O Passaro e a Rosa
Preciso de espaço para ser eu. Não quero explicar minhas ações. Nem meu modo crédulo de ver a vida.
Eu posso até querer olhar para o futuro e ficar dando cutucadas no passado, mas é o presente que exige minha atenção.
As energias sempre voltam ao ponto de partida, tanto para o bem como para o mal, e em sincronia perfeita.
O sol aquece o prado e aquece o pomar, aquece também as flores que vivem a luz do dia, que vivem a luz do entardecer, e adormecem ao luar.
O vento sopra o ar da manhã. A brisa leva o pó de meus pensamentos, logo ao acordar. Desperto para a vida que vive em minha história.
A natureza do sentimento é acontecer. Sem participação da razão... sem definição. Literalmente emoção.
Há se eu soubesse... entenderia tudo, entenderia muito, entenderia mais... se soubesse que o rio sempre corre, sem parar. Que a chuva é o evaporar do mar. Que não importa o quanto o passarinho sofra, sua vida é cantar. Saberia também que o céu cintila azul, mesmo com as nuvens escuras a passar.
Quem se importa? Mas a verdade é que somos todos responsáveis. O egoísmo tem raízes profundas e destruidoras. Por isso o “se importar” passa desapercebido por aqueles que, tendo todas as condições, dão as costas aos que a vida passa por um fio e acaba em silêncio. Um silêncio surdo de um clamor que ninguém quer ouvir a voz.
