscos e julgam sem se importar com consequências.
É confortável opinar quando não se carrega o peso da decisão.
Quem está na arena conhece o preço de cada tentativa.
Sabe que a vitória não elimina o medo, apenas demonstra que ele não foi suficiente para impedir o passo seguinte.
Também sabe que o fracasso não é um certificado de incompetência, mas uma possibilidade inevitável para quem escolheu agir em vez de apenas bisbilhotar.
Muitas oportunidades são desperdiçadas porque damos às vozes da arquibancada a mesma autoridade de quem (com)partilha o combate.
Permitimos que o ceticismo alheio se transforme em limite pessoal.
Esquecemos que quem nunca enfrentou a batalha dificilmente compreenderá o valor das cicatrizes.
Silenciar certas opiniões não é arrogância; é discernimento.
Nem toda voz merece ocupar espaço na nossa consciência.
Há momentos em que proteger a própria convicção é uma necessidade, não um capricho.
O êxito muito raramente pertence a quem agradou a plateia.
Geralmente pertence a quem suportou as vaias, ignorou os palpites vazios e permaneceu concentrado no propósito.
Porque, no fim das contas, a arena recompensa a coragem de quem entra para lutar, não a eloquência de quem escolheu permanecer sentado na zona confortável das arquibancadas.
Quantos Sonos eu deixei de dormir com medo do Sono Profundo me abraçar e alguém Precisar de mim?
Há pessoas que passam a vida em estado de vigília.
Não necessariamente só porque sofram de insônia, mas porque carregam a estranha sensação de que descansar é um luxo muito perigoso.
Vivem acreditando que, se baixarem a guarda por alguns instantes, algo dará errado, alguém chamará por socorro ou uma responsabilidade inesperada baterá à porta.
É curioso como o Amor, o Dever e o Medo podem vestir a mesma roupa.
Quem ama, cuida.
Quem é responsável se faz presente.
Mas, quando o medo de falhar se torna maior do que a necessidade de repousar, o cuidado deixa de ser virtude e passa a ser prisão.
O Sono Profundo simboliza muito mais do que o descanso do corpo.
Ele representa a confiança de que o mundo continuará girando mesmo sem o nosso controle.
Dormir é um ato silencioso de entrega.
É reconhecer que nem tudo depende de nós e que há batalhas que precisam esperar, sim, pelo amanhecer.
Quantas noites foram roubadas por preocupações que jamais se concretizaram?!?
Quantas madrugadas foram preenchidas por cenários imaginários, enquanto a vida seguia seu curso sem exigir a nossa vigilância permanente?
Talvez a maturidade também consista em aprender que estar disponível não significa estar esgotado.
Quem nunca descansa acaba oferecendo aos outros apenas os restos da própria força, da própria existência.
E ninguém sustenta uma luz acesa para sempre sem, um dia, ver a chama enfraquecer.
Permita-se dormir em paz.
Se alguém realmente precisar de você, que o encontre inteiro, renovado e capaz de estender a mão com serenidade.
Porque há um Tempo para Velar, mas também há um Tempo Sagrado para fechar os olhos, confiar e simplesmente Descansar.
Talvez, se eu não tivesse cerrado meus ouvidos para as Arquibancadas, a Arena tivesse me Sucumbido.
Há momentos em que sobreviver exige uma espécie de surdez voluntária.
Não porque toda voz externa seja inútil, mas porque, quando estamos no centro da arena, há sempre quem torça pela nossa queda, quem exija espetáculo, quem confunda coragem com imprudência e quem, protegido pela distância, tenha certeza de como deveríamos lutar.
Às vezes, as arquibancadas são muito barulhentas.
Julgam sem carregar o peso da espada, aconselham sem sentir o golpe e comemoram tanto a vitória quanto a derrota — desde que o espetáculo continue.
Aprendi, então, que nem toda voz merece chegar até nós.
