O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.

A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.

Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.

Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.

Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.

Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.

Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.

Segundo Shakespeare, nascemos chorando nesse teatro de loucos.
Eu nasci negando.
Nego tudo, nego a origem.
Nego o passado, nego o presente, nego o futuro.
Nego a ideia de túmulo eterno,
a ideia do pó que volta ao pó.
A intensidade do pensamento é tão grande, tão imensa,
mas a gente pensa que isso, essa energia etérea,
aprendeu a migrar para outros mundos,
outros fundos, outros abismos.
E aí, mesmo essa ideia que seria sublime, confortante, eu nego,
porque não há plenitude na mente que estaciona
e aceita qualquer coisa como verdade absoluta.

eu tenho medo. muito medo.
medo de tudo, medo de respirar, medo de sair de casa, medo de ficar sozinha, medo de estar com muita gente, medo de ser amada, medo de ser odiada.

mas o meu maior medo eh que ele me deixe, que ele me olhe da mesma forma que eu me olho e perceba que não vale a pena. que não vale o esforço.

eu sou quebrada, sou traumatizada, sou louca, paranoica, imatura, descontrolada, desequilibrada e mesmo assim ele segue comigo, mas ate quando? ate a que ponto esse amor vai?

um dia, ele vai acordar, vai olhar pra mim e pensar "o que eu to fazendo aqui?" porque eh a mesma pergunta que eu me faço todos os dias.

Acaso


Talvez tenha sido acaso...


Você cruzar meu caminho,
justamente quando eu não procurava ninguém.


Talvez tenha sido apenas coincidência
o instante, o lugar, o momento...


Mas algumas coincidências
são difíceis demais de chamar de acaso.


Porque, depois de você,
alguma coisa mudou em mim.


Como se a vida, por um breve instante,
tivesse colocado tudo no lugar
só para que nossos caminhos se encontrassem.


E desde então,
quando penso em destino,
não imagino caminhos, estrelas
ou lugares distantes.


Imagino você.


Talvez tenha sido acaso...


Mas, se foi,
foi o acaso mais bonito
que a vida poderia ter me dado.

Por que mudei?
Ahhh…
me perguntam por que mudei.


E eu simplesmente digo:
mudei porque já não cabia
dentro das minhas antigas versões.


A pele que um dia me serviu
começou a apertar,
os caminhos que antes me encantavam
já não levavam para onde eu queria chegar.


Então, precisei me despir
de algumas certezas,
de velhos medos,
de quem eu achava que deveria ser.


Não foi de repente.
Foi aos poucos,
como quem aprende a respirar
depois de passar muito tempo
tentando caber em espaços pequenos demais.


Mudei porque cresci.
Porque me ouvi.
Porque descobri que permanecer a mesma
só para não incomodar os outros
também é uma forma de se abandonar.


Hoje, não sou quem fui.
E ainda bem.


Carrego minhas antigas versões comigo,
não como arrependimento,
mas como raízes.


Afinal,
foi preciso ser todas elas
para chegar até aqui.


Não mudei para ser outra pessoa.
Mudei para, finalmente,
caber inteira dentro de mim.

Cristo vai voltar e perguntar
Quantas almas você evangelizou?
Cadê os dons que eu te emprestei?
Quantas caridades você praticou?
A pessoa Dirá: Toma o dinheiro que eu ganhei
e as almas que eu enganei!

"Eu vivo nesse
mundo com focono
Reino de Deus
Pois essa será a minha
maior Vitória na Vida"

"Ninguém é como Deus, nem Cristo ousou se comparar ao Pai, quando Ele disse, Eu e o Pai somos um, Ele não disse Eu Sou o Pai, mas sim, quem vê a Mim, vê aquele que me enviou"


- Quem lê entenda.

Eu não preciso de muito para viver...
Eu preciso apenas de Jesus!
O resto é troco na vida...

"Enquanto muitos brigam nesse
mundo por poder, eu luto pra está
em paz, que Jesus Cristo seja
meu poder, o Espírito Santo minha virtude, e Deus o meu carácter"

"Quando estou sem fazer
nada é quando me sinto
mais útil. Eu tenho tempo
pra pensar e ter ideias"

"Nessas idas e vindas
da vida muito de mim
eu levei e muito eu
trouxe pra mim "

“Se eu sonho, se eu sinto, eu sou.
Mas, se eu sou e já não sinto, e menos ainda sonho… será que ainda sou?”
— Augusto Martins

⁠eu te amo muito,tu sempre irás ser a minha monn quenn.
e
O meu coração sempre terá espaço para ti.

Os pássaros de Brasília


Certo dia, eu caminhava pela mata virgem que existe cerca da minha casa. Pássaros tamborilavam em ritmo de uma canção desconhecida de roça. Um deles, aparentemente o líder, separou-se do grupo e voou até uma árvore distante, pousando no mais baixo dos galhos. Ele parecia não gostar da canção que seu bando entoava; talvez ela fosse simples demais para seus ouvidos modernistas, ou exacerbadamente complexa a seus olhos de Brasil contemporâneo. Sentada em um banco florido de madeira desgastada pelo tempo, eu não conseguia retirar do meu campo de visão aquele interessante ser, que devagar começava a assobiar uma nova canção. Foi então que enxerguei nele um espírito renatista, russo-brasileiro, transbordando os enlouquecidos pensamentos sobre uma certa geração coca-cola. O trovador solitário se juntou a outros pássaros loucos como ele, formando uma Legião que pairava em cada alma revolucionária deste país da Brasília que não muda.

De onde eu vim


De onde eu vim
O céu é mais azul e as estrelas nem te conto.


De onde eu vim
Tem três sóis, um amarelo, um azul e um verde,
Então vivo em um lugar que todo o tempo há sempre um arco-íris no céu.


De onde eu vim
As flores tem um perfume sem igual
E a natureza deve ser a mais bela da galaxia.


De onde eu vim
Deus quase fala comigo, de tão perto que ele está.


De onde eu vim
A Paz é sempre constante
E vivo maravilhosamente feliz.


Mas a saudade apertou, porque lá, você é a minha parceira na dança,
nas aventuras, nas alegrias... em tudo você está comigo.
Lá, é você quem encanta meus dias, você é metade de mim.


Então, cheguei bem perto de Deus e falei:
— Aqui é muito bom, Senhor, mas sem ela meus dias estão sem graça.


E Ele respondeu:
— Vai, meu filho querido, vai ao encontro de sua amada, ela também precisa muito de você.


Por isso estou aqui novamente, e descobri que o melhor lugar do Universo
não é meu planeta, nem na minha galáxia, nem em qualquer outro lugar na imensidão infinita do universo.
O melhor lugar é aqui, pertinho de você, dentro do seu abraço.


Por isso estou aqui.
Me abrace!

Eu tenho medo...
Medo da morte? Também.
Ah, mas há outros medos que me dão mais medo...
Esses medos a que me reporto, a história poderá contar.

Exercício para ganhar tempo


Eu queria nesta tarde chuvosa

nem de alegria ou lamento

um pouco de urbanidade do tempo



e neste dia vinte e seis

outubro quase fim que é

deste ano que apressou o pé



um pouco mais de consideração



Do senhor de todas as horas

Peço todas as demoras

Não tenho pressa não