O Passaro e a Rosa
Quando eu era menor, não tinha medos comuns que qualquer criança tinha. Meus medos iam além da minha capacidade de entender o mundo. Eu não suportava a ideia de que um dia, meus pais me deixariam ou eu deixaria meus pais. Hoje, vejo que nada mudou.
"(...)O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Diverjo de todo o mundo... Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa."
Eu sei um pouco de tudo e muito de nada. Sinto todos os sentimentos que não me ajudam. Falo grandes palavras e não compreendo. Escrevo pequenas frases e me entendo.
Meu humor é igual o tempo, ele varia muito. Posso acordar ensolarada, radiante e deitar-me abaixo de relâmpagos e trovoadas.
Não gosto quando pessoas sem personalidade nenhuma, vêm e tentam mudar minhas opiniões. Isso não é caráter, é falta dele.
Dificilmente vamos encontrar alguém que fale tudo o que pensa. Não entendo porque temos medo de sermos nós mesmos.
Mas é claro que a palavra "medo" tem bem menos resultados em sites de procura do que a palavra "amor". É meio óbvio, pois "medo" é muito mais simples de explicar.
Não é certo julgar as pessoas em verdadeiras ou falsas como se fossem alternativas. Ao contrário do que dizem, acho que as pessoas são boas ou ruins, dependendo de como forem vistas pela sociedade.
E agora na tempestade nao adianta tentar me salvar.Quando eu pedia ajuda ao meu coração que aos prantos berrava, você nao estava lá. Agora sinto mais tenho que te deixar e aprender a viver só... entre as nuvens da chuva.
ANO NOVO
Lá vem ele!
Como jovem que é, vem chegando descontraído, contagiado pela alquimia dos sonhos, alimento imprescindível para nutrir a esperança de cada dia.
Vem repleto de novidades, abrindo um leque de infinitas possibilidades, de novas experiências, de viagens mirabolantes.
Ele vem no seu melhor estilo. Com leveza, reverencia o Velho Ano e perfuma os nossos ambientes internos antes de chegar, para que sejam inesquecíveis todos os dias do ano deixado para trás.
Ele dá o aviso: hora de se desapegar, hora de seguir em frente, hora de se renovar. Não importa quanta tristeza você teve, se pessoas amadas e queridas desceram do trem da vida, se alegrias e conquistas foram emoções que nos tiraram do chão.
É hora de embrulhar tudo isso e se libertar cada situação. As dores deverão ser embrulhadas no pacote do perdão geral e irrestrito. No pacote do perdão a nós mesmos.
O Ano Novo é um mágico cheio de gás e energia. Uma caixinha cheia de surpresa que fará a vida seguir em momentos novos e inesperados.
O lance, então, é abrir nossos corações e mente para receber e hospedar com alegria, gratidão, entusiasmo, compreensão e paixão esse jovem que nos chega com tanta energia e vitalidade.
Nossos sentimentos são só nossos e nunca ninguém vai saber o tamanho da dor que dói em você e nem do tamanho da alegria que lhe enche de prazer. Também ninguém nunca saberá o quanto qualquer coisa representa para você.
