O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Com o seu olhar de caçador
você entrou na roda
para dançar com o teu andor
caipira a Dança do Marimbondo,
Você chegou com aquele charme
maroto sem me dar desconto,
e fez o meu coração arrebatado.
Na zabumba você pendurou
a casa do danado,
Espantava o bichinho por
todos os lados,
Trocamos olhares apaixonados
e não importamos se seremos
por quem quer que seja reprovados.
Sim, dessa vez você deixou a garrafa
para equilibrar na cabeça de lado,
Sei que não dá para disfarçar,
que você está apaixonado,
que quer ficar comigo colado
e anunciar o orgulho de bem amado.
Neste mundo quase perdido
que a cabeça da gente pira,
Para viver o amor profundo
tenho certeza que chegou
a nossa tão esperada vez;
Nos meus braços você encontrará
o teu refúgio e toda a calidez,
e segura nos teus encontrarei
a sensatez e toda a magna poesia.
Ao menor sinal teu
fico toda arrepiada
só de imaginar ser
por ti esquentada
como a mulher
escolhida para fazer
parte da tua vida,
Quando este dia
chegar será tão
animado que nossos
peitos fortes soarão,
e confundidos serão
com os Cabaçais do Cariri.
Com o Pai-do-Mato
caminho lado a lado,
da Criação Divina
ele cuida como se
fosse a própria filha,
E por ele também
me sinto protegida.
Com o Pai-do-Mato
caminho por onde
nunca ninguém
antes tinha imaginado,
Ele me livra inclusive
do teu mau olhado.
(O Pai-do-Mato é lançador,
dos arbustos é sacudidor
e da consciência alheia
que acha bonito andar
no meio da Natureza
insistindo fazer malvadeza).
Soltei todos os nossos bois
no pasto do folclore só
para ver o quê vai dar,
Primeiro soltei o Boi de Reis
para ele me mostrar
se realmente chegou a minha vez
de saber realmente
onde o meu amor está.
Soltei o Bumba-Meu-Boi
para saber por onde o amor foi,
Soltei o Boi-Bumbá
para saber se o amor escrito
no meu destino está.
Soltei o Boi-de-Mamão
para saber se realmente
vou encontrar o amor
com todo o fervor no coração,
e pedirei a nossa benção.
Soltei o Boi Calemba
para ele me ajudar a encontrar
um amor que seja feito de poema,
Soltei o Boi-Surubim
para encontrar um amor que realmente tenha nascido para mim.
Soltei o Boi Zumbi
para saber se o meu amor
realmente se encontra por aqui
e comecei do nada a Dança do Boi
para não deixar nada para depois;
e não me queixar depois que dói.
Soltei o Boi-de-Mourão
para não desistir de continuar,
Soltei o Bumba para comigo
seguir a procurar e o Boizinho
também para me acompanhar
porque não vou desistir de buscar.
Estamos no mesmo auto,
és o meu Rei e sou a sua Rainha,
Nós entre os Reis de Congo
nos conhecemos sem conto,
e nos queremos sem historinha.
Desta vez somos os inevitáveis
Reis de Bamba nesta batalha
que dança até um Reinado
derrotar o outro e agradecer
a São Benedito por tudo isso.
Só sei que o Ticumbi nos compete,
e não há nada que dele nos repele;
É desta força e tradição que
nos impele a preservar com todo
o amor tudo o quê merece.
Só sei que no final não devemos
satisfação a quem quer que seja,
Porque o amor dá conta de tudo
trazendo para nós recompensa
de ignorar tudo aquilo na vida
que só esquenta a nossa cabeça.
#Ticumbi
#poetisabrasileira
As lágrimas de Iaçã
pela dor que não
tem reparação foram
notadas por Tupã,
Ele a levou para perto
d'Ele e para a tribo
trouxe a solução.
Tupã e Iaçã olham
e protegem a todos
o tempo todo,
Chorar não seja mais
permitido aos filhos
desta nossa Nação.
(Quando faltar doçura,
não pode faltar
a recordação que uma
tigela de Açaí sempre
faz bem ao coração).
Meu Uirapuru bonito
que com seu canto tem
feito o meu coração
todos os dias rendido,
Não há ninguém que
se compare contigo,
Por premonição
vejo você comigo.
Um acordeão com detalhes
feitos de prata que veio
da Itália junto com o seu
dono cruzou o Atlântico
para viver um destino triste
e ao mesmo tempo romântico
aqui em Rodeio no nosso
sublime Médio Vale do Itajaí.
Não é segredo para ninguém
que a freira amada pelo italiano
partiu por causa de uma
enfermidade desconhecida,
e sem saber do amor dele em vida.
Quando a freira se foi
para junto do Pai,
não demorou muito para o italiano partir em seguida sem ter
declarado o amor dele em vida.
