O Homem que Nao se Contenta com pouco
Felicidade
Misture um bocado de tempo bom com baldes de chuva
Dance um pouco
Acrescente todas as cores do arco-íris
Admire o céu
Coloque várias xícaras de alegria
De um bom mergulho no mar
Jogue inúmeras pitadas de bom humor
Brinque na areia
Junte tudo isso misturando rapidamente
Deixe cozer ao calor do sol
E saboreie ao lado das pessoas que te fazem feliz.
Eu sou um pouco de cada uma das pessoas que fazem
ou fizeram parte da minha vida.
Cada uma que passa por ela deixa um pouco,
deixa algo que me marca e, goste ou não, algo muda
as escolhas que eu faço
os caminhos que escolho.
Cada um ao seu tempo com o seu jeito,
uns mais forte que outros, outros quase insignificantes,
alguns de forma tão intensa chegam a definir e limitar fases,
alguns nunca se vão.
Alguns sabem, ou outros não.
Sou de tudo das pessoas que conheci,
mesmo daquelas que não me conheceram
sou nada de tudo que eu conheci
apenas sou
um pouco de todos e nada de muitos...
Sou alguém que pode ser algo para outro alguém,
o tempo, as minhas atitudes, minhas palavras ou meu silêncio,
definem as marcas que eu posso deixar...
Pode ser que as marcas que já tenham mudem,
pode ser que elas não sejam as marcas certas,
pode ser que nem marcas sejam,
nem sempre ficam certas as marcas
que eu quis deixar...
Mas o que eu procuro ser,
é não ter sido...
Permanecer e estar na vida daqueles que,
mesmo longe ou perdidos em algum tempo,
se fazem sempre presente,
responsáveis em me provocar todas as situações, emoções,
sentimentos e sensações que dão a razão e sentido
ao meu eu.
Hoje eu estou triste, mas só um pouco,
Passam da meia noite, todos na casa já adormeceram.
Estou sozinha de novo.
Meus pensamentos são aleatórios.
Sinto tanto, sinto muito, não sinto por não ter tido, sinto por não sentir nada mais.
É confuso eu sei, como sempre ...
Os anos passam, e o vazio não some.
Não é fome, não é por falta de amor.
Falta entusiamo, falta cumprir tudo aquilo que prometo dentro da minha cabeça na noite anterior.
Mas amanheceu, e ele apareceu de novo, me agarrou pelas pernas que a fizeram pesar, apertou minha cabeça que a fizeram doer, desânimo, vá embora!
Não gostaria que fosse diferente, mas também não quero que seja igual.
Meu mundo não é ruim, minha vida também não, eu sou a confusão.
Esta tudo "muito" aqui dentro.
É isso.
"Se alguém perguntar, diga que fui ver a Lua. Fomos apresentados agora pouco, e temos muito o que discutir."
Sinto raiva o tempo todo, todo ele é pouco e todo pouco é inútil. É inimaginável eu sem a raiva e eu sem o amor. A raiva eu nasci, o amor eu encontrei, da forma mais pura e mais exaltada. A raiva me completa, ou melhor, sou feito dela e completo por amor. É difícil ter controle sobre a mente que não se entende perfeitamente, se entende como louca e da loucura trás a reciprocidade eterna, de nunca viver para si mesma.
Percebo que após tantas perdas, havia me tornado pouco exigente com algumas coisas. E a vida, sábia, não querendo que a minha fé diminuísse, me deu coisas tão maiores e melhores do que eu esperava.
"Um monte de mim está em exposição constante.
Um pouco de mim está eclipsado, em sigilo, mascarado...
Não sei ao certo se o que lerdes será do meu culto, do meu oculto ou mesmo do meu inculto. Saibas apenas que sou eu, consciente ou inconscientemente escrevendo a ti, prosas, cartas, canções, versos brancos, brandos, rimas e sentimentos singelos."
Um pouco de talento é uma coisa boa para se ter se você quer ser um escritor. Mas a única exigência real é a capacidade de lembrar de cada cicatriz.
"Vida: como você é linda. E embora me assuste um pouco quando me olha assim, com esse desejo tanto, confesso: prefiro sua doce loucura a toda e qualquer apatia."
A meta agora é perder o foco, tirar os óculos e me perder um pouco. São nestas perdidas que me acho...
Se levarmos a vida muito a sério ela perde graça, no viver se exige um pouco de serenidade, como também muita gargalhada
In, Fragmento do Novo Génese
