O Homem que Nao se Contenta com pouco
Por mais pecador que seja um homem, a misericórdia de Deus é suficiente para salvá-lo, desde que ele creia que tudo é possível aos seus olhos.
Ela arriscou tudo revelando a verdadeira identidade. É mais corajosa do que qualquer homem aqui. E é o melhor guerreiro entre nós.
O homem normal gradua o medo pelo tamanho do perigo. O histérico avalia o perigo pela intensidade do medo que sente.
Todo sentimento que eleva o homem acima da natureza animal denota predominância do Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição.
Todo homem é ao mesmo tempo três pessoas: como vê a si mesmo, como os outros o veem, e quem ele realmente é.
A velha noção antropomórfica de que todo o universo se centraliza no homem – de que a existência humana é a suprema expressão do processo cósmico – parece galopar alegremente para o balaio das ilusões perdidas. O fato é que a vida do homem, quanto mais estudada à luz da biologia geral, parece cada vez mais vazia de significado. O que, no passado, deu a impressão de ser a principal preocupação e obra-prima dos deuses, a espécie humana começa agora a apresentar o aspecto de um subproduto acidental das maquinações vastas, inescrutáveis e provavelmente sem sentido desses mesmos deuses.
Um homem só é capaz de fazer uma mulher de idiota, quando ela se sujeita a isso. As próprias mulheres se iludem, fecham os olhos sozinhas, não é nenhum mérito dos homens.
O homem precisa de conhecimento para sobreviver, e somente a razão pode alcançá-lo; os homens que rejeitam a responsabilidade do pensamento e da razão podem existir apenas como parasitas do pensamento dos outros.
Um homem quando é puro e sem maldade vai para um diálogo sem armas e sem a pretensão de humilhar o seu interlocutor.
Há dois pecados capitais no homem, dos quais se originam todos os demais: a impaciência e a indolência.
