O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Com a minha saia rodada
levo uma ponta para lá,
outra ponta para cá,
Ergo a ponta na altura
da cabeça e desço,
Vou para frente e para trás
vou dançando ao som,
do ganzá, do tamboril
e da viola de cocho,
Só na sedução do Siriri
para encantar o meu moço.
Quem passar por ti
não quer sair
nunca mais daqui,
Minha Monte Castelo,
morada do peito
e amor perfeito.
Do Planalto Norte
Catarinense é o lugar
de sorte por ter
o signo da glória
dos expedicionários,
e a honra de um
povo que não
se nunca a luta.
Quem passa por ti
se encanta com
a beleza e a alegria
que moram aqui,
Minha Monte Castelo poética,
a melhor poesia só vem daqui.
O Hemisfério Celestial
Sul acenou para nós
por aqui no nosso
Médio Vale do Itajaí,
Caiu a noite outonal
celebrante do beijo
desta Lua sedutora
sobre a nossa Rodeio
gentil e acolhedora,
E te convido para ler
junto comigo no Céu
o mesmo poema que li.
Poesia e Arte servem para lidar com os nossos anjos e os nossos demônios.
Ambas auxiliam para a gente lidar com mais sabedoria com os nossos sentimentos e melhorar o nível da nossa comunicação.
Para cada batição
tenho escrito uma
nova letra para
animar o seu coração;
Irei nesta Serafina
em roda ou em fila
para buscar a sua
amorosa atenção.
O puçá está preparado
porque o nosso vai
ser lance bem alto,
O peito está apaixonado
e te quero enamorado.
No arrodeio baixo
vou fazer você cair
na minha sedução,
E você não vai pensar
em outra coisa a não
ser em cair na tentação.
E sem nenhum esforço
na hora do arrastão
você estará caidinho,
e se entregará
doidinho a nossa paixão.
Refeito de tudo você
virá para mim como
Jaebé empenhado
para ter a sua amada,
Viraremos pássaros
e confio que você
fará um lindo ninho
fechado igual
ao de João-de-Barro
para proteger
o futuro dos nossos
filhos de todo o mal
que existe neste mundo.
O Saci é meu amigo
e como reconhecido
Guardião da Floresta,
nós dois temos
um pacto antigo,
Comigo ele também
anda sem que por
você seja percebido.
Morando aqui em Rodeio
Poetisa do Vale Europeu,
trocando o meu peito
amorosamente pelo seu.
Vou capturando nas flores
inspiradoras do tempo
a profética e a poética.
Morando aqui em Rodeio
neste verdejante Vale
com gratificante liberdade.
Em plena segunda-feira
que me leva para tomar
café e me ergue com toda
e gentil necessária coragem.
Daqui do Vale Europeu
a poetisa de sempre sou eu,
O meu amor é só seu,
e o seu coração é todo meu.
Morro Grande Poético
Morro Grande poético
do Extremo Sul
da nossa Santa Catarina,
Por ti morro de amores
e morro de orgulho,
Nos teus rios com
piscinas naturais
de águas cristalinas
tenho mergulhado
em busca de mim
e levado à tona
todos os dias
um novo tesouro.
Morro Grande poético,
digo sempre sim
a esta terra aos rios
que nascem amorosos
na serra escrevendo poemas
desde as encostas
nos cânions altivos,
alegres vales,
nas grotas misteriosas
e que deu assim origem
as cachoeiras de amor
da minha eternidade.
Meu Morro Grande poético,
é na Cachoeira do Bizungo
que me aprofundo,
e na Cachoeira Queda do Risco
me abraço com o destino;
Na Cachoeira do Rio Pilão,
tomo banho de magia
para encantar teu coração,
e na Cachoeira da Pedra Branca,
peço para não perder o essencial
e tudo aquilo que a alma não cansa.
Meu Morro Grande poético,
é na Cachoeira Toca do Tatu
que tenho o meu esconderijo,
e Cachoeira do Arco-Íris
busco sempre o caminho
que me leve a outro melhor
que te coloque no meu amor,
e nas Quedas do Rio Saltinho
agradeço o Criador por ter
feito esta cidade o meu pendor.
Celebrando a Dança dos Engenhos,
dançando a Dança do Bangüê
festejo os teus doces trejeitos.
Vamos dançando até o chão
um seduzindo o outro,
estamos presos pelo coração.
No final de tudo como já
sabíamos sempre foi eu e você
dançando a Dança do Bangüê.
Com todas as tuas manias,
eu te louvando com olhar
e foi te cobrindo de poesias
que você passou a me amar.
No ritmo da vida e dos engenhos
não há como contestar,
tu és a minha música favorita
que eu escolhi dançar.
Toca o Sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
rompendo com o silêncio
desta manhãzinha fria
daqui da cidade de Rodeio,
o amor para toda a vida
por aqui ainda não veio.
O galo canta a terça-feira
e como poetisa deste
Vale Europeu Catarinense
poesia tenho sempre feito.