Algumas palavras esclarecem; outras apenas confundem.
Algumas críticas nos aperfeiçoam; outras pretendem apenas nos diminuir.
E há aquelas que parecem preocupação, mas são somente a expectativa de assistir ao nosso fracasso de um lugar confortável.
Cerrar os ouvidos, nesse sentido, não foi covardia.
Foi preservar dentro de mim um espaço onde ainda fosse possível ouvir a própria consciência.
Porque a arena não destrói apenas quem perde.
Às vezes, ela sucumbe quem passa tempo demais tentando corresponder aos gritos das arquibancadas.
No fim, talvez maturidade seja justamente isso: saber quando escutar, saber quando responder e, sobretudo, saber quando permanecer em silêncio — não por falta de argumentos, mas porque algumas batalhas terminam no instante em que deixamos de lutar para convencer quem já decidiu o que quer enxergar.
E talvez eu só tenha conseguido atravessar a arena porque, em algum momento, compreendi que o que gira em torno da minha vida não precisava ser um espetáculo para ninguém.
Ponto de equilíbrio
(Mauro A Evaristo)
Eu tenho feito rascunhos
Usando lápis (grafite) e papel,
Escrever de próprio punho
É suavidade análoga ao mel.
A palavra tem poder e coerência
Cobrada em qualquer vivência
Nada adianta se dizer mental
Bufando e agindo feito animal.
É preciso um ponto de equilíbrio
Para se desenvolver o raciocínio,
Não quero morrer buscando salvação
Quero paz em meu canto com os Livros,
Quero lucidez e toda compreensão
Pra nunca rejeitar a evolução.
feradapoesia.blogspot.com
Doces venenos
(1Evaristo)
Ontem eu vi o Homem-Aranha
Pintando as paredes de um edifício
No Brasil o político honesto (?) só ganha
Em cima de milhões de sacrifícios.
As palavras são doces venenos
Na boca de qualquer vulgar,
A justiça humana pesa no pequeno
Porque ao grande demora muito tocar.
Poemas são códigos sutis
(Mais poderosos que fuzis)
Levando gerações ao raciocinar
Que neste vasto incógnito país
A porta da prosperidade se abrirá,
Mas precisam muito estudar.
feradapoesia.blogspot.com
Coisas simples
(Mauro A Evaristo)
Eu tenho coisas simples para agradecer
Ar pleno pra respirar, água para beber,
Um longo caminho para trilhar,
Sonho (plural) feito estrela a brilhar.
Coisas simples das quais me agradar
Perfume de flores e Anjos no ar,
Muito em viver, água para beber,
Caminho em perspectiva a percorrer.
Eu tenho muito em que me agradar
Um universo em expansão em meu Ser,
Livros ainda por ler, água para beber,
Muitas histórias para contar,
Amar sem temores em amar
É claro, um poder infinito a compreender.
feradapoesia.blogspot.com
NEM TODA PAZ MERECE SER PRESERVADA
“Se para manter a paz eu precisar assistir alguém indefeso ser destruído, então aquilo nunca foi paz. Há momentos em que não agir também é uma escolha — e eu prefiro carregar o peso da justiça do que a vergonha de ter virado o rosto.”
— Artur
Fragmentos de Ender: Genesis Protocol
Autor: Jonas Saul P Sodré
@Jonassaul.ofc
« Compare o eu de hoje com o eu
de ontem. Se não mudou nada,
você só ficou mais velho. Não mais
homem. »
Se Deus é o Dono de tudo — e Ele é — então eu sou apenas um dos Seus mordomos.
E, como bom mordomo, cuido com amor e temor daquilo que Ele confiou às minhas mãos: você, minha esposa, filha do Altíssimo, princesa nesta terra e herdeira do Céu.
Daniel foi grande. Isaías foi gigante.
Mas Jeremias... ao olhar pra ele, eu digo: que homem tremendo.
#ParaDeusSejaAGlória
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