O meu Erro e Tentar te Agradar

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⁠"Você pode fechar os olhos para não ver meu brilho, mas nunca deixará de sentir minha presença."

#Espelho...
Espelho meu...
Diga-me a mais pura verdade...

Por vezes à noite...
Vejo um rosto...
Que me olha de forma suspeita...
Meio a contra gosto...

Será que minha alma...
Reflete minha imaginação ?
Esta ou aquela...
Pouco me importa...
Se tudo for ilusão...

Por fora as pessoas me vêem como querem...
Uns com olhos bons...
Outros não...
Conforme coração...

Sou alma imortal...
Espírito livre...
De longas eras advenho...
Do tempo um viajante...
Nesse espaço de agora...
Somente um errante...

Espelho...
Espelho meu...
Pergunto a ti agora...
Se tudo vai bem...
No correr das horas...

Não é por vaidade...
Pesa o tempo...
Pesa idade...

Vivendo nas coisas além de mim mesmo...
Descobrindo erros e qualidades...
A cada dia nascendo à vida...
Não minta espelho...
Conte-me sua verdade...

Por que persiste?
Por que repete?
Do jeito que é...
Esse silêncio torturante...

Nada me fala...
Pouco me mostra...
Não me revela...
O saber...

Mostra meus olhos cansados...
De um menino que sustenta esse homem...
Um dia...
Muito além...
Esquecido...abandonado....

Espelho...
Espelho meu...
O que terei agora?

Dissipando minha claridade...
Arrancando minhas possibilidades...
O que foi compreendido não existe mais...
Ah...
Como sou fulgaz...

Espelho...
Espelho meu...
Desdenhei a realidade
Mostrou em mil imagens...
O que minha alma grita...
Diante de sua cruel verdade...

Sandro Paschoal Nogueira

Perguntei ao sereno pela manhã....

De onde eu vim?

E tão tranquilo, vindo do céu, sobre o meu jardim, mesmo em silêncio, me respondeu:

-Como as ondas do mar que vão e vem,

eu também já estive aqui várias vezes...

Vim do céu, pequeno fio d'água, me transformei em riacho, virei um rio, fui lagos, mares e oceanos.

Subi aos céus e hoje volto à terra.

Venho trazer mais brilho ao seu jardim e fazer você ver a continuidade da criação.


Então perguntei à brisa fria, que tocando meu rosto, em beijos gélidos, me estremecia...

-Para onde eu devo seguir?

Em abraço, sussurrando em meus ouvidos, respondeu...

-Siga sempre em frente...

O passado já foi, o futuro, logo ali, viva o presente...

Avisou que durante o meu caminho obstáculos irei encontrar...

-Transponha que ao seu destino irá chegar...

E assim, sorrindo, a brisa partiu...

Perguntei ao beija-flor que se eu seguisse o conselho da brisa eu poderia ser feliz...

Ele me respondeu que eu deveria ser como o dia de hoje...

Lembrou-me que o amanhã pode não chegar...

Que na viagem, que faço todos os dias, sem me dar conta, já sou feliz...


Então voltei meus olhos para o céu, de onde descia o sereno e vinha a brisa, que sustentava o vôo do beija-flor...

- Em meus caminhos, no fim, o que encontrarei?...

Perguntei...

E o céu me respondeu, com um pequeno raio de sol...

- O recomeço...

#RESUMO

Sinto a brisa que acaricia o meu rosto...
Me perco nas nuvens, onde os anjos brincam de esconder...
Olho ao redor tentando entender...

Uma resposta provoca uma centena de perguntas...
Como se pudesse caber o infinito todo num sentimento...
Resumindo minha vida em um momento...
As horas voam quando encontro a felicidade...
De estar junto a você...

Consigo alcançar qualquer distância...
Sonhando...
Vou te dizer por onde ir...

Você encontrará nos meus olhos todo o amor do mundo...
Porque a cada dia e a cada segundo...
É o seu amor que me faz caminhar...

⁠#O #GAMBÁ

Armei armadilha...
E peguei um gambá...
Toda noite era festa em meu forro...
Sempre a me atormentar...

Botei linguiça para ser a isca...
Se tivesse posto cachaça...
Tinha pego político seria outra bisca...

Quando que essa praga vai acabar ?
Se não é um gambá...
É uma "autoridade" para mentir e roubar...

Bicho feio, esquisito...
Igual a político...

Só anda aprontando...
Se eu reclamo...
Sai rosnando...

Hoje fica na gaiola...
Amanhã dou sumiço...
Levo para bem longe...
Solto com um sorriso...

Esse mamífero...
Posso até soltar sem perigo...
Mas o político...
Desconfio...

Sei que aqui ...
Não mais há de voltar...
Mas o diplomático...
Que de 4 em 4 anos se mostra simpático...
Tenho medo e lido com cuidado...

O bicho feio...
Com medo fede...
O oficial público me dá medo...
E até me estremece...

