O Homem que Nao se Contenta com pouco
Olhos pressionando mas o que devia,
Pressão em saber que não o valoriza.
Vasta,
Sigo em frente,
Tento escrever,
Mas não posso estremecer.
Plim plim-
Sinos tocam,
É hora de reerguer,
E aceitar se não receber.
Tijolo em minhas costas,
Carrego,
Não reclamo.
Construção sem o concreto,
Acabou que desabou.
A mercê meu sentimento,
Reconstruo com "cimento".
Minha heroína me salvando,
Não está acertando.
Deve ser bom ser uma dessas pessoas que não se apegam a nada. Nem a pessoas, nem a coisas, nem aos próprios sentimentos. Parece mais leve, mais simples.
Eu não sou assim. Eu me apego a tudo.
A pessoas que já deveriam ter saído da minha vida há muito tempo. Ainda me pego querendo saber se estão bem e quando vejo que estão, por algum motivo, algo em mim se contrai.
Me apego também a coisas que já não fazem sentido. Guardo objetos, lembranças, pequenos pedaços de um passado que já deveria ter ficado para trás. E cada coisa guardada acaba trazendo de volta algo que eu já deveria ter esquecido.
E me apego até a sentimentos vazios. Coisas que já não significam tanto, mas que continuam ocupando espaço dentro de mim.
Sinto que estou vivendo num tipo de limbo.
Sem sono, sem muito amor próprio, como se a vida tivesse perdido um pouco da força.
Às vezes penso que, se pudesse construir uma máquina do tempo, não seria para voltar.
A história não é feita apenas de grandes batalhas ou tratados — é escrita por pessoas que ousaram existir de forma intransigente. Hammurabi, há quatro mil anos, compreendeu que a justiça precisava ser escrita para ser real, mesmo que imperfeita. Aristóteles, séculos depois, desafiou o mundo a pensar, a questionar, a não aceitar verdades prontas. Joana d'Arc, com dezenove anos, provou que a coragem não pede permissão — ela simplesmente age, mesmo quando a fogueira a espera. Rosa Parks, cansada, recusou-se a ceder o assento e desencadeou uma revolução sentada. Angela Davis, presa e perseguida, transformou a cela em púlpito e o silêncio em denúncia. Miriam Makeba, exilada, cantou a África para o mundo e fez do palco um ato político. O que une essas vidas tão distantes? A recusa em ser invisível. Cada um, à sua maneira, disse "eu existo" em voz alta — e o eco ainda ressoa
O que escrevo?,
Não tenho ideias,
Só sentimentos.
Vontade de alagar,
Se inundar,
Se desabar.
O tempo passa-
"Meu deus eu não escrevi nada".,
Pensamentos intrusos,
Aparecem sempre,
Quando preciso eles são ausente.
Será que eu me enxergo diferente?,
"Meu deus, nada me surpreende.",
Ah ideias,
Palavras,
Não botam na folha por medo de ser julgada.
A vida não se entrega de bandeja, ela se revela aos poucos, entre o que sabemos e o que tememos. As verdades que carregamos hoje, amanhã podem ruir. E não por fraqueza nossa, mas porque viver é, essencialmente, revisar o que pensávamos certo. Incertezas não são ausências; são convites. O medo do desconhecido muitas vezes nos paralisa, mas é nele que crescemos — não no conforto do já sabido, mas na fricção do ainda não compreendido. Amamos, perdemos, recomeçamos, sem garantia alguma de que dessa vez será diferente. E mesmo assim, recomeçamos. Porque a verdade mais honesta da existência é justamente essa: não há certeza, apenas escolha. Escolher acreditar, escolher permanecer, escolher esperar. A melancolia do futuro incerto convive com a ternura do presente vivido. E no fim, talvez a única verdade inquestionável seja que estamos aqui, respirando, tentando, errando, recomeçando e isso, por si só, já é suficiente.
O amor não foi feito pra mim
(Verse 1) Nunca entendi o que era o amor, Acho que isso deve-se ao passado também. Meus olhos nunca viram a verdade, Nunca entendi por que eu era assim. Love love love Wasn't you made for me?
(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Uuuuh. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...
(Verse 2) Vou te amar até o crepúsculo, E quando não existir mais o mundo. Pois foi você, foi você que me fez sentir tudo. Então desculpa minha confusão, o amor não foi feito pra mim não, não não! Não, não não.
(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...
(Bridge) Você me tirou do meu mundo tão sem cor, Era cinza e colorido ficou. Uma pena que eu não entendia o que era o amor. Me desculpa a confusão, uma turbulência de sensação. Sinto-me pesada e sem transmitir... Não sei me expressar, então acho que o amor não é pra mim.
(Verse 3) Talvez almas gêmeas sejam assim, Nem sempre juntas vivem, que pena, eu queria tanto. Eu não entendo minha confusão é que eu fui assim... Eu sinto tanto, queria me entregar pra ti.
(Outro) Nunca entendi o que era o amor... Acho que o amor não foi feito pra mim.
_Menina, pára de ser ingénua, não me digas que começaste a gostar dele, ele nem sabe que existes, não vives num conto de fadas, de um livro estúpido.