Morar em Rodeio é motivo
de orgulho que neste
poemário tenho o feito.
A Crimeia é a Pátria
sagrada dos tártaros,
que por fraternidade
histórica e territorial
pertence a Ucrânia,
A Crimeia tem a sua
própria Cultura,
a sua Língua eReligião,
A Independência
Nacional da Crimeia
também é reconhecida
sob o conhecido guião
do artigo 4° da Constituição,
e tem gente que finge que não vê:
"A prevalência do direitos humanos,
a autodeterminação dos povos,
a não-intervenção,
a igualdade entre os Estados,
a defesa da paz
e a solução pacífica dos conflitos",
e mais tantas outras coisas
que deveriam fazer a diferença.
O quê nos colocava no topo do mundo
e nós concedia grande pendor
foram deixados para trás
porque o quê tem valido é tudo
aquilo que derrete o cérebro, envenena a língua e para o teclado
ultimamente tem escorrido;
Só sei que até o passaporte
para o absurdo tem sido o imperativo,
e se ali não for aceito a prisão
é destino certo e dê graças
a Deus por ainda não ter morrido.
[Longe de mim fazer discurso de ódio,
a guerra e a ocupação colonial
proporcionam tudo isso,
intoxicam até quem não
tem nada a ver com o ocorrido,
e eu não calo o quê deve ser dito].
Encaixados delicadamente
como aves em pleno voo,
Você me leva sutilmente
para dançar contigo
a Araruna no meio do salão,
O teu perfume e a sua vibração
desarmaram o meu coração,
e agora não me interesso
em outra coisa que não seja
o próximo passo da mútua sedução.
A minha imagem oculta
se mistura a caravana,
o meu perfume consagra
a adaga do tempo
por ambição de dissolver
tudo o quê merece e urge.
Daqui a pouco vencerá
a pausa de três dias,
a Lua Crescente está
na minha testa,
não vim aqui falar de festa,
porque a vida pede pressa.
Peguei a concha misteriosa
da memória,
o escaravelho dourado
da História dos poetas
da Terra dos Negros
para de pacificação falar.
Onde está a confluência
do Rio Nilo Branco e do Azul,
é ali que gostaria estar
para pedir olho no olho
paz e reconciliação pelo povo
para a tranquilidade voltar.
Você já leu ou ouviu
isso antes, e Hobbes
que perdoe a paráfrase:
"O Homem é
o Lobisomem do Homem",
Os tempos mudaram,
e ninguém precisa sair
por aí para matar ninguém
mesmo que seja pela via
da reputação de outrem.
A bala de prata agora
tomou outra forma,
a bala de prata nos tempos
de hoje é a palavra,
Em tempos de mentirosos
basta falar a verdade que o Mal acaba.
Lidando com os mitos
dos amores impossíveis,
Mergulhando no lago
de tédio neste domingo
E tendo as belezas
do Vale Europeu Catarinense
para beijar os meus
olhos enquanto o amor
dos meus sonhos,
Revisito a "La Sarneghera"
em busca do perfeito poema,
Dou graças que moro
em Rodeio no Médio Vale do Itajaí
E agradeço a ancestralidade
por ter chegado até aqui.
Porque o amor tem
o seu próprio tempo,
e o melhor mesmo
é não ter pressa e nem medo
para evitar qualquer contratempo.
Mistura de corpos, gingas
e ritmos na memória,
Não me esqueci a Lambada
da História e não preciso
deixar de gostar mesmo
que tenha saído de moda,
Quando você chegar
mesmo sem saber dançar
é bom você saber que
vou dançar Lambada contigo.
Quando deixam
de te olhar nos olhos,
Quando deixam
de te emprestar os ouvidos,
Quando deixam
de falar inexplicavelmente contigo,
Quando absolutamente
nada conspira a seu favor,
Sempre será o livro que continuará
te fazendo companhia,
viajando, debaixo da chuva,
no meio da guerra
ou quando você se encontrar
absolutamente sozinho.
O livro ensina a ser e a não ser,
por isso escolha bem o seu livro
como quem escolhe o melhor amigo.
Mais assustadora
do que a lenda
da Missa do Dia dos Mortos
é a sua cara feia,
Para ficar correndo atrás
de casamento,
não nasci com tal paciência.
Pior do que a sua própria
cara sou capaz de ficar
quando estou de mau humor,
aconselho não se arriscar,
Sobre a guerra dos sexos
nunca vou me interessar,
Se nasci para ser Tia Velha
não faço nem questão de lutar.
Das versões mais
convincentes da Mula Sem Cabeça,
sou aquela que não se casa
e deixa até o padre em paz;
E assim aqui está escrito o poema
da solteirona sem dilema.
Os seus olhos brilharam
mais do que uma constelação
quando me viram
no meio desta multidão,
Você me convidou para dançar
o rasqueado cuiabano
para defender a tradição,
E lá nós dois fomos
rodopiando no meio do salão.
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