O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Transporto-me para o talvez e o meu olhar se fez labirinto..
Emudecendo o tom voz,faço um silencio aprisionando o grito..
Aquele riso que é moldura por desventura se fez mais lindo...
Sem ser pecado resplandecendo para o infinito..
As mãos se fizeram tremulas,em uma constante..
Lembrando do teu olhar,os versos certos se fez errante..
Algema de almas nuas,quem sabe cruas, transborda a alma...
Inerte cerrando os olhos, qual a saída aonde vou?...
Silêncio tempestuoso de pensamentos que desvendou!
E nesta prisão errante tão Incessante....amalgamou...
Então soube naquele instante, foi o amor que enfim me calou!
Viver é sentar bem juntinho para ver o azul do céu
Dar adeus ao dia depois de saudar um pôr-do-sol .
Descrever paisagens, que desejas ver;circular o mapa-múndi onde há países que almejas conhecer.
Amar sem restrições e a quem profundamente te ama
Se amar e curtir a solidão.
Ouvir, cantar e mergulhar numa canção.
E nos instantes de angústia, ou calmaria: escrever poesia.
Sobreviver a um amor não correspondido
Compartilhar o silêncio do ser amado.
É rever os filmes que nos fizeram rir, refletir e chorar.
É sentir a felicidade nos invadindo como uma torrente de bem-estar
Ter vontade de rir ou, simplesmente chorar
É ter humildade, quando não se sabe o que dizer
Ou, o que falar.
É não se levar tão a sério
Dormir nu
Dançar no meio da rua
sorrir só.
Dividir tudo, ou aceitar que também existe o nada.
É sentir -se vivo simplesmente
É estar alegre, somente porque veio o sol
Acreditar no amor .
Ser simplesmente
o que se é para, então existir para outrem
E para sí .
Me perco sonhando acordado.
Querendo estar sempre ao seu lado.
Você me mostrou um mundo diferente.
Em que eu nunca estive presente.
"Um sonho"
Tenho uma grande admiração por você
Mas ao mesmo tempo medo
Medo de te perder
E tu não me corresponder
Talvez algum dia poderei explicar
Tudo o que esta em mim
E talvez tu ira me abraçar
E jamais me deixar
Se tu me olhas
Eu desvio o olhar
Não quero que percebas
O que sinto
Calada, sozinha, quieta
Te admiro ao longe
Percebendo os teus olhares
Atenciosa as tuas falas
Tua voz é suave e
Ao mesmo tempo grave
Gosto de te ouvir falar
Gosto de te ver sorrir
Por mas que não pareça
Você é tudo o que eu sempre quis, sonhei
E se for pra ser apenas um sonho..
Então quero dormir eternamente
Te vi de longe,
pensei que fosse perfeita,
achei que trazia flores no cabelo,
mel gotejando dos lábios.
De perto pude notar,
que eu estava muito errado,
a perfeição era um laço,
as flores eram mísseis,
o mel era veneno.
Roney Rodrigues em "Miopia"
E pinga a tinta que inicia a obra, de um poeta,
com a caneta onde a ponta, aponta um conselho.
Inquieto me aquieto enquanto a mão arquiteta
escrituras, que registram tudo que aconselho.
Em marte perdi, em mar te achei
Me prendi na tua órbita
E agora não consigo te esquecer
Você de marte com tua gravidade
Puxou e não sei soltar
Mas aos céus quando não há luz
Quando é denso como um buraco negro minguante
Sei que em nova te perdi
Então naveguei nos oceanos e estrelas
Nos rios dos sóis e das águas
Procurando teu brilho
E em mar te achei
No sono profundo da noite crescente em claro
Peço para a supernova me guiar
Pra novamente sua cheia luz alcançar
BOLA DE CRISTAL
Hoje bateu uma saudade
E te procuro por todo canto da cidade
Porque você é o colírio dos meus olhos
Fazendo com que eu acredite
Em um mundo melhor
Aonde todos possam se alegrar
Com os nossos irmãos
Pois eu não me vejo sem você
Vivo apenar pela falta de você
Porque você é quem completa a minha vida
Rafaela Vieira dos Santos
Bola de cristal.
Opostos
Mostra-me a luz, mas leva-me para as trevas
Me diz pra não lutar, mas deixa-me em meio a guerra
Mostra-me a flor, mas despedaça-lhes as pétalas
Me faz sentir o amor e a dor que tu carregas
Que contraste antagonista que insiste em nos rodear
Leva-nos no céu, mas é no inferno que iremos ficar
Mas então,
Se o mundo é feito de opostos, e a física diz que os opostos se atraem
Que sejamos dois opostos, e juntos descansemos em paz.
AMOR E MEDO
É na grande explosão do amor
Que não conhecemos o efeito
Que causa no coração, um defeito
Incomum e nos invoca uma dor
De tanto tormento, de tanto pavor
Faz cair sobre a magnitude o feito
Da espada que se engasta no peito,
É o Amor que exprime o seu valor.
A tensão cresce, alucina mas prefere
Saber que nem a dor, nem o medo
Possa vencer o Amor que se refere,
Realça o medo de perder-te que cedo
Trouxe a dor nessa explosão célere,
Meu Amor por ti não é mais segredo.
