O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Que música é essa que ecoa em meus pensamentos, mesmo no silêncio?
A melodia é quente, eloquente e sedutora.
Minha mente inquieta se cala, e se confunde, alternando entre desconectar e conectar, camuflando as palavras sem sentido.
Os impulsos são irresistíveis...
Tudo se encaixa em um desencaixe perfeito, sem propósito ou objetivo, temporariamente por acaso. Estranhamente, tudo faz sentido quando, aparentemente não há algum sentido.
Um casal de Marte pousando na lua,
Sentimentos em ebulição, uma energia que atrai, atração mútua.
Um beijo que arrepia, corpos suplicam, corações em combustão.
O sentimento além dos astros, um encontro sideral.
Nessa viagem cósmica, emoções confusas,
E assim, no infinito do espaço-tempo, eles se encontram,
Numa sintonia perfeita, como se o universo conspirasse a favor.
Entre estrelas cadentes e cometas a cruzar,
Esse casal de Marte que pousa na Lua, seu destino a desvendar.
Em cada abraço, sentem a força de uma gravidade única,
Atraindo-se irremediavelmente, numa conexão cósmica.
E nas noites enluaradas, juntos dançam ao som do universo,
Eternizando esse encontro, nesse sentimento tão imerso.
👽💚
“Minha alegria não está no sucesso,
Nos resultados alcançados,
Nas coisas adquiridas,
Ou ainda nos lugares visitados,
Ou somente nas pessoas ao redor...
Está primeiramente em Deus,
Que caminha comigo, lado a lado,
Que sopra o ar que eu respiro,
Que me mostra a direção dos ventos,
Que me ensina, em cada luta,
E me transforma a cada vitória.
Gratidão à luz que ilumina o mundo,
As mentes e os corações.
Que este trecho possa inspirar,
De alguma forma, a quem o lê.
Que leve a mensagem de que
A persistência sempre vale a pena,
Apesar das dificuldades e percalços,
Da aridez do deserto,
Ou da braveza dos mares,
Tudo vem para nos ensinar a ter
Resiliência, sabedoria, esperança e determinação.
Obrigada.”
Entre incertezas e dúvidas,
posso celebrar, ao menos por hoje,
a vitória de não ter desistido de mim mesmo.
Não sei o que o amanhã me reservará,
mas sei que cheguei até aqui —
e isso, por si só, é uma conquista.
Saber viver... sem saber como,
sem decifrar o porquê,
apenas sentindo,
apenas sendo — até o fim do viver.
Do alto da escada, ela o fitava, firme.
Ele, no entanto, mantinha os olhos baixos,
perdido entre palavras que não vinham.
Foi ela quem rompeu o silêncio,
com voz embargada pelo choro,
mas certa do que precisava falar:
— A verdade.
Eu a encontrei nesta noite.
Ela veio até mim…
E falou comigo.
Ah, pobre criatura,
forjaste em teu peito mil ilusões,
e agora choras tuas perdas.
Mas sabes bem, no fundo do coração:
nada perdeste,
senão os véus que te cegavam.
O vazio não se perde—
apenas se revela.
Oh, pobre criatura!
E assim, as meias palavras,
as meias perguntas,
e as meias respostas
fizeram-me sentir
como se eu fosse uma meia coisa.
É
terrivelmente sufocante
o insuportável fardo
de não poder, sequer,
respirar um instante de si mesmo.
Você não sabe o quanto sou apaixonado, As noites que em claro passei, tomado, Por pensamentos de você, incessante, Um sentimento que me destrói, cortante.
Não posso mais esconder o que sinto, Esse amor que me consome, faminto. Sei que não daríamos certo, lamento, Mesmo sendo perfeitos, é tormento.
O universo conspira, nos separa, E todo meu desejo se esvai, dispara. Vejo que não adianta mais insistir, Num sonho que não há de se cumprir.
Mesmo querendo, peço desculpas, enfim, Por querer tanto e insistir assim, Num amor que daria certo, talvez, Mas que não encontra seu caminho, sua vez.
E lá tudo era perfeito…
Lá, ninguém era cego ou mau olhado
Porque eram todos Reis do Reinado;
Não havia roubos ou ladrões,
Nem corretivos ou cem perdões;
Eram amigas, a pressa e a perfeição;
Quem caçava com gato, tinha cão;
Havia galhos para todos os macacos
E promessas não caiam em sacos;
Águas nunca vinham em bicos,
Os espertos não eram Chicos
E todo o pecado era omisso!
O feiticeiro era amigo do feitiço
E este não se virava a ninguém;
Não havia mentiras a beijar bem,
Todas socavam com verdades;
Casas não tinham portas e grades
Pois não haviam almas gulosas.
Lá dentro havia um mar de rosas
Na carta fechada do casamento
Porque todo o mar era bento.
As rosas não tinham espinhos
E gaviões não seduziam ninhos.
As cercas não eram puladas
Nem por bruxas nem por fadas;
Maridos diabos eram santos;
Não havia querelas pelos cantos;
Judas era coisa que não havia
Nem sequer no dicionário;
O vinho não batia nas cabeças
E a culpa casava-se sempre
Quanto mais não seja
Com o confessionário!
AÑÃ’GWEA
Enquanto sinto o meu coração palpitar, observo a beleza dos raios de um sol de inverno afagar minha pele suja de terra, meus olhos pesam, apago.