_Sei exatamente em que realidade estou, mas continuo a amo-o e ele não precisa de saber hoje nem amanhã. Um dia, quando ele também me amar, vou poder dizer-lhe diretamente e será como se nunca tivesse contado a mais ninguém.
A religião ensina tudo errado. Deus não se vinga de nenhum dos seus filhos pelo outro! Se fosse assim, teria vingado a morte de Abel e matado Caim! Ele ama todos por igual, e jamais faria maldade à nenhum, por mais coração de pedra que tenha. Porém, o livre árbitrio é o mal do mundo! Em todos nós, existe o bem e o mal. O que mais alimentar, esse reinará!! Deus quer sempre nos ver bem. Sempre.
Há paz infértil!
Aquela que nada traz
A não ser, a própria paz.
Há paz inquietante!
Sem cheiro, sem dor...
Pois há dor, na paz.
Há paz sem ternura!
A que nos tira a paz
E devolve a loucura.
Como, quando e onde, nos tornamos tão pobres, diria até, paupérrimos? E não me refiro a posses nem dinheiro.
Já olhei pela janela e vi o caos,
já olhei pela mesma janela,
e vi calmaria. Não está fora,
está dentro!
A vida é uma
bolha de sabão.
Ah,
esse martelar
não para.
Oco,
vazio,
o tempo todo,
o mesmo assunto,
sem descanso um
minuto.
Pra que isso aqui!!
Pra que tudo isso!!!
Pra que esse desperdício!!!
E a mesma pergunta,
sem resposta:
pra que existir
se vou deixar
de existir?
Isso é uma
loucura
que parece
sem cura!!!!
Sem entender,
isso vai desaparecer.
De novo isso na minha
mente.
Isso é só
oco,
vazio.
A vida é vão,
feito bolha
de sabão.
Mas não existo o bastante se deixar de aspirar.
Assim espio manhãs.Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana envergadura.
Tudo tem o seu tempo
Não importa o lugar, muito menos o tempo...
Quando Deus escolhe as pessoas, ele transforma o errado, aos olhos dos outros, em certo.
É ele quem une as pessoas. Alguma vezes só para originar outras pessoas que, não teriam como vir ao mundo, sem que essa união acontecesse.
Certos encontros, irão resistir por algumas estações... já outros, não passarão do calor de um verão.
Há encontros que terminaram num inverno rigoroso, mas, por insistência, prolongam por muitas outras estações, adiando assim, o inevitável. Os motivos são os mais diversos: às vezes, para poupar o sofrimento dos filhos, outras, talvez, por conveniência, insegurança, receio do que os outros irão pensar, ou simplesmente medo de seguir em frente sozinho...
Por mais tempo que passem juntos, ainda assim, eles não irão permanecer até o fim.
Cada ser humano tem um limite a ser vencido no tempo certo.
No fundo, as pessoas têm a consciência que o encontro não deu certo, porém, muitas optam por dedicar uma vida inteira na esperança que o outro mude, que os ponteiros se acertem e que eles permaneçam juntos até a última badalada do relógio da vida... coisa que, infelizmente, muitas vezes não acontece.
Mas existem também as almas gêmeas, que possuem uma sintonia incrível... essas, quando se encontram nunca saem da primavera, o universo todo conspira a seu favor. Não há dúvidas que eles serão companheiros pelos restos de suas vidas...
Pode ser que esse encontro aconteça na juventude, ou em qualquer fase da vida, porque a alma não envelhece...
É, recomeçar nunca é fácil, mas viver uma vida ao lado de uma pessoa sem o companheirismo, sem o apoio e, principalmente, sem compartilhar os mesmos sonhos que você, é perca de tempo... principalmente o seu!
Nossos encontros são como as estações... elas mudam independente das nossas vontades.
E se, o seu encontro mudou, virou um eterno inverno, encontre coragem e tranque a porta para essa estação e, não esqueça de jogar a chave fora. Abra uma nova porta, sem pressa... deixe que a primavera chegará!
Tenha fé! Deus sabe de todas as suas lutas e, se da vontade dele for, seus sonhos ele realizará, porque só ele sabe o tempo certo de todas as coisas...
Se suas forças interiores já não o empurram adiante e você se sente perdido na floresta, pare. Reflita. Olhe ao redor. Há uma fortaleza em você — apenas ainda não conseguiu acessá-la. Procure uma rota onde a alma encontre algum repouso e as inseguranças percam terreno. Não mergulhe nas frustrações do presente; recorde as vitórias que já alcançou. Refaça-se, estabilize-se entre o íngreme e o plano e siga, enfim, com passos firmes e prudentes.
Naquele momento, não foi possível ver o que aquilo revelava, nem sentir o que havia no ar. Mas a névoa da ingenuidade se dissipou, e agora tudo faz sentido: nas palavras havia sabedoria; no ar, sentimento.
Muitos não suportam ser contrariados; veem no debate uma afronta. Quem realmente quer avançar, porém, ouve seu crítico atentamente.
Não permita que a alma dê abrigo ao sofrimento; há dores que chegam sorrateiras, se assentam sem pedir e tornam-se permanentes.
