O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Naveguei como os melhores navegadores em suas expedições.
Corri como maratonistas corriam por um grande prêmio.
Escalei a maior das montanhas como os melhores alpinistas.
Escrevi como os maiores poetas.
Lutei como os melhores pugilistas.
Me diverti como o maior dos palhaços.
Amei como o mais sublime dos românticos.
Cheguei até onde outros já haviam chegado, e nunca além disso.
Morri, e nada de novo vislumbrei.
Sou apenas um dos outros, somente porque não dei um passo a mais do que eles.
Verso livre 17/11/20
E aí tudo bom,
Só passando pra deixar uma mensagem,
Já me adianto,
Não sou profeta,
Nem prevejo o futuro,
Sou poeta e um pouco de tudo,
Esse é o meu resumo,
Seja mais social,
Fora das redes,
Tu não é baiano,
Sai da rede!,
Fica na boa, fica na paz,
Não procure briga,
Não tire vidas,
Isso o governo já faz,
Coloca o povo contra o povo,
Ninguém aguenta mais,
Faça amigos,
Faça de verdade,
Os não verdadeiros,
Se revelarão,
Cedo ou tarde,
Conheça uma mina,
Troque uma idéia,
Às vezes é tiriça,
Mas pode ser Cinderela,
Objetos são só objetos,
Dê valor nas coisas simples,
A momentos que não voltam mais,
Seja esperto,
Nós já perdemos tempo de mais,
Abra a mente,
São novos tempos,
Novos e diferentes,
Como o Sid dizia,
A mudança vem da gente,
Presidente?,
Só se for no sentido figurado,
São atores,
Fazem o que foi mandado,
Se tu acha que o teatro é só aqui,
Tá enganado,
Cuidado com o condicionamento mental,
Arma letal,
Fomos alvejados,
Mas ainda existe o bem e o mal,
O conflito não é físico,
É espiritual,
Somos humanos,
Somos iguais,
Pra resolver o problema da discriminação,
Ninguém corre atrás,
Fica de olho,
Não só querem sua liberdade,
Como também sua felicidade,
Abra um sorriso,
Você é o foco de tudo isso,
Na sua vida você é o tema,
Você é quem faz seu dia,
A sua história,
E não o sistema,
Fica com Deus,
E até a próxima,
Tô sempre por aí,
A gente se tromba.
Adner Fabrício
Uma mulher 07/12/20
Conheci uma mulher,
Não faz muito tempo,
Trocamos umas ideias,
Fomos nos conhecendo,
Gostei da sua vibe,
E descobri um pouco sobre sua personalidade,
É brava e estressada,
Levando em conta como as coisas vão,
Não julgo,
Não pega nada,
Tem um coração enorme,
E não liga de ajudar o próximo,
Numa sociedade tão egoísta,
Ela soma pontos,
Tem seu lado emotivo,
Se diz chorona,
E bem,
Se as emoções existem,
É para que venham à tona,
Se machuca,
Ao guardar as coisas só para ti,
Espero que ela saiba,
Que de agora em diante,
Sempre estarei disposto a ouvir,
É ansiosa como eu,
Hoje em dia muitos são,
Problema atual da nossa população,
É romântica mas não é santa,
Se é verdade ou não,
Só se descobre na cama,
Gosta de um chocolate,
Para adoçar a vida,
Hormônio do amor, oxitocina,
Gosta de sair,
Curtir um rolê,
Opção alternativa,
Ficar em casa e um filme ver,
É aleatória como eu sou,
Fazer sentido que nada,
Esse tempo já passou,
Ama ir à igreja louvar o senhor,
Reconhece o seu valor,
Pois é ele que nos torna firmes,
Em momentos de dor.
Adner Fabrício
Percalços da vida 24/12/20
Nem sempre,
Será um bom dia,
A gente cai,
Faz parte da vida.
Nem sempre,
Será um sorriso,
Haverá o amanhã,
Então fique tranquilo.
O ódio nos cega,
Nos torna inimigos,
Viver assim,
É escolher o caminho mais difícil.
Alguns querem mais,
Quando só se precisa do suficiente,
Isso nos entorpece,
E atrasa a caminhada da gente.
Não vire as costas,
Mesmo que seja tentador,
Sei que não se pode ajudar todo mundo,
Faça o que der, e o resto deixe nas mãos do senhor.
Nem todos enxergam,
Os cacos de vidro,
Não sabem que estão se ferindo,
Decidi viver longe disso , meus olhos já se abriram.