É tanta falsidade...
Minha gente , vou dizer...
As vezes prefiro o gambá...
Do que outros safados...
Que a gente tem que também prender...

Amanhã eu solto...
Lá perto do ribeirão...
Enquanto do outro passo longe...
Bem de largo...
Não aperto a mão...

Tenho certeza...
Vou dizer...
Amanhã à noite...
Armo outra armadilha...
Pego mais gambá ordinário...

Mas de político safado...
Passo longe...
Não sou otário...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#ESCOLHAS

Hoje, neste tempo que é meu...
Em que estrada é longa e o tempo é curto...
Aquele desejo enorme de voar...

Aquele que se senta na porta de sua casa e deixa o sol passar sobre sua cabeça, assim escolheu...

Pelo simples anseio do que é diferente...
Modificar nossos sonhos...
Renovar nossa esperança...
Uma serenidade rara...

Porque o que quase foi não pode atrapalhar o que ainda pode ser...
Sem sentido nenhum, mas a verdade é...
Feliz por nada...

Esperar a luz de um novo amanhecer...
O vento que às vezes leva é o mesmo vento que traz...
É da sorte a última palavra...
Basta um segundo passar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#ADIANTE

Momentos da minha vida...
Eu sobrevivi a tudo que passei...

Meu espírito foi trucidado...
Corpo expurgado...
A cura ainda não me abençoou...

Eu vi a maldade pura diante de mim...
Mas eu sobrevivi...

Dizem que isso é bom...

Gosto de viver, mas é difícil seguir...
Com algumas memórias...
DIfícil torna-se a acordar e dormir...
Difícil saber que quem faz isso vive uma vida normal...

E sabem porquê eu passei por isso?
Porque eu existo....
Só isso.

Mas eu sobrevivi...
Estou aqui...
E nesse dia eu comemoro a proeza de ser...
Eu...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#QUEM?

Quem quebrou a minha taça?
Quem derramou o meu vinho?
Quem arrancou minhas flores e as lançou no caminho?

Quem para mim mentiu?
Quem me prometeu a felicidade?
Quem me devolveu o meu amor com tamanha crueldade?

Quem rasgou os meus lençóis de linho?
Será que foi com alguém que por mim não teve carinho?

Quem nunca chorou só à noite?
Em puro desalento...
Quem nunca gritou ao vento,
Expurgando o sofrimento?

Quem nunca nas trevas se escondeu?
Quem nunca pediu que tivesse fim sua vergonha?
Quem nunca se surpreendeu com situação tão medonha?

Quem nunca quis a tudo esquecer?
Quem nunca até mesmo já desejou morrer?
Quando lágrimas tão pesadas...
No coração a rolar tão quentes...
E na face a escorrer?

Quem já sentiu um olhar tão gelado.
Deixando mudo seu espírito...
E o coração descompassado quase em luto?

Oh melancolia...
Profunda tristeza de garras frias...
Por que me calo diante de tanto pecado?
Que me deixa tão desassossegado...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#CASTIGO

Embora o mundo me condene...
Quero emprestar meu peito à madrugada...
E muito amar...
Sob a luz prateada...

Espio sem um ai...
Minha sombra nas esquinas...
E nos ventos...

Onde seus olhos estão?
Não estão a minha procura...
Tento acalmar minha loucura...
Nenhuma razão para tanto amar...

Esperar dessa maneira...
Numa cidade deserta...
Tanto sentimento...
Para coisa nenhuma?

Mas o que serve a verdade?
Não, já não me interessa promessas...
Para quem ama e muito espera...

Quem me dará os meus anos, se os perdi?

Sigo só...
Abraçado pelo frio...
Porém não vejo...
Mais que o desejo de lhe encontrar...

E seu eu morrer antes disso...
Não verei a lua mais de perto...
Isso é meu castigo...
Que o amor me dá...

Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poeta

⁠Minha luta é dura...
Olhos cansados por verem a terra que não muda...
Porque o melhor de meu mal está todo no cuidado...
Do que foi-me tomado...

E a noite que se avizinha...
Mostrando-me a face obscura...
Faz-me juras...

Mordendo o fruto das manhãs proibidas...
Um sossego como se nada existisse....
Assim o tempo escoa...

Me perco a pensar o que isto significa...
Que importa!
Ninguém sabe...
Dá-me um estranho ar de loucura...
Um vazio...
Inesgotável procura...

Mistério mais audaz da minha vida...
Em que todos os venenos estão contados...
Meu prêmio e meu castigo...
Anseio delirante...
De intensa saudade...
Que tanto sinto...

Ah...
Ilusão sombria...
Amor sem fruto...
Do pensar na vida...
Fuga perpétua...
Despedaçar...
Emendar...
A pressa contida...
Só para mim, que vou comigo...

Quero nesta noite...
E nas noites vizinhas...
Que enfim as estrelas...
Dêem-me suas graças infindas...
E assim...
Deixando de ser tão escura...
Já não me pesem...
O cansaço de meu olhar...
Sob juras...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Vivo a vida, sem amarras...
Sinto o vento, sinto a liberdade...
No silêncio, encontro meu ser...
Vida introspectiva, momentos de saber...

Não quero perder a espontaneidade,
Deixar que a vida se torne rotineira.
Lanço olhar para o horizonte,
E vejo um mundo cheio de possibilidades...

São tantas as aventuras, tantos os sonhos...
São tantas as camadas, tantos os mistérios...

Coração alegre, alma livre.
Vivendo no abandono imposto...
Melhor assim...
Não sinto o pesar dos anos...

Sigo em frente, com liberdade e ousadia...
Porque a vida é um presente,
Um labirinto, cheio de desafios...

Mas não me perco, não me desvio...
Não me preocupo, não me atenho...
Possuidor de um coração contemplativo...
Nunca desisto...

Sandro Paschoal Nogueira

Gosto de falar, mas gosto mais do meu silêncio, pois só ele me diz tudo que eu preciso saber.


R.C.G.Medeiros

MEU INTERIOR
Eu banhava de cuia
E sabão d`cuada
O barro do riacho
Encardido ficava

Desnuda na praia
Só passava a boiada
Eu tibungava nos açudes
Saia da água renovada

Chovia em mim chuva de versos
Minha alma saia lavada
Nas ribanceiras caçava ingá
Manducava todo o jatobá

Depois eu pegava caminho
No atalho do carreirinho
Apreciava o casulo
E o ninho do passarinho

Atravessava a cerca de arame farpado
Pra catar canapum do mato
Quando eu chegava à casa de vó
Era hora do arroz pinicado

Parecia infindo o caminho do riacho
Era hora de acender as candeias.
Como eu vivia um lado avesso
Tudo em mim já estava aceso!

Muito me alegra estar em tua presença, estar perto de você e sentir meu coração bater acelerado...
Estar na tua frente, poder te olhar e te sentir aqui...

⁠...Eu gritei. O eco do meu grito foi mais forte que o sopro do lobo,
Ele, sem esforço, derrubou Minha casa de alvenaria,
Agora só há Escombros por todo lugar, Difíceis de juntar,
Assim como as folhas no chão, Depois da primavera.

E depois dele, eu passei a andar nas nuvens, enxergar estrelas no teto do meu quarto, sorrir sozinha, sorrir pro mundo, sorrir pra sempre.
Porque ele veio de mansinho e deixou tudo mais leve, inclusive eu.
E quando vai embora, eu fico em paz, porque ele sempre volta.

E traz com ele o melhor abraço, o beijo demorado, o sorriso mais lindo.
Ele, o violão dele, e aquele perfume de felicidade que só ele tem.
Ele sempre me deixou livre pra ir. Mas eu e meu coração decidimos ficar.
Porque não tem coisa mais linda nessa vida, do que acordar e vê-lo ao meu lado.


(Mais bonito do que ver o sol se pondo, é ver seu sorriso se abrindo quando me vê chegar.)

E eu colho versos no sorriso dele.

E meu coração avisou que eu não me boicotava à toa. Era minha alma me dizendo que o caminho estava errado.

Olho pela janela do quarto que um dia foi meu lar e porto seguro e vejo a chuva cair. Agora, é apenas um lugar de passagem. Em breve vou embora, voltar para o lugar que escolhi viver, que abriu as portas para que eu pudesse trilhar novos caminhos. Não foi fácil voltar e reencontrar tantas memórias perdidas. Vejo as pessoas passando na rua, apressadas para voltar para casa nesse dia tão frio e melancólico. É difícil não refletir sobre tudo o que vivi nesse lugar. Tantas pessoas e lugares deixaram marcas eternas no meu coração, mas que agora não passam de velhas lembranças, que aos poucos vão se apagando. Os anos passaram, e eu fui me acostumando, mas nem tudo se pode esquecer. O tempo corre contra mim, e eu sinto que já não tenho tanto tempo assim. Muitas histórias mal resolvidas, muitos despedidas dolorosas. Mas o que posso fazer, se não seguir em frente?

Meu espaço vazio sonha com a felicidade, enfrenta a solidão e resiste aos problemas, que jamais poderão me afastar de estar em paz com a vida.

Chuva que lava meu rosto mas não lava minh'alma, chuva que devasta, leva, carrega mas me deixa a saudade dela. Chuva forte, barulhenta mais parece uma canção, som de chuva, trovoada, esse é o som do meu coração, ó chuva, lhe peço, leva do meu peito essa solidão, na noite fria o nome dela ecoa como um trovão e se mistura com meu grito de paixão. Chuva fria, gelada, que se iguala ao peito da mulher amada, leva minha paz e meu juízo na sua enxurrada, nessa chuva cada lembrança é uma 'pancada'; chuva, vento, sofrimento... Já não sinto nada...

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