O Mundo Inteiro Nao Vale o meu Lar

Cerca de 739842 frases e pensamentos: O Mundo Inteiro Nao Vale o meu Lar

O que conta para um artista não é a «experiência», é a experiência interior.

Nunca enganei a minha mulher. O mérito não é nenhum: amo-a.

Não se deve deixar os intelectuais brincar com os fósforos.

Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei,
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.

A cidade não é a solidão porque a cidade aniquila tudo o que povoa a solidão. A cidade é o vazio.

Para se alcançar, quanto mais não seja, a fama do pai, é preciso ser-se mais hábil do que ele.

Ao planearmos para a posteridade, deveríamos lembrar-nos de que a virtude não é hereditária.

Jake: Pensava que você tinha um encontro esta noite?
Charlie: Não era um encontro. Uma experiência de encontro.
Megan: Qual é a diferença?
Charlie: Cerca de R$1500.

Não julgue um homem pelas suas opiniões e sim pelo que ele se tornou em virtude delas.

O homem não pode fazer-se sem sofrer, pois é ao mesmo tempo o mármore o escultor.

Não há progresso se este não surgir através das dúvidas.

Caso não ponha fim à guerra, esta não será uma vitória.

Um homem que acaba de arranjar um emprego já não faz uso do espírito e da razão para regrar a sua conduta e as suas atitudes perante os outros: toma de empréstimo a regra do seu posto e da sua situação; donde o esquecimento, a altivez, a arrogância, a dureza e a ingratidão.

Um crítico é alguém que conhece a estrada mas não sabe conduzir.

As riquezas pintam o homem, e com as suas cores cobrem e escondem não apenas os defeitos do corpo, mas também os da alma.

Quem tem fome não tem escolha. O seu espírito não vem de onde ele gostaria, mas da fome.

O plano que não pode ser mudado não presta.

No amor o mais importante é não fazer mal à outra pessoa. É secundário que se atinja este objetivo pela mentira ou pela honestidade. Infelizmente quase toda a gente odeia ser enganada.

Pouco dizemos quando o interesse ou a vaidade não nos faz falar.

Canção de Primavera

Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou.

Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.

Eu, Invernos e Outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio…
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.

Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.

Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar…
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?

José Régio
Filho do Homem