Adner Fabrício
Balança
05/02/21
Nunca há só uma direção,
Caso não aja caminho,
Na direita ou na esquerda,
Vá na contramão,
Caso sinta ódio,
Não ache estranho,
Ódio também faz parte do ser humano,
Só não se perca nesse caminho,
Voltar é difícil,
Não se conforme,
Com o que você vê na sua frente,
Caso precise,
Lute com unhas e dentes,
Deixe os arrependimentos,
Para aqueles que se calaram no presente,
E não se precipite,
Por um futuro,
Que ainda não chegou,
Viva o hoje,
E veja no que você mudou,
Já a mudança é variável,
Pode ser boa ou ruim,
Mas tenha certeza,
Que cada uma tem seu fim.
Adner Fabrício
(Prisão sem chave) 16/02/21
Cada um na sua casa,
Cada um na sua prisão,
Os que eram pra estar,
Lá não estão,
Qual a desculpa,
Super lotação?,
O sufoco é a máscara,
Na TV informação não se acha,
Governos corruptos,
Vish! cilada,
Você trabalha,
Você recebe,
Só não usufrua para viver,
Aí você perde,
Você faz o que quer,
Ou o que te mandam,
Você questiona?,
Estou te questionando,
O amor atual,
É padrão e vive de aparência,
O filtro já tirou sua essência,
Ainda bem que sou poeta,
Doze do seis,
Amor de nascença,
Nossos direitos estão presos,
A liberdade escorre pelos dedos,
Me diz aí amigo,
Sadisfeito?! .
Adner Fabricío
Último vento
07/03/21
Pássaro que voou de mais,
Por estar cansado,
Suas asas pararam de bater,
Enquanto cai,
Sua mente esvai tudo aquilo que lhe fez sofrer,
Aquele que alto subiu,
Pela última vez desce,
Das nuvens ao chão,
Ecoam aos ventos,
Às últimas batidas de seu coração,
O céu perdeu um de seus filhos,
Morreu o passarinho.
Adner Fabrício
(Sonolência poética) 09/04/21
Penso em você,
Já é noite,
Me encontro cansado,
Dormir é bom,
Melhor ainda se eu sonhar com você ao meu lado,
O mundo é simples,
Nós é quem complicamos as coisas,
Facilita pra gente,
E deixa a química rolar solta,
A vergonha que eu tinha,
Se foi com a última gota,
Pra finalizar,
Virou fumaça e saiu pela boca,
Atiçou minha mente,
Me deixou sorridente,
Fiz versos por amor,
Sei que hoje durmo contente.
Adner Fabrício
Casulo Efêmero
A alma, imortal e etérea,
Em casulo se abriga, exulta,
Como se na terra, efêmera,
Preparasse a sua volta.
Como o casulo que se forma,
A vida passa, se transforma,
Deixa marcas e ensinamentos,
Nos corações, em sentimentos.
E ao deixar a casca vazia,
A alma alça voo, serena e livre,
Deixando um legado para os seus,
Que ao longo da vida gerou e viveu.
Deixa para trás a morada,
E segue com a alma lavada,
Pois viveu plenamente, deixando marcas,
Nas almas tocadas, nas vidas abarcadas.
Borboleta que encanta, brilha,
É a alma que agora voa, trilha,
Transformada pelas asas do amor,
Em um ser de luz, com cheiro de flôr.
Assim, a morte não é fim,
É uma nova fase, um recomeço,
A alma livra-se do casulo enfim,
E segue sua jornada com apreço.
Que possamos entender a mortalidade,
Como uma oportunidade de crescimento,
Aprender, deixar saudade,
E viver cada momento com sentimento.
Que a borboleta de cada alma,
Deixe rastros profundos na história,
E que a morte, não seja só um trauma,
Mas uma passagem para a eternidade da glória.
Trilhas do Destino
Dois nascimentos, destinos divergentes,
Um em solo árido, o outro em jardim florido,
Ambos buscam, nas correntes,
Um propósito, um sentido perdido.
Em um lar disfuncional, a criança cresce,
Envolta em sombras, desafios constantes,
Mas uma chama interna permanece,
Uma força oculta, a guia avante.
O outro em berço de ouro, têm amor e cuidado,
Rodeado de afeto, segurança e luz,
Mas o coração, às vezes, inquietado,
Busca um significado que nada traduz.
Caminham ambos, por sendas variadas,
Na solidão, encontram seu poder,
Refletem, meditam, almas desveladas,
Descobrem o caminho do verdadeiro ser.