Há quem diga que o acordeão
desapareceu e outros
dizem que foi roubado,
Um dizem ver e outros dizem
escutar a voz do italiano
indignado pedindo
o acordeão ser colocado
em cima do túmulo dele
para não ser amaldiçoado.
Sei de uns que dizem
que além do acordeão veem
a freira voando em busca
dele para restituir a paz
para a alma do amigo
italiano que foi furtado.
Desta história de amor
mal resolvido,
do destino incógnito
deste acordeão,
alguém deve ter escutado
ao menos uma única vez:
Só sei que não existe
quem não fique abismado.
A festa que você faz
todos os dias no meu
coração merece ser
retribuída com "pato,
tucupi, jambu"
e toda a maravilha.
(Porque o quê eu
vejo nos teus olhos
só a poesia explica).
Rodeio das Mamães
Aqui em Rodeio
no nosso lindo
Médio Vale do Itajaí
vai ter Festa
do Dia das Mães
no Salão Cristo Rei
Cada um amar
a sua Mãe e respeitar
as Mães dos outros
é a nossa lei
Vai ter churrasco
e prato típico
Sabor da Terra
a ser desfrutado
No final deste
poema acabei
de ganhar pinhão
bem quentinho:
Demonstração
de amor e carinho
da minha Mãe
que está aqui
do meu ladinho.
Navegantes Poética
Minha Navegantes poética
que me acolhe
quando decolo e pouso,
Em ti tenho o meu afeto
e o amoroso conforto
que me leva de volta para casa.
Na Pedra Miraguaia aprecio
a pesca de arremesso
e medito que na vida sempre
há um término e um começo.
Do Morro da Pedra, do Pier
a Gruta Nossa Sra. de Guadalupe
com o quê há de mais profundo
sempre me encontro
com tudo aquilo que
me leva ao mais alto ponto.
Na Ilha do Gravatá é ali
que busco com a minha
poesia me refugiar
e nas suas praias
sou sereia a me entregar.
No Memorial, no Barco
da História e no Santuário
de Nossa Senhora dos Navegantes
que é a sua Padroeira,
sou eu a poetisa de joelhos
na certeza da graça perfeita
entrego a minha oração,
e para toda esta cidade
dedico o meu poema.
Rodeio no Frio
É noite e Rodeio
no frio é um convite,
A poesia não tem
nenhum limite.
Por aqui não há
estrela que não
se enamore
do Médio Vale do Itajaí.
O chimarrão está
feito e a panela
esparge o aroma
do melhor pinhão.
(Não consigo tirar
o teu amor do meu coração).
Com certeza você está
pela primeira vez apaixonado,
Imagina quando provar
a minha Carne de Onça
e o meu Barreado,
Vai se lamentar porque
não quis comigo
antes ter se casado,
A cada dia mais você está
querendo ficar bem grudado.
Celebrando a sua existência
até quando fica calado,
O meu coração te celebra
em todos os sabores do Brasil,
Neste sábado te seduzir
com um Virado à Paulista,
Para sentir o aroma da poesia
e não ficar do que é próprio
do nosso amor ficar desligado.
Tudo o quê você precisa
nessa vida é de alguém
que te traga poesia, amor,
carinho e de uma boa
Moqueca Capixaba
para te deixar com o humor
refeito e a alma aconchegada.
Neste mundão onde
muitos se ocupam
mais em atrair
do que encantar,
Prefiro mesmo é me ocupar
do Churrasco Pantaneiro
até você chegar,
E para o dia seguinte
o Quebra-Torto ajeitar
para a gente almoçar.
"Road Trip Solaris"
O poeta da arte
se foi cedo
em uma road trip solaris
para o mundo misterioso
das cores
que levam o Esequibo
onde o sol nasce
da Pátria Amada;
Filho de oito estrelas
Que se espalhou
fazendo todos
os olhos brilhem porque
é sublime, imenso,
cheio de Humanidade
e eterno trovador
De todas as belezas.
(Tributo ao Artista Plástico e Poeta Visual Manuel Ghijem)
Quem provou do meu
Chambari poético,
Nunca mais esqueceu;
Agora hei de preparar
para você que há
por mim se apaixonar
e se enredar no encanto meu.
(Sou eu o teu amor sublime amor
feito para ser e encaixe
perfeito para um coração como o teu).
Com a mesma lealdade
do Cavalo Branco
da lenda campeira,
O meu coração é um
cavalo selvagem
que espera pelo seu;
Não importa quanto
tempo demore,
O importante é que
a chama perdure
até encontrar contigo
e em nós cumprir
o quê é belo e infinito.
Tenho sido a poetisa
invisível nesta época
que não dão mais
valor ao romantismo,
Ainda sonho contigo
com os olhos abertos,
construí um exílio
que só os doidos de amor
são capazes de compreender;
Enquanto preparo
um gentil Doce de Pinhão,
escuto a embaladora canção,
e para as estrelas insisto
pedir a amorosa orientação
em nome da rota da aproximação.
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