Lá no alto da colina, por entre árvores criaturas fantasmagóricas dançam envoltas na brisa suave do vento.
Agora o vento sopra lentamente uma doce canção.
Será esta a canção das criaturas que habitam os céus ou daquelas nas profundezas dos mares?
Acordo desse sonho pesado algum tempo depois, a canção ainda ecoa como um grito que se sufoca
Agora posso ouvir o som da minha alma;
“Voe filha de Iamandu;
Voe bem alto e faça das nuvens um véu;
Espere pela noite e suas estrelas brilhantes;
Voe e dance como o vento no céu.”
SINFONIA
Nas sombras da tristeza me encontrei,
O coração em pranto, o peito apertado,
Lágrimas como chuva a cair, sem lei,
Em meio às lamentações, perdido e cansado.
A melancolia tece teias ao redor,
Emaranhando os sonhos, prendendo a voz,
Suspiros ecoam, pesaroso clamor,
Em busca de alento, anseio por uma voz.
Nas noites mais escuras, busco a luz,
Mas a escuridão parece tão densa,
Em meio às sombras, sinto-me em cruz,
Navegando em mares de tristeza imensa.
Porém, em meio a essa penumbra e dor,
Deixo um pedido ecoar em meus lamentos,
Que nenhuma nota de felicidade se cale,
Por causa dos meus tristes pensamentos.
Que mesmo nas horas mais sombrias,
A alegria encontre sua morada,
E que em meio às minhas melancolias,
A esperança seja sempre despertada.
Que a música da vida siga a tocar,
Um acorde de esperança e contentamento,
Para que a felicidade possa encontrar,
O seu lugar, rompendo meu sofrimento.
Que, ao contemplar o céu estrelado,
Eu possa ver além das nuvens cinzentas,
E saiba que, mesmo com o coração apertado,
A vida é uma sinfonia, complexa e lenta.
IMAGEM
As velhas imagens guardadas no escuro sótão, respiram o pó de memórias que nunca morrem. O rosto fixado na percepção já amarelado, revelam histórias escondidas em olhares e pixels desbotados no tempo...
Caminhos e pensamentos estreitos do passado são palavras em ecos longínquos. Corre-se despreocupado nos campos, em tardes douradas que o tempo esqueceu engavetado. A brisa ressoa saudade..
As representações é um portal de lembranças, um reflexo de instantes cristalizados. Os anseios nos rostos familiares, contam sagas de amores que se foram e desafios presentes, hoje, são apenas folclore...
Na velha casa de palha, a mesa é sempre posta para o jantar, onde o aroma de pratos esquecidos ainda pairam. As risadas ao redor, agora sussurros, são a prova de que o passado está presente em formatos absortos...
E assim, diante dos apocalipses que se guardam, rever-se o obsoleto que nunca se apaga. As lembranças, como estrelas no céu noturno, iluminam o presente com sua imitação quase eterna...
Em cada rabisco, uma vida se desenha, traçadas por sonhos, lágrimas e gracejos. O tempo, senhor de todas as coisas, é vencido pela eternidade do instante capturado...
As imagens nunca morrem, subversivas trocando sonhos. E o encontro é sempre afável, numa trilha que não finda. E assim caminha-se, perpetuando imagens criadas...
--- Risomar Sirley da Silva ---
'SOBRE A VIDA...'
Pode nos falar um pouco sobre 'solidão'?
- Creio que a maioria das pessoas sentem ou já sentiram. Sentir solidão é saudável. Às vezes não! Depende de quem a estar sentido no momento. Gosto da solidão, de me sentir solitário. De estar perdido no meu mundo sem ninguém para interferir nesse transe. Sentar na minha escada sozinho e ficar observando os degraus que fazem parte das minhas ilhas, meus ventos, cheiros. De voltar no ontem e abraçar o singelo vislumbrando o futuro. Ler alguns livros e não compartilhá-los por que ninguém os entenderiam. Solidão me trás introspecção, deixa-me suave com meus abandonos...
- O lado negativo de sentir solidão é que as pessoas próximas te interpretam mal. Te veem diferente. Às vezes queremos ficar sozinhos enxergando nossos delírios, viajando por lugares semelhantes, outros desconhecidos. Conotar as mesmas paisagens, ou lugares que nunca fomos. A solidão é esse pilar que, de alguma forma, tenta nos afastar da realidade, embora sabendo que nos próximos minutos, estaremos com os pés novamente em cicatrizes, consumidos pela exaustão de mais um dia, um novo dilema...
--- Risomar Sírley da Silva ---
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Medos
Sempre me sinto a frente
A frente?
A frente de uma sala cheia de gente
E elas olham
Olham o que?
Olham no fundo dos meus olhos vazios
Cheios de medo
Medo de que?
Do futuro, do qual só tenho certeza da morte
E elas apontam
Para o que?
Meus defeitos, meu passado
Eu não entendo
Então entre na minha mente
E venha aqui a frente
sinta esses olhares de julgamento
Que queimam por dentro.
Nasce uma estrela
Brilha forte e queima
Traz inveja ao de redor
Apagar talvez alguém queira
Por vezes tentaram
O brilho fraquejou
Mas Deus não permite
Que derrubem o que ele criou.
" A paz
reinava em meu ser,
de repente chegou
um furacão que
acabou por me
entristecer...
Por fim,
alegria não
vem mais me ver..."
Tati Oliveira-
16.02.2013
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