A resiliência forja o primeiro viajante,
Como pedra que resiste ao vento e ao mar,
A espiritualidade, luz incessante,
Que a ajuda, dia a dia, a avançar.
O segundo, em sua jornada confortável,
Percebe que o luxo não preenche o vazio,
Busca no simples, no essencial, o amável,
Encontra na essência um novo caminho.
No fim da trilha, seus olhares se encontram,
Não mais estranhos, mas almas irmãs,
A vida, com suas dores, os confrontam,
Mas revelam a beleza das manhãs.
Dois destinos, uma busca contínua,
A evolução do ser, a paz interior,
Descobrem que a vida é sempre oportuna,
Quando se encontra, na dor, o amor.
E assim, ao final, em sintonia profunda,
Alcançam juntos o que sempre almejaram,
De trilhas distintas, a alma fecunda,
No propósito divino, enfim se acharam.
A TERRA BRASIL
Poeta Brithowisckys
Dessa alvorada crescente
Disse JK, nosso eterno presidente!
Aqui resplandece a sua Glória
Da epopeia dos bandeirantes
De uma terra chamada Brasil
De sua capital intitulada Brasília
Com seu deslumbrante céu
Resplandece como um fulgurante véu
O horizonte mais intenso e varonil
O céu mais charmoso do Brasil!
Daqui vislumbro o largo horizonte
O mais belo pôr do sol que há
Da cidade sem montanhas e montes
Reflete o esplendor de Glória
Nas águas serenas do Lago Paranoá
No mastro da praça dos três poderes
Tremula impávida a nossa bandeira
Símbolo suntuoso de uma nação inteira
De um país varonil chamado Brasil
De um heroico, povo guerreiro
Na capital do todos os brasileiros.
O Resgate
"Gaivotas alinhadas à beira mar,
Com toda sua pompa e circunstância,
Esperando o momento perfeito para voar,
Espera, até um peixe pegar,
Você tenta fotografar,
Mas esse é o momento perfeito para o horizonte buscar,
Então você espera até outra leva chegar,
Outras vêm e vão,
Na imensidão,
Não importa, num lapso de memória
Volta a lembrança,
Daquela circunstância
Em que uma das gaivotas parece te fitar,
Até te acompanhar,
Faz um balé em dança
Mas, mais uma vez, você perde o momento de clicar,
Encantada com aquela cena, com toda a exuberância,
A água está mansa,
Muitas gaivotas pousam e se vão,
A fotografia perfeita não saiu, não
Mas da memória jamais será apagada
Toda aquela abundância
De seres a embalar
O sonho de criança
Tentando apenas uma flagrar.
Ah, quem me dera!
Aos tempos de criança voltar!"
(Viviane Dona da Silva)
Esse poema havia se perdido, achei que jamais conseguiria reescrevê-lo, claro que não ficou como o original, mas ao menos consegui desenvolvê-lo após uns quatro anos... Foi um momento de muita reflexão em que fiquei perplexa diante de tanta beleza da natureza! Na verdade, só voltar àquele momento com um gravador em minhas mãos já bastaria! Mas, voltar à infância, quem não gostaria?!
Átomos, partículas, borboletas, azul e branco
Budismo, construções, pedras, beija-flor
Vazio, saudades, momentos, eternidade
Livros, crianças, casamento, profundidade
Tempo, amor, não-esquecimento, cruz
Fraternidade, Deus, linha do tempo
Estrelas, caminho, escrituras
Barco de sentimentos, ausência, solidão
Bússola
CANTIGA DO BANJO
Não faça drama, faça um chá quente com biscoitos, e me leve na cama. Esqueça essa covardia, me beija e usa essa cinta-liga. Quem sabe a vida seja curta e logo acabe, vamos lá, com teus beijos minha boca cale. Não temos mais tempo para viver de promessa, vem hoje mesmo, e esse coração me entrega. E no futuro, assim me disse um anjo, cantarão nossa história de amor tocando um banjo.
A ESPERA
Ouvem-se passos de alguém que nunca chega. Onde estará?
O vento começa a soprar ao leste, e encontra o oceano a oeste apenas depois de cruzar por montanhas e vales sem fim. É nesse longo caminho que o vento sopra por entre os cabelos da jovem, faz levantar o cachecol do idoso, leva para longe as folhas do outono.
O vento adquire experiência, aprende a conhecer os caminhos do mundo, viaja com os pássaros, vira brisa, tempestade e furacão. O vento torna-se verdadeiramente livre.
