O Homem que Nao se Contenta com pouco
''Quando o homem descobre a sua condição ambígua de ser ao mesmo tempo material e espiritual, ao encontrar-se no meio dessa contradição, dessas duas realidades, dessas duas existências, o problema que passa a existir e que conduz a vida humana é o problema de saber se ele irá sacrificar a vida do espírito em função da vida da matéria ou se irá sacrificar a vida da matéria em função da vida do espírito. O fato de o homem estar no meio dessas duas coisas significa o seguinte: a sabedoria da vida humana, no fundo, reside no modo de como o homem passa pela vida, de como ele gerencia, cuida e administra os seus desejos''.
As vezes a loucura do homem é a coragem da razão
Falar de política em uma comunidade racional, é no Brasil, em Macarani Bahia berço natal, parece tudo normal, diz a constituição que lhe assegura a livre expressão, bobagem, na prática é perseguição, o cadeado na boca do contratado, o medo do desempregado, o fraco que sonha, o seu pensar pressuponha, que seja solução, reação, decisão e razão, porém na prática uma dolorosa indisposição, pois a elite vigia e manobra, torna vidas a própria opressão.
E ai mané, somos livres de fato, podemos praticar o ato, posso gritar aos cantos, e se minha família ir aos prantos, pois tentar contra vidas é possível, está no átrio da envergadura febril, esta arte viril, assassina se preciso mil, de várias formas, ceifando a voz, ceifando o sonho, ceifando o anseio e até limitando ser produto do meio, na variante feroz é perigoso levantar a voz, pois bem, o clamor, a petição, o chamado é pela misericórdia do senhor, que venha a nós a proteção, que a coragem se levante, que o grito inconformado vai adiante, e hoje, amanhã, a luta contra a podridão existe e persiste, mesmo que o mundo diga não, as vezes a loucura do homem é a coragem da razão.
Giovane Silva Santos
Velha história
Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelos cafés. Como era tocante vê-los no “17”! – o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a xícara de fumegante moca, com a outra lendo o jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava laranjada por um canudinho especial… Ora,um dia o homem e o peixinho passeavam na margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado e eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o homem ao peixinho: “Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira? Não, não e não! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste!…”. Dito isso, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho n’água. E a água fez um redemoinho, que foi serenando, serenando… até que o peixinho morreu afogado…
Sua escolha
Uma mulher pode dar a um homem o céu
ou inferno ou ambos juntos e isto trata-se
de escolha dele voluntariamente ou
involuntariamente ,trata-se de uma escolha
direta ou indireta ,mas quando ele escolher,
a mulher fará com que cumpra-se sua
escolha.
O trabalho dignifica e enobrece o homem, melhora a família e faz um país crescer, mas vagabundagem destrói a moral de um homem, a família e a dignidade de um país!
O nada ser, o nada possuir e entretanto ser ofuscado pela luz, faz do homem um místico, um reconhecido que louva a Luz e a exalta!
O homem é capaz de prever dias chuvosos, entretanto jamais conseguirá prever sua intensidade muito menos sua consequência.
“Nem só de pão vive o Homem...”,
mas também, de todas As palavras
cortantes que ele abstém da sua boca.
O Herói
Eu serei o herói com quem você teria sonhado,
O homem forte que matará todos os dragões,
Tudo isso para ser o teu ilustre namorado,
Por você,romperia o vale das ilusões.
Eu queria ser, o vento que te refrescaria os pensamentos,
O sol que aqueceria o teu corpo dourado,
A lua prateada para curtirmos lindos momentos,
Um campo verde e de orvalho molhado.
Eu queria ser um jardim solitário,
Um rio que viaja quilômetros entre belas paisagens,
Um lindo planeta nesse universo unitário,
Um oásis no deserto, para saciar a sede de sua longa viagem.
Eu queria ser grande dentro dessa pequenez,
Um guerreiro forte nas batalhas da vida,
Um homem sensível a sua timidez,
O remédio ideal que cura suas feridas.
Das montanhas inexploradas, quisera eu ser o ouro puro,
Dos garimpos de pedras brutas ser a mais preciosa,
Em toda a dificuldade, ter a coragem de transpôr o muro,
De todas as idéias viajantes,a mais virtuosa.
Eu queria ser o mar e o seu barco,em mim navegar,
Guiá-lo constantemente à águas tranquilas,
Não ter medo de os monstros enfrentar,
Ao teu lado,viajar um milhão de milhas.
Eu queria ser o que não sou,
Um homem bem mais puro e melhor,
Imagens refletidas no espelho, de um ser que lutou,
Lutou contra tudo aquilo que me fazia pior.
Lourival Alves
Já vi uma cobra destruir uma pessoa com o seu veneno.
Também já vi um homem destruir uma família inteira com uma pequena palavra.
Todos os homens cometem erros, mas um bom homem cede quando sabe que seu proceder está errado e conserta o mal. O único crime é o orgulho.