Sentimentos
Sem ti não sou nada
Sou vela de chama apagada
Tenho a vida sem sabor
De um amante sem vigor
Apegado a segredos
Aventurado em devaneios
Dos velhos medos
Dos olhos cheios
Sou cárcere de ti rancor
Assim que perdi o pudor
Feito da consequência
De encontrar a dor
A única eloquência
Desta íntima convivência
Graciosidade
Ela tem uma imensa
graciosidade,
Ela é muito atual,
Muito Bela,
Tem uma imensa
Contrariedade a minha
Pessoa.
Eu sou um pouco indomável,
Não, minha safadeza é
Indomável.
Eu sou um pouco tímido.
Nosso amor parece um
Pouco proibido
Um pouco
Benigno
Afinal você possue aquele
Belo corpo, uma obra da
Grande fulgente
O seu corpo me fez um
Gênio
E seu espírito me fez um
Gentil-homem
NEM A NOITE TEM TANTO MISTERIO
NEM O SOL BRILHA TANTO ASSIM
MAGESTOSO FEITO MEU CASTELO
DE PÚRPURAS E MANDARINS
E A CORTINA QUE ENVOLVE TEU VULTO
QUANDO ABRE ATRÁS DE MIM
REFLETE-TE NO MEU CABELO
COM ZELO DE COLIBRI
HABITA MEU REINO DE SONHOS
AQUECE MEU DOM DE FALAR
FAROLEIRO SOBRE TEU CAVALO
CLAREIA AS ONDAS DO MAR
EMBALA-ME TEUS OLHOS MAROTOS
TEU CANTO DE SERAFIM
NA SENDA DO MEU DESTINO
QUERO SER MENINO SEMPRE A RELUZIR
Meu coração é um cometa
Que vaga por ai sem direção
De tanto sofrer ficou biruta
Tudo por causa da paixão
Sempre me perco nas lembranças
Preso no quarto e na canção
Que já foi fundo de um romance
E hoje norteia a solidão
Que ela deixou nas minhas horas
Nem me avisou que ia embora
Por isso segue célere flutuante
Em órbita para o sol, mas errante...
Vai desaparecer no infinito celeste
De um olhar navegador
NA PELE DO CERRADO (soneto)
Pulsa mais do que se pode ouvir
Vário mais do que deve imaginar
Mas, não se pode nele se banhar
Sem nele o teu chão os pés sentir
Aqui, pois, o céu é do azul do mar
Teu horizonte na vastidão a reluzir
Num encarnado que nós faz ouvir
Tons no vento no buriti a ressonar
O contraste é somente pra iludir
Hibernando e, encantado o olhar
No árido inverno dos ipês a florir
Num espetáculo que vai embalar
Do marrom ao virente a se colorir
Pele do cerrado, agridoce poetar
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Poemas mentais
Não se viu nenhum distúrbio igual
Há alguns que dizem que é mortal
Não sou igual aos demais
Eu tenho sérios poemas mentais
Sou louco, anormal
Um amante, um animal
As palavra vem rápido
e quem sofre é o papel
Meus poemas são meus filhos
Nascem do inesperado
e quando me vejo já estou perturbado
dando a luz.
Ora o parto é normal
Tranquilo, respiro, aprecio
Outrora é de risco
Arrisco, me belisco, desisto
Risco de morte mesmo
e quem morre são as palavras
Meus problemas são sérios
Cuidado, é contagioso
Cuidado, é perigoso
Eu tenho sérios poemas mentais.
Aquece
E vem você...
Na minha porta à essa hora
dizendo que tá frio lá fora
Querendo café
cafuné
Tu entra manso, brando
e já fica brasa
Sem graça
Chega e me alastra
só com o calor das mãos
Mas quando vejo
Ah, já me perco
Tu já me encosta, me enrosca
e diz " tira a roupa e vem pro edredom"
Me esquentar, é teu dom
Me mostra tua chama
Me mostra na cama
Não é só uma brasa relenta,
eu tô atenta
Quanto mais atrito, mais calor,
Fervor, amor, a chama
Me chama
Me ganha..
E hoje, faz frio só lá fora
DRAMA (soneto)
Quando é que o afeto meu terá encontrado
a sorte duma companhia pra se apresentar?
Quando é que na narração poderei conjugar
Assim, despertarei de então estar deslocado
Se sei ou não sei, só sei que eu sei atuar
E se eu estarei ou terei ou se está iletrado
É impossível de inspirar, o ato está calado
Pois, o silêncio discursa sem representar
O aplauso alheio pulsa, mas de que lado?
Na cena a ilusão é expulsa e, põe a chorar
Impossível imaginar atuar sem ser amado
E este drama sem teatro, e ator sem teu lar
De comédia trágica, no peito, então atuado
É amor e fado, no palco, querendo ser par!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Saudosa saudade
antes de vos ides embora,
de fechar a porta para nunca mais voltar,
peço-te, pela última vez,
permuta-me.
se te amo, sou mar,
mar de sentimento e emoção,
intrínseco em ti
enlaço-me cada vez mais no seu eu.
sei que pouco fui suficiente,
ou que pouco presente eu fui,
mas te peço, pela última vez,
seja mais de mim.
Não fujas para as orações,
ou desdenhe um futuro sem mim,
não recorra aos banais vicios que acercam-te,
eu sou o que precisas, o que teu coração pede.
deixe seu coração falar,
se é o que queres, que parta
parta para bem longe,
longe o suficiente para que nossa história não sobreviva.
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