Ao fim, quando a longa jornada parece querer fazê-lo desistir, eis que o oceano aparece, imenso, majestoso e sem fim. Ar e água juntam-se em um só. Ondas começam a arrebentar na praia. Os passos silenciaram-se. Tudo agora é bonança.
A espera acabou.
O doce sabor do inverno
Os ventos fortes prenúncios...
De um inverno rigoroso copioso...
Outrora também foi assim, aí de mim.
Cheia de paixão pulsou meu coração
Esperando por ti, que demonstrou...
Sentimento afim, mas logo partiu
Após um momento de pura emoção
Beijos calorosos frente à lareira com,
O maior fulgor puro amor? De repente!
Rumo à realidade perdeu-se o sabor.
Depois de tudo, nem um adeus...
O frio permaneceu sem teu regaço.
In memória: Uma história inacabada
Na verdade causos de um passado
Vivido guardado no baú da saudade
Espelhado no reflexo do meu olhar
Revivendo hoje aqui, diante do espelho.
Na retina ele mora e quando eu quero
Olho para sala preservada a recordação !
Mary Jun
Suave como uma pluma, forte como um trovão
por Alex Zanute Dias
Sou feito de silêncio e tempestade,
de calmaria e contramão.
Carrego no peito a leveza do amor
e nos olhos, o peso da superação.
Já fui vento que acaricia
e também vendaval que desaba.
Já fui lágrima escondida no lençol da noite,
mas também riso que renasce na alvorada.
Minha voz pode ser sussurro
que embala a alma em oração,
mas também é clamor que rasga os céus
quando a dor transborda o coração.
Sou feito da ternura que acolhe,
mas também da força que não se curva.
A vida me ensinou a ser pluma no ar,
mas também aço na luta mais dura.
Não sou frágil, nem pedra bruta.
Sou flor que brota em chão rachado.
Sou fé que se ergue após o abismo,
sou grito de quem foi calado.
Suave como uma pluma que dança,
mas quando é preciso,
forte como um trovão
que acorda o universo adormecido.
Já me quebrei em silêncio,
onde ninguém pôde ver.
Carreguei sorrisos no rosto
enquanto a alma só queria chover.
Fui leve — quando o mundo pesava.
Fui calma — quando dentro tudo gritava.
Fui pluma no vento da vida,
mas cada sopro me ensinou a não me perder.
Me disseram pra ser forte,
mas descobri que força é sentir.
É cair e, mesmo em pedaços,
ainda assim, decidir prosseguir.
Não sou feito de aço,
mas de carne que já cicatrizou.
De lágrimas que ninguém viu,
e orações que só Deus escutou.
Carrego dores caladas,
mas também milagres que ninguém notou.
Porque onde o mundo via fraqueza,
Deus via o ouro que o fogo forjou.
Sou feito de fé que não grita,
mas resiste.
De esperança que não se explica,
mas insiste.
Sou suave como a pluma que dança no céu,
mas quando a vida exige…
eu sou trovão.
E faço tremer tudo aquilo que quis me calar
— sem perder o coração.
“Olhar de Concreto”
Na sombra do concreto e da luz que incide,
Um homem se ergue, firme, e não divide.
Carrega no peito o silêncio dos fortes,
Dos que enfrentaram mil ventos e mortes.
Olhar direto, sem curva ou desvio,
Reflete caminhos trilhados com brio.
A cicatriz que não se vê na pele,
É a alma marcada por tudo que fere.
O boné escurece a luz do passado,
Mas não apaga o que foi conquistado.
Há dor na história, mas há também fé,
De quem caminha com o mundo aos pés.
Não é pose, nem é vaidade,
É postura nascida da adversidade.
Homem de aço, com coração ardente,
Que encara o mundo… e segue em frente.
Entre Neve e Silêncio
No ventre da noite, no frio da missão,
Ergue-se um homem, de aço e razão.
O mundo lá fora é grito e conflito,
Mas dentro do peito, um fogo restrito.
Guerreiro da neve, guardião do além,
Enfrenta o vazio que mais ninguém tem.
O peso do aço, o silêncio do chão,
O vento gelado tocando a tensão.
Não luta por glória, medalha ou poder,
Luta por todos que não sabem o que é perder.
Seu rosto é muralha, seus olhos são farol,
Que brilham no escuro, que buscam o sol.
Entre o vermelho do sangue e o azul do céu,
Caminha sereno, de armadura e fé.
Pois mesmo na guerra, há traços de paz
No coração de quem firme jamais se desfaz.
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