O Homem se Apaixona uma Só vez
Só desejo que as garrafas com as cartas de amor sejam encontradas, e o carteiro não devolva nenhuma ao remetente.
Versos Brancos
Para o teu corpo remar
no meu rio não precisa
ter só uma cor e nem rima,
Precisam ser somente
de todo o cor(ação),
Os versos brancos
explicam a magia
que existe entre
nós dois e a poesia.
Ficar só não
é uma opção,
Não tenho
medo de amar,
apenas cautela
de desencontrar:
a autopreservação.
Temo perder
o discernimento
daquilo é um
'breadcrumbing',
e correr o risco
de ficar acostumada
a receber pouco
e deixar de ser
gentil comigo mesma.
Não tentar não
é uma opção,
mas uma solução
de autopreservação
quando falta opção:
o melhor é me poupar.
Temo perder
a coragem necessária
de desarmar sempre
que for preciso
quando houver
um 'love bombing',
e acabar me arriscando
num caminho sem
volta onde me perca
e eu me esqueça.
Não temo voar com
ou sem companhia,
tenho autonomia
e brevê de poesia:
quero um amor que
venha com harmonia.
Enquanto isso dou
a mim mesma
o amor romântico
não por egoísmo,
e sim para lapidar
o meu equilíbrio
para sempre discernir
o quê é ou não é um
amoroso compromisso.
Sardinha frita
Sardinha frita
na nossa mesa,
Só quem provou
este amor explica,
Não há como
negar que é poesia.
No vigésimo terceiro dia do ano
No vigésimo terceiro dia do ano,
só quero que se poupe diante
daquilo que não tens
condições de influenciar
e faça o melhor para superar.
Do jeito que está o mundo,
só consigo pedir a Deus:
--- Um melhor "Dia das Mães"
a cada novo segundo
do jeito poético e profundo.
À elite do retardo em nada importam o povo nem a pátria — senão tão-só os seus interesses; e, por tais desígnios torpes, vendem o povo como quem troca ouro por cobre vil.
Um dia me disseram que não dava, que filho de pobre só se ferrava, e que bobeira, eu quase acreditei...
Até pessoas da sua família vão te procurar e oferecer ajuda, mas na real só querem ter certeza que você está mesmo acabado.
A casa que partiu
Há uma dor que só a família entende,
uma dor silenciosa
que se reparte entre olhares e lembranças.
É a saudade que chega devagar,
mas pesa como o tempo
quando percebemos
que alguém levou consigo
um pedaço de nós.
É a ausência
de quem era o centro da mesa,
de quem unia os caminhos,
de quem fazia da simples presença
um lar inteiro.
Nós voávamos pela vida,
netos, filhos, cada um em sua estrada,
mas sempre havia um caminho de volta.
Voltávamos nos aniversários,
nos Natais iluminados,
ou quando a saudade apertava o peito
e o coração pedia abrigo.
Porque sabíamos
que ali estava nossa casa.
Hoje ainda queremos voltar…
mas o silêncio tomou o lugar da voz,
e o tempo levou embora
quem era o nosso porto seguro.
Agora entendemos:
não era apenas um lugar
que nos fazia voltar.
Era você
que transformava tudo
em lar.
Jesus a rocha da presença,
Nele é necessário nascença.
Luz do mundo e sal da Terra,
Só há esperança naquele que não erra.
Alfa e omega, princípio e fim.
Por nós jorrou seu sangue carmesim.
Seu sacrifício redentor do Éden.
O velho jaz e o novo vem.
Em três dias de volta aos vivos,
Da vida e morte ele tem os crivos.
Tríplice unicidade do ser,
Creia nele para eternamente viver!
Cumprimento da tábua mosaica,
Juíz polido dentro da arca.
Ele faz do céu cair fogos,
A razão do logos.
O trono da luz divina,
A presença trina.
A antítese do impossível,
O destruidor do abominável.
Deus, Jesus e Espírito Santo,
Toda o templo se enche do seu manto.
Adoração eterna no céu,
Na cruz, rasgou-se o véu!
Muitos indivíduos, geralmente são induzidos a fazer ações que não desejam, por puro modismo, somente para acompanhar a massa de manipulação social.
Só não fuja de mim...
Quando eu me aproximar,
depois de criar coragem
e falar do nada,
mesmo sem sentido algum...
Não precisa me responder.
Pode fingir que não me ouviu,
pode se calar
para não me magoar...
Com palavras
não pensadas,
ditas da boca para fora,
jamais do coração,
que saem como defesa.
Defende-se de um sentimento
que é cura,
não tormento.
Pode ficar quieto, parado,
e até me ignorar,
mesmo que eu não saiba o porquê:
se é amor, desejo ou desprezo...
Já não me importa tanto.
Posso até me enganar,
sem conhecer o real motivo.
Apenas fique.
E não fuja de mim!
O meu Cerrado!
Não tinha concreto,
não tinha aço,
era só caminho,
era só espaço.
Corria livre
pelo cerrado,
buscando o céu,
o sonho alado.
Não tinha o aço,
não tinha a grade,
só céu infinito,
só liberdade.
Tudo era lindo,
era encantado,
o mundo inteiro
me foi dado.
Corria feliz,
sem ter direção,
seguia a trilha
do coração.
Não tinha preço,
não precisava,
porque a vida
era de